O projeto EcoUrb, vinculado ao Departamento de Engenharia Urbana (Deurb) da UFOP e apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex), promoveu, nos dias 15, 22 e 29 de julho de 2021, o IV Encontro & Diálogos Ecológicos, com o tema “Cidades criativas e sustentáveis”.

O evento teve como objetivo fomentar discussões sobre estratégias para garantir uma convivência harmoniosa com o planeta, promovendo o consumo consciente e incentivando ações que melhorem a qualidade de vida urbana. A proposta do encontro ultrapassou a abordagem da redução do consumo, abordando também formas de adotar práticas sustentáveis que contribuam para o bem-estar coletivo e individual.

Nesse contexto, o conceito de cidades criativas foi explorado como um eixo de inovação e difusão de conhecimento, destacando-se a sustentabilidade como elemento central para o desenvolvimento urbano contemporâneo.

A Casa Zero integrou a mesa de debate com o tema “Cidades ecológicas: inspiração, motivação e tecnologias para construção de comunidades sustentáveis”. Durante a participação, Luiza Franco apresentou conceitos e práticas que fazem parte da essência da Casa Zero, destacando como os Gestos Sutis de Sustentabilidade, as ações cotidianas que muitas vezes passam despercebidas, podem gerar transformações significativas no mundo. Ao apresentar essas atitudes do dia a dia, ela evidenciou a escala disso, como estratégias arquitetônicas e urbanas são essenciais para um impacto coletivo e planetário. Luiza reforçou a importância de agir com consciência no presente, sem delegar para as futuras gerações.

Mais detalhes sobre as mesas temáticas a seguir:

Mesa 1 – Cidades humanas: da escala individual à sustentabilidade coletiva urbana

15 de julho de 2021

Palestrantes:

  • Luciana Bragança – Plantas, animais, água e humanos como agentes da cidade
  • Natália Garcia – Cidades para pessoas e pessoas para cidades
  • Cláudia Visoni – Agricultura urbana: um “respiro” à pandemia

Mesa 2 – Cidades ecológicas: inspiração, motivação e tecnologias para construção de comunidades sustentáveis

22 de julho de 2021

Palestrantes:

  • Luiza Franco – Gestos sutis de sustentabilidade
  • Mariane Zambelli – Certificações ambientais no Brasil
  • Francisco Assis – Uso do IPTU Verde como instrumento socioambiental

Mesa 3 – Cidades criativas: viver de forma criativa dentro dos limites planetários

29 de julho de 2021

Palestrantes:

  • Rose Meusburger – Cidade Criativa como possibilidade de desenvolvimento local
  • João Victor Teixeira – Economia circular
  • Ricardo Fiorotti – Inovações tecnológicas construtivas com reaproveitamento de resíduos

O IV Encontro & Diálogos Ecológicos reafirma o compromisso com a construção de cidades mais conscientes, integrando conhecimento acadêmico, práticas inovadoras e responsabilidade socioambiental.

Localizado no condomínio Parque das Águas de Serra Morena, em Jaboticatubas, o Projeto J&M nasceu do encontro com clientes que valorizam uma arquitetura comprometida com qualidade, conforto e sustentabilidade. Para além da beleza, esta residência foi concebida para refletir escolhas conscientes: materiais de excelência, integração com a natureza e soluções projetuais que promovem bem-estar no dia a dia.

Cada decisão foi guiada pelo cuidado em criar uma casa eficiente, saudável e acolhedora. Estratégias como terraço verde, iluminação zenital e ventilação cruzada foram incorporadas para garantir uma vivência equilibrada entre interior e exterior, reduzindo impactos ambientais e ampliando o conforto dos moradores.

Planta 1º pavimento:

Planta 2º pavimento:

Assim, o Projeto J&M traduz um jeito de morar que valoriza o essencial: o equilíbrio entre pessoas, espaço construído e natureza.

