No dia do 1º Webinar ESFera Digital – Economia Verde: Tecnologias e Soluções, promovido pela ONG Engenheiros Sem Fronteiras, a Casa Zero marcou presença em um encontro que reuniu ideias transformadoras e iniciativas que buscam alinhar o desenvolvimento humano, tecnológico e ambiental.

O evento aonteceu de forma online e teve a participação de Samuel, diretor-geral da ONG, Beatriz Zschaber e Jade Alves, participantes da ONG, que destacaram a trajetória do Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Belo Horizonte, uma organização que desde 2015 atua em projetos de impacto social, beneficiando mais de 3 mil pessoas com ações voltadas à melhoria da infraestrutura de comunidades. A abertura ficou por conta de Jade e Beatriz, que apresentaram a proposta do Webinar ESFera Digital: uma série de encontros que têm como objetivo aproximar pessoas, empresas e organizações comprometidas com a transformação social e a sustentabilidade.

Durante o debate, os convidados trouxeram reflexões profundas sobre o conceito de Economia Verde, ressaltando que ele vai além do aspecto ambiental — sendo também um instrumento de inclusão e redução das desigualdades sociais.

A arquiteta Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, e Beatriz Gasparini provocaram o público a (re)pensar soluções que vão além do óbvio, convidando à reflexão sobre como podemos reduzir a pegada de carbono em processos de construção, reforma e design. Essa visão reforça o propósito da Casa Zero: projetar e habitar de forma consciente, entendendo que cada escolha material e espacial tem impacto direto no planeta e nas pessoas.

Outros participantes trouxeram contribuições complementares e inspiradoras. Felipe Vitoriano destacou o avanço da energia fotovoltaica, uma fonte limpa, abundante e cada vez mais acessível. Já Laura Conrado Rodrigues e Graziely Mendes alertaram sobre os impactos da indústria da moda — a segunda mais poluidora do mundo — reforçando a urgência de adotarmos hábitos de consumo mais conscientes.

Victor Melo, fundador da PYPIV, compartilhou exemplos de como a engenharia pode colaborar com o desenvolvimento humano, citando a cidade sueca de Borås, que transformou o reaproveitamento de resíduos em uma fonte energética eficiente.

Durante sua fala, Luiza Franco reforçou que estamos vivendo a era da sustentabilidade. Para ela, é por meio das redes de conexão entre pessoas e ideias que conseguimos despertar em cada um a semente da transformação — uma consciência que nasce do coletivo e se manifesta em gestos sutis no cotidiano.

Assista à gravação completa do 1º Webinar ESFera Digital e mergulhe nesse diálogo sobre o futuro sustentável que queremos construir:

Os humanos podem ficar 3 semanas sem comida, 3 dias sem água, mas apenas 3 minutos sem ar.

Estes dados impactantes são para trazer uma reflexão ainda maior do momento em que vivemos e nos colocar atentos sobre o papel da arquitetura e da construção na saúde das pessoas.

A proliferação de vírus e bactérias e, consequentemente, a vulnerabilidade das pessoas às doenças depende, em grande parte, de qualidade do ar dos ambientes que construímos. 

Para superar isso, precisamos de quantidades adequadas de iluminação, umidade e temperatura que, somados, contribuem para uma arquitetura saudável. 

A crise que vivemos nos revela a necessidade de apostarmos na arquitetura não somente pela estética, mas naquela que adota critérios técnicos para dimensionar as necessidades dos ambientais, garantindo qualidade do ar, saúde e bem estar para as pessoas. 

Já pensaram na importância disso? Na foto um projeto construído da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável. 

MONTAGEM ENERGIA X MUDANÇA CLIMÁTICA X PROFISSIONAIS

Como projetistas de edificações e de planejadores urbanos, estes profissionais se tornam grandes responsáveis pela definição dos meios de geração e consumo de toda a energia necessária para operar os ambientes construídos. O que considera ainda a influência sobre os transportes entre as edificações.

Contudo, usamos, ainda hoje, muita matriz energética advinda dos combustíveis fósseis e eles são grandes responsáveis pela emissões de gases do efeito estufa, diretamente relacionadas com o aquecimento global.

Para minimizar os efeitos das mudanças climáticas é necessário que mais profissionais e pessoas apostem na aplicação de instrumentos pela sustentabilidade, com matrizes de energia limpa e renovável, para nossas construções e espaços.

Só assim garantiremos economia de energia e ainda qualidade de vida e maior produtividade para as pessoas. 

*Fonte: Hum Heywood – 101 regras básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético

Você já pensou que nós permanecemos 90% do nosso tempo em ambientes fechados?

Em tempos de isolamento social, com contato ainda mais restrito com o ambiente externo, muitos passam a notar como a entrada de luz e ventilação naturais são indispensáveis.

É necessário entender a importância da interação das construções com a luz solar e as condições ambientais naturais para garantir qualidade de vida para as pessoas.

O sol, a água e o vento impactam na vida das pessoas e para lidar com eles não basta, por exemplo, colocar janelas para abrir e fechar. Qualificar e quantificar esses elementos projetando estratégias eficientes é necessário para garantir uma arquitetura mais saudável.

Ainda, quando o arquiteto sabe dimensionar a quantidade de luz e ventilação, associados à tecnologias como o sistema de ar-condicionado, quando necessário, garantem economia de investimentos e no seu uso.

Você sabia que um imóvel vale, em média, 5% a mais se bem iluminado? Na foto um ambiente interno bem iluminado naturalmente de um projeto da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável.

* Dados de Christoph Reinhart do MIT Construction Technology em Cambridge (EUA)

Os desafios para a saúde e bem estar da humanidade passam também pelo cuidado com os recursos hídricos. E hoje, 22 de março, é dia mundial da água e um momento oportuno para darmos destaque aos gestos de sustentabilidade que refletem o cuidado com esse patrimônio. 

Vamos apresentar aqui três iniciativas brasileiras que a Casa Zero apoia e muitas vezes usa em seus projetos e consultorias:

Certificação Zero Água LEED

Você sabia que o Brasil possui o primeiro edifício no mundo denominado Zero Água pela certificação LEED concedido pela instituição GBC Brasil?

Este é o edifício Eurobusiness, um empreendimento comercial situado em Curitiba (PR) com 14 andares que trata 100% de suas águas residuais (cinza e negra) no local. E do total de água utilizada, 65% vem desta água tratada e, junto com o uso de água da chuva e de condensação, evita o gasto de 82% de água potável. 

Seu projeto arquitetônico é do Borges Macedo Arquitetura e Realiza Arquitetura com consultoria em Certificação LEED da Petinelli. Para maiores detalhes, recomendamos ao acesso ao site do GBC Brasil.

Catálogo de Soluções Sustentáveis em Saneamento

Com relação ao tratamento da água após seu uso, temos a iniciativa da Funasa com o CataloSan – Catálogo de Soluções Sustentáveis de Saneamento e Gestão de Efluentes Domésticos lançado em 2018.

Nele são descritas de forma didática mais de 15 soluções tecnológicas para tratamento de efluentes domésticos. 

O destaque está na apresentação de tecnologias facilmente replicáveis, não necessitando de mão de obra especializada para sua implantação. Ainda há a indicação de possibilidades de investimento de baixo custo para a implementação de arranjos no tratamento de efluentes que aproveitam sistemas naturais.

Para ter acesso ao material, clique aqui.

Guia Pegada Hídrica

Em dezembro de 2019, o Sinduscon de São Paulo lançou, juntamente com a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), um guia para cálculo de pegada hídrica. Dentre vários benefícios, a metodologia para cálculo do consumo de água incentiva a execução de políticas públicas para a gestão das águas e saneamento. 

Além disso, a partir do conhecimento da pegada hídrica – consumo de água e geração de efluentes – incorporadoras, construtoras e clientes terão mais conhecimento sobre seus empreendimentos e construções para assim tomar decisões mais acertivas nas fases de projeto, construção ou compras, com vistas à racionalizar o uso dos recursos hídricos e aprimorar seu tratamento.

Para ter acesso ao Guia Metodológico de Cálculo de Pegada Hídrica em Edificações, clique aqui. Se quer saber mais ou ficou interessado em aplicar estas estratégias em projeto ou consultoria, entre em contato com a Casa Zero.

Por @luizafranco, fundadora da Casa Zero.

Interrompemos a programação normal para a participação no primeiro evento do ano. Estivemos em São Paulo na Exporevestir. Maior feira da América Latina do segmento de revestimentos. São mais de 62 mil visitantes entre revendedores, designers, arquitetos, construtores e consumidores. ⠀
Nosso serviço de curadoria em produtos com viés sustentável para pessoas e negócios exige uma atualização contínua. ⠀
Além da exposição terão talks sobre construções sustentáveis, economia circular e gestão de água e energia.

Você já ouviu falar de curadoria de produtos e tecnologias com viés sustentável?