As diretrizes adotadas neste projeto foram:

  •  Terraço verde:

Permite conexão dos moradores com o exterior e com os elementos da natureza.

  •  Iluminação zenital:

Escolher por esse mecanismo permite que lugares que não seriam iluminados sejam, permitindo que esse espaço se torne mais saudável e tirando a necessidade de utilizar iluminação artificial mesmo sendo dia. 

  • Ventilação cruzada:

Essa escolha permite que a casa tenha internamente um melhor fluxo de ar e que o ar quente saia com mais facilidade. Dessa forma, a residência obtém conforto ambiental.

  •  Aquecimento solar passivo

É sempre necessário a análise da edificação em relação a radiação solar, pois assim os Arquitetos decidem pela posição dos ambientes e para que se tome outras decisões projetuais que aproveitem a iluminação e o calor natural. 

  • Intervenção mínima na topografia:

É necessário compreender que as construções intervêm no solo onde se é edificado. Assim, quanto menor for a intervenção, melhor será para o meio ambiente.

  • Tamanho e fluxo dos ambientes:

Esses permitem que o espaço seja mais acessível. Além disso, ao pensar nos fluxos dos moradores a residência se torna mais inteligente e agradável para se viver.

  • Indicação dos materiais construtivos:

Materiais esses que pensam na saúde dos moradores e que são sustentáveis na sua cadeia produtiva.

  • Conexão dos espaços internos com o exterior:

A cozinha e o lavabo atendem a casa internamente e por estarem bem localizados a arquitetura permite que esses espaços também sejam utilizados pelos ambientes externos. 

Dessa forma, a escolha projetual reduziu a necessidade de construir mais espaços e tornou os ambientes mais úteis em diferentes condições de uso.

A seguir vídeo completo do projeto:

Projeto: Luiza Franco e Luciana Castro

Imagens: Roberta Lima

Mais um projeto no município de Moeda, em Minas Gerais, onde buscamos equilibrar a beleza da Serra da Moeda com os sonhos dos clientes e os princípios da bioclimatologia. Afinamos intenções com conhecimento técnico para alcançar uma arquitetura sustentável, capaz de dialogar com o clima local e com a paisagem natural.

Para isso, realizamos uma análise bioclimática minuciosa, que orientou a implantação com mínima intervenção topográfica e a distribuição dos cômodos e aberturas, aproveitando ao máximo a iluminação e a ventilação naturais da região. A escolha dos materiais para paredes e cobertura também foi feita de forma criteriosa, garantindo o desempenho térmico adequado conforme as normas e favorecendo a qualidade ambiental interna.

Entre as estratégias aplicadas, destacam-se:

  • Ventilação cruzada, que proporciona conforto ambiental nos dias mais quentes.
  • Iluminação zenital, reduzindo o uso de energia elétrica e promovendo aquecimento solar passivo.
  • Materiais de envoltória adequados ao clima, trazendo conforto térmico em todas as estações.

Essas escolhas resultaram em benefícios concretos: economia na construção, eficiência energética no uso futuro, qualidade ambiental interna e valorização do imóvel. Mas, mais do que números, o que confirma o sucesso do projeto é a experiência do cliente. Ouvir de quem habita o espaço que “a casa é muito confortável — fresca nos dias de calor e acolhedora no frio” reforça o impacto positivo de uma arquitetura feita para o bem-estar.

Vale ressaltar também que a gestão da obra foi fundamental. A parceria com clientes e gestores de obra transformou o processo em uma troca rica de conhecimentos, possibilitando a compatibilização precisa dos projetos complementares e garantindo que as estratégias construtivas fossem executadas com excelência.

O filme feito por Roberta Lima nos apresenta novas perspectivas e percepções sobre esse lindo projeto:

Projeto arquitetônico:

Luiza Franco e Paula Carvalho

Análises bioclimáticas:

Luiza Franco

Vídeo e imagens:

Roberta Lima

A Casa Zero é um ponto de partida promissor para quem acredita na força dos gestos sustentáveis no ambiente construído. Somos uma empresa que promove a cultura da sustentabilidade de forma simples e acessível a partir de consultorias, palestras e realização de projetos para pessoas e negócios. Acreditamos que a sustentabilidade é possível com economia e rentabilidade integradas à aplicação de gestos ambientais e sociais.