Este trabalho feito pela Casa Zero tem se tornado cada vez mais importante pela necessidade de comprovar, tecnicamente, a qualidade e o compromisso real dos produtos do mercado com a sustentabilidade.
E como as inovações e tecnologias estão cada vez mais rápidas este serviço torna-se indispensável para garantir a eficiência de quem compra e usufrui.

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Se ficou interessado, veja algumas das referências e críticas que fizemos nos nossos destaques do Instagram sobre a Exporevestir e conecte-se com a gente.

Veja que a pergunta não é porque e sim por onde começar a Sustentabilidade. Concorda? Não faltam razões para querer garantir o “combo”: qualidade de vida, preservação ambiental e ganho financeiro.

Para simplificar a resposta do como, vamos dizer em alto e bom som: pelos gestos de sustentabilidade!

Devemos desconstruir o conceito de que a sustentabilidade é complexa e acreditar que existem caminhos possíveis iniciados a partir de uma ação verdadeira e bem planejada.

Debatido, estudado e analisado dentro de diversos encontros e acordos globais, o Desenvolvimento Sustentável hoje é definido pelos 17 objetivos da ONU Brasil para 2030 e é mais uma forma de apontarmos para este alvo.

A grande questão, que a Casa Zero observa e aplica em suas atuações, é a importância de desmistificar o termo, para assim revelar que há caminhos acessíveis para ações imediatas. 

Esta frase da foto é de Roberto Smeraldi . Ele é jornalista e contribui com publicações, ensaios e livros sobre desenvolvimento, sustentabilidade e políticas públicas e serve para você se inspirar.

Para ajudar, a seguir apontamos alguns benefícios possíveis a partir de um primeiro passo que você ou o seu  negócio pode dar: 

– Ter uma redução de 15% GRATUITAMENTE na sua conta de luz se já tiver um consumo médio mensal de 300 kWh ou mais sendo associado de uma Fazenda Solar.

– Ganhar DESCONTO de 3%, 5%, 10% ou mais no IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano – do seu imóvel se adotar práticas sustentáveis na edificação e a Prefeitura já está vigorando a lei relacionada ao IPTU Verde em seu município. 

– Criar ou remodelar seu negócio com estratégias sustentáveis e de baixo carbono, considerando que 61% dos consumidores estão preocupados com as mudanças climáticas e 54% acreditam fazer a diferença no mundo com as suas aquisições.* 

* pesquisa de tendências Euromonitor.

Qual movimento ou gesto sustentável você ou sua empresa estão planejando para agora? 

Em um mundo já ultrapassado pelo mercado competitivo com uma dinâmica que exige mudança, a Casa Zero reforça seu papel de contribuir para a formação de um mercado colaborativo com apoio a negócios de impacto e mais sustentáveis.

Cada pessoa e empresa que atue com intenção e ações similares às nossas, queremos nos conectar. Cada serviço e produto que oferecemos tem o papel de apoiar nossa rede de clientes e parceiros.

Qual mudança você preparou para o seu ano que podemos colaborar?

Na foto nossa boa lembrança de 2019 com a fala de nossa fundadora Luiza Franco na inauguração da Casa Baanko , em Belo Horizonte, na presença de grandes parceiros. 

Consultora, Palestrante, Empreendedora, Especialista em Sustentabilidade e Tecnologia, Mestre em Engenharia Civil, Arquiteta Urbanista. Agora esquece tudo isso. Hoje, queremos falar da pessoa que está por traz de um currículo, afinal não adianta nada se não houver paixão. Já ouviram falar disso, não é mesmo? E Luiza Franco traz este sentimento misturado com a determinação ao fundar a Casa Zero. Alguém que sempre se emociona ao fazer e falar de sustentabilidade. Abrir mão de clientes que queriam projeto somente por estética e dedicar à pessoas e negócios que apostam em gestos sustentáveis.


O LinkedIn contabilizou 10 anos e 2 meses de atuação profissional e no meio do caminho houve em mim muita inquietação. Como transformar projetos de pessoas e negócios não somente pela obrigação de leis; pelo prazer da estética e tendência; ou pelo retorno financeiro de um investimento? Nesta hora, o claro reconhecimento da minha inquietação veio no momento em que entendi como cada um destes objetivos, tão claramente apontados pelo mercado e pelo consumidor, podem ser, em conjunto, simples consequências de um único caminho: a sustentabilidade.


Se um lugar, produto ou serviço é verdadeiro no seu propósito (consequentemente atende a lei), se é para o bem de quem usufrui (consequentemente é belo), se é transformado por meio de ações sustentáveis (consequentemente é lucrativo). Assim surgiu a Casa Zero, oficialmente, há um ano. Com a competência técnica de projetar os desejos dos clientes de forma inspiradora, transformamos projetos de pessoas e negócios a partir dos gestos sutis de sustentabilidade.

Sou Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, e terei o prazer em apresentar nossas atuações se você já entendeu o poder da sustentabilidade.

Vim aqui falar de dois temas: Meio Ambiente e Dinheiro.

E já pergunto: Você acha que eles são incompatíveis?

Para apresentar a clara relação entre recurso financeiro e recurso ambiental trouxe dados relevantes da comparação entre edifícios que adotam estratégias reais na arquitetura e na construção para uma maior sustentabilidade e aqueles projetados e construídos de forma convencional.

Vejam os benefícios econômicos:

  • Redução do consumo de energia em 26% ou mais;
  • Redução do consumo de água em 30% ou mais;
  • Redução dos custos com manutenção em 13%;
  • Valorização do imóvel em 10%.

Isso significa, por exemplo:

  • Que um apartamento de R$800.000,00 passa a valer R$880.000,00;
  • Que um condomínio de R$1.000,00 passa a custar R$870,00;
  • Que uma conta de água de R$500,00 passa a custar R$350,00;
  • Que uma conta de energia de 700,00 passa a custar R$518,00.

Agora vai calculando estes benefícios ao longo dos meses.

E diga: Investir em sustentabilidade gera ou não gera dinheiro?

Contribuições ambientais

E não precisaria citar as contribuições ambientais e humanas como:

  • Redução dos níveis de emissões de CO2 em 33%;
  • Ambientes internos mais saudáveis proporcionando qualidade de vida e bem-
    estar aos ocupantes;
  • Aumento do índice de satisfação do usuário em 27%, o que representa maior
    produtividade;
  • Maior conservação de recursos naturais como energia e água;
  • Redução da geração de resíduos enviados para os aterros sanitários;
  • Incentivos fiscais e subsídios concedidos pelo poder público.

Se você já acreditava ou ficou convencido de que existe rentabilidade financeira com gestos ambientais, conecte-se com a Casa Zero. 

As estatísticas são baseadas em pesquisa realizada pela USGSA que identificou uma média de custos bem como dados do USGBC da certificação LEED.

Por @luizafranco , fundadora Casa Zero.

Queremos te ajudar a celebrar as festas de fim de ano com mais sustentabilidade.

Vejam as dicas:

Em clima virada de ano, quais gestos você quer praticar em 2020?

Para começar 2020 com bons planos e realizando desejos, deixamos aqui também boas dicas.

Aproveitando o momento, trazemos aqui os conteúdos e atuações que vocês mais verão a Casa Zero realizando.

Compartilhe este post com alguém que você queira inspirar! 

Por @luizafranco, Fundadora da Casa Zero.

A Síndrome do Edifício Doente foi um termo criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na década de 80 para definir um conjunto de sintomas como: dor de cabeça, irritação de nariz, dor de garganta, fadiga, letargia, ardência dos olhos, falta de concentração e baixo rendimento laboral em pessoas que moram ou trabalham em certos edifícios. A constatação foi feita na relação da baixa qualidade do ambiente construído de edificações com a saúde dos usuários.

Inclusive, conta-se, que o termo Síndrome do Edifício Doente foi definido a partir da ocorrência de uma contaminação coletiva de pneumonia em um hotel na Filadélfia.

Sendo feita a correlação de que o edifício com recintos fechados e sistema de ar condicionado central inadequado causaram a morte de mais de 29 pessoas.

Agora conta para nós, você já morou ou frequentou um “edifício doente”?

De lá para cá muita coisa avançou, mas ainda há de provocar na sociedade o conhecimento de que gestos mais sustentáveis na arquitetura e construção são imprescindíveis para minimizar estes efeitos danosos na saúde das pessoas.

Para isso trazermos soluções, listamos algumas estratégias que evitam esta síndrome nas construções:

  • Projetar edifícios que priorizem o uso de ventilação e iluminação naturais de qualidade
    e em acordo com o clima;
  • Criar aberturas na edificação que proporcionem conexão com o exterior e o contato
    com o ambiente natural;
  • Fazer o uso de materiais construtivos e de acabamentos que tenham ausência ou
    mínima emissão de componentes tóxicos;
  • Especificar sistemas de ar condicionado e manter os sistemas de filtragem
    higienizados, se for indicado o seu uso no ambiente;
  • Ter a prática de limpeza, manutenção adequados à demanda e reparo dos sistemas
    que compõe o edifício.