Auxiliamos pessoas, negócios e profissionais da arquitetura e construção na seleção de produtos, serviços e tecnologias que potencializam a minimização de impactos e o caminho para uma sustentabilidade. Este apoio contempla a análise da qualidade técnica, o investimento e os benefícios.

Funcionamos como um radar de mapeamento contínuo e não temos exclusividade em nenhuma marca, empresa ou fornecedor. Com este apoio os clientes têm acesso ao que tem de mais inovador e eficiente no mercado para auxiliar na sua decisão de aquisição.

Para apoiar boas escolhas de tecnologias na aplicação, em projetos ou edificações existentes, oferecemos nossa experiência para os clientes fazerem as melhores escolhas. 

  • O conhecimento especializado, que se torna pertinente em um mercado cada vez mais inovador e com o lançamento frequente de novas tecnologias, produtos e serviços.
  • A otimização, podendo ser feita em um projeto arquitetônico existente ou a partir da realização de um desde o início. Com nosso conhecimento em tecnologia e sustentabilidade, indicamos estratégias arquitetônicas e construtivas que geram mais rentabilidade, qualidade e saúde para as pessoas.
  • Assessoria de clientes que já tenham um arquiteto escolhido para apoiar a introdução destas estratégias.

Abaixo um feeback! Essa foi para apoiar uma pessoa da área de arquitetura que queria embasamento em estratégias mais eficientes e de baixo impacto no seu projeto.

A Casa Zero desmistifica a sustentabilidade. Gestos sustentáveis para reduzir custos e dar rentabilidade para sua empresa e ainda aproximar as pessoas da natureza.

Vamos começar juntos a descomplicar?

A sustentabilidade na arquitetura não se resume apenas a técnicas construtivas inovadoras, mas à capacidade de integrar escolhas conscientes em cada detalhe do projeto. Foi com esse objetivo que a Casa Zero prestou a consultoria para a Casa 96 e o bistrô Manju, hoje Panetteria Carazolli, em Belo Horizonte. O desafio era transformar uma reforma convencional em uma oportunidade de alinhar as estratégias arquitetônicas à princípios, tecnologias e inovações das construções sustentáveis – incorporando todo o conhecimento da Casa Zero aos desejos das clientes sócias do empreendimento.

A partir dessa parceria, surgiram soluções que dialogam diretamente com o meio ambiente e com a economia circular. Um dos destaques foi o canteiro de hortaliças construído em taipa de pilão, técnica que utiliza terra compactada e apresenta menor impacto ambiental em comparação a sistemas tradicionais baseados no uso intensivo do cimento. A horta tornou-se não apenas um elemento funcional do bistrô, mas também um símbolo de como pequenas escolhas podem gerar grandes impactos.

Durante a consultoria, a preservação de acabamentos existentes foi outro ponto fundamental. Manter azulejos e grades já presentes reduziu a geração de resíduos em obra e, ao mesmo tempo, trouxe significados com novos usos para design. Esse cuidado se somou à escolha por tintas minerais e naturais, que qualificam o ambiente interno ao diminuir a presença de compostos tóxicos comuns em materiais de acabamento.

A gestão de resíduos também foi tratada de forma estratégica. As madeiras descartadas na obra foram destinadas à produção de biomassa, enquanto outros materiais, foram rastreados e incorporados à cadeia de reuso ou reciclagem, dando novo sentido à elementos que seriam apenas descartados em aterros sanitários. Essa abordagem não apenas evitou impactos negativos, mas também reforçou o compromisso de que a construção pode ser um processo regenerativo.