Já ouviu falar em edifício saudável?

Este é um termo relativamente novo, mas a intenção que ele carrega já ocorria em tradições e culturas diferentes seguindo outras abordagens como o Feng Sui ou a Geobiologia.

A denominação edifício saudável é usada quando, para o seu projeto e construção, são adotadas estratégias que potencializam a qualidade de vida e bem estar de seus ocupantes.

Enquanto o edifício dito sustentável se destaca na minimização de impactos ao meio ambiente, o edifício saudável foca na qualidade de vida das pessoas.

Parece óbvio pensar que devemos proporcionar conforto às pessoas nas edificações.

Porém, com a industrialização e a padronização dos métodos construtivos, na maioria das vezes, produzimos espaços inadequados e insalubres para elas.

Um barato que sai caro. Ou seja, criamos condições nocivas para a saúde dos usuários e a grande parte deles não nota, mas sente. Manifestações recorrentes de gripes, dores de cabeça e até cansaço e improdutividade são consequências da síndrome do edifício doente, como citamos na publicação anterior.

E como fazer para termos edifícios mais saudáveis?

  • Assegurar a qualidade dos sistemas de iluminação = influencia no desempenho de atividades.
  • Proporcionar boa acústica do espaço = garante maior produtividade.
  • Garantir ar puro e com renovação constante = minimiza transmissão de doenças.
  • Criar ambientes com contato externo conectado ao ambiente natural = elimina a
    sensação de enclausuramento.

E já existem certificações no mercado para orientar estas e outras tantas estratégias nas edificações. Citamos duas: Selo Casa Saudável Well Certification.

Agora diga, assim como a Casa Zero, você também aposta em edifícios, projetos e construções mais saudáveis?

Por @luizafranco, Fundadora da Casa Zero.

Como saber quais ações são necessárias para se ter cidades mais sustentáveis? Será que as pessoas estão se sentindo confortáveis e seguras nas cidades?

Temos um agravante, pois cada vez mais a população brasileira se transfere para as áreas urbanas e já somos 85%. O cenário fica mais desafiador ao termos que enfrentar as grandes desigualdades sociais em um território 8,5 milhões de quilômetros quadrados e um total de 5.570 cidades.

Para traçar um norte, podemos lembrar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Um deles, o ODS 11, tem uma relevância muito grande: visa tornar as cidades mais sustentáveis, inclusivas, seguras e resilientes.

As 10 metas do ODS 11 são:

  • Habitação e urbanização de favelas;
  • Transportes públicos;
  • Planejamento participativo;
  • Patrimônio cultural e natural;
  • Redução de riscos;
  • Qualidade do ar e gestão de resíduos sólidos;
  • Espaços públicos;
  • Interligação entre planeamento peri-urbano e rural;
  • Atenuação das alterações climáticas e resiliência;
  • Edifícios sustentáveis e resilientes.

Desta forma, a Onu Habitat Brasil em parceria com o Colab, fizeram uma pesquisa com quase 10.000 participantes de todo o Brasil com perguntas sobre habitação, transporte, participação social, resiliência, dentre outros temas, realizada entre 2018 e 2019.

A seguir apresentamos um recorte relevante, em ordem, das quatro dimensões que as cidades brasileiras estão mais preparadas para serem sustentáveis e as quatro dimensões que as mesmas cidades estão menos preparadas.

As cidades brasileiras estão mais perto de serem sustentáveis em função:

  • Adaptação às mudanças climáticas;
  • Prestação de contas;
  • Transparência;
  • Construções sustentáveis resilientes.

As cidades brasileiras estão mais longe de serem sustentáveis em função:

  • Acesso a transporte;
  • Resiliência a catástrofes;
  • Espaços públicos;
  • Impacto ambiental das cidades.

Na análise destes resultados, a pesquisa indica três pilares fundamentais para cumprimento das metas : gestão e serviços eficientes; participação social na tomada de decisões políticas; e engajamento do cidadão na construção de cidades mais sustentáveis.

Vocês concordam?

Esta pesquisa completa com o Resultado Cidades Sustentáveis você encontra aqui.

E a novidade é que já foi aberta uma nova pesquisa para avaliar a evolução dos resultados e você pode contribuir. Participe!

Por @luizafranco, Fundadora da Casa Zero.