Entre as soluções mais emblemáticas foi a instalação da biodigestora, considerada a estrela da casa do ponto de vista comercial . O equipamento transforma resíduos orgânicos em gás natural utilizado na cozinha do estabelecimento, garantindo cerca de duas horas de uso diário, além de gerar adubo líquido que passou a ser aplicado nas plantas do espaço e também comercializado. Assim, o ciclo se fecha: aquilo que seria descartado retorna em forma de energia e insumo produtivo, agregando valor econômico e promovendo consciência ambiental.

Mais do que um exercício técnico, esse projeto se tornou um espaço de aprendizado e inspiração. A consultoria em sustentabilidade da Casa Zero mostrou que a arquitetura, além dos conceitos projetuais da bioclimatologia, pode ser um elo entre a vontade de mudar e a prática cotidiana, revelando que cada escolha é parte de um processo maior de transformação.

A seguir, veja a entrevista completa com as clientes Amanda Doco e Julia Furtado:

Quer entender ainda mais o projeto? No vídeo a baixo contamos um pouco mais sobre ele e em seguida, veja as fotos do nosso projeto.

Fotografias: Juliana Berzoine

No dia 19 de novembro, a RKM Engenharia recebeu Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, para uma live sobre o tema “Saúde em Casa: gestos sutis podem melhorar a saúde e a sustentabilidade do seu ambiente”. A conversa, mediada por Juliana Maioli, arquiteta e gestora de Novos Negócios da RKM, trouxe uma reflexão profunda sobre como os espaços em que vivemos impactam diretamente nossa saúde física, mental e emocional.

Segundo dados da Environmental Protection Agency (EPA) — agência ambiental norte-americana — passamos, em média, 90% do tempo em ambientes internos, e o ar desses espaços pode ser de duas a cinco vezes mais poluído do que o ar externo. Essa constatação revela um ponto essencial: cuidar das edificações é também cuidar das pessoas.

O que é uma Casa Saudável?

Uma Casa Saudável é aquela planejada e construída para promover o bem-estar integral de quem a habita. Ela considera fatores como qualidade do ar, conforto térmico, iluminação natural, acústica equilibrada e escolha consciente de materiais. Tudo é pensado para reduzir a exposição a agentes nocivos, melhorar a vitalidade e proporcionar uma vida mais equilibrada.

Mais do que um conceito técnico, trata-se de uma nova forma de viver — onde arquitetura, engenharia e comportamento se unem em torno do propósito de gerar ambientes que cuidam de quem cuida.

Luiza explica que sintomas como fadiga constante, irritação nos olhos, dores de cabeça e alergias podem estar relacionados à chamada Síndrome do Edifício Doente. Essa condição surge em locais com pouca ventilação, uso de produtos químicos tóxicos e acúmulo de umidade, demonstrando o quanto os ambientes podem afetar diretamente o corpo e a mente.

Pequenas Ações, Grandes Transformações

A Casa Zero acredita que a sustentabilidade começa com gestos sutis — pequenas atitudes diárias que, somadas, produzem grandes mudanças. Durante a live, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta de educação criada para inspirar práticas, como:

  • abrir janelas diariamente para renovar o ar interno;
  • usar tintas e revestimentos com baixo VOC (compostos orgânicos voláteis);
  • preferir materiais naturais e respiráveis, como madeira certificada e fibras vegetais;
  • introduzir plantas no interior dos ambientes, que ajudam a filtrar poluentes;
  • valorizar a iluminação natural e reduzir o uso de luz artificial durante o dia.

Essas ações não exigem grandes reformas nem investimentos altos, mas transformam a percepção de conforto e qualidade de vida.

Arquitetura, Tecnologia e Sustentabilidade

Ao longo do bate-papo, Luiza Franco também destacou como a tecnologia é uma aliada essencial para criar edificações mais saudáveis e eficientes. O uso de simulações computacionais permite prever o comportamento térmico e lumínico dos espaços, enquanto o resgate de tecnologias vernaculares, como taipa de pilão e pau a pique, ajuda a equilibrar tradição e inovação com uma menor pegada de carbono.

“Assim como escolhemos alimentos mais naturais, precisamos aprender a escolher construções mais saudáveis”, comenta Luiza. “A casa é um reflexo de quem somos — e quando cuidamos dela, estamos cuidando de nós mesmos.”

Um Novo Olhar para o Viver

A parceria entre a Casa Zero e a RKM Engenharia reforça o compromisso de repensar o papel da construção civil na promoção de saúde e bem-estar. Ao trazer o conceito de Casa Saudável para o centro das discussões, o setor passa a enxergar o edifício não apenas como produto, mas como parte ativa de um ecossistema que precisa ser equilibrado e regenerativo.

Quer entender ainda mais sobre o que torna um ambiente “doente”?

Confira este artigo completo da Casa Zero: O que é Edifício Doente? – Casa Zero

Qual o seu olhar sobre as construções? Qual a importância você dá para a arquitetura?

Nós acreditamos que a arquitetura não basta ser bela e as construções não funcionam só para ficar de pé.

O ambiente construído deve servir para:

– acolher pessoas
– trazer conforto
– favorecer a saúde
– ser durável
– trazer segurança

Antes da popularização do termo arquitetura sustentável, nós – usuários ou profissionais – do ambiente construído, devemos ter conhecimento de outros conceitos.

Arquitetura Vernacular: possui o “enraizamento” com a terra, o forte caráter rural, o sentido utilitário, a integração com o meio, a não introdução de novidades gratuitas; o sentido de comunidade; a técnica e os materiais pertencentes a uma era pré-industrial. (Carlos Flores, 1985)

Arquitetura Bioclimática: inclui as condicionantes locais do clima, explorando suas vantagens e evitando seus extremos, tendo como objetivo o conforto ambiental dos usuários, porém com baixo consumo de energia. (Roberto Lamberts, 1997)

Arquitetura Durável: considera todas as atividades ligadas à cadeia produtiva de espaços e ideias e comprometidas com a permanência da qualidade ambiental da vida humana e do planeta. (João Diniz, 2010)

Em certos pontos os conceitos se relacionam, mas o importante mesmo é ter fundamentação ao aplicar qualquer estratégia arquitetônica ou construtiva, deixando para segundo plano a preocupação de qual conceito possa carregar.

Na foto acima um projeto da Casa Zero construído em uma fazenda no município de Moeda (MG).

Tão comum quanto ter portas e janelas, uma edificação necessita, cada vez mais, incorporar elementos essenciais que contribuam com a sustentabilidade, como soluções para eficiência energética.

As placas solares no topo de prédios e casas estão sendo vistas com mais frequência, mas você sabe para que elas servem?

Usualmente existem dois tipos:

Placa fototérmica:
Transfere o calor da radiação solar para a água. Pode reduzir o gasto de energia com chuveiros ou aquecedores de piscinas.

Placa fotovoltaica:
Converte a radiação solar em energia elétrica por meio da ação, geralmente, de células de silício. Pode gerar energia para qualquer equipamento e sistema elétrico na edificação.

As pessoas muitas vezes as confundem e, hoje em dia, ainda deparam com o conceito de fazendas solares e energia distribuída. Nós, da Casa Zero, podemos te auxiliar a ter uma economia de até 95% da sua conta de luz.

Qual palavra tem mais significado para você?

Esta foto acima, tirada pela Luiza Franco fundadora da Casa Zero, estava pintada em um dos corredores do curso de arquitetura, urbanismo e engenharias do Centro Universitário UNA. E elas, já em 2016, ecoavam na cabeça dos seus alunos que hoje, certamente, são colegas de profissão.

Naquela época não era possível desconectar nenhuma delas daquele contexto passado e, revendo a foto hoje, continuamos vendo a sintonia delas e o peso que carregam na atualidade do tema deste artigo. Significados de muitas palavras que expressam a responsabilidade passada, presente e futura de (re)criar o dentro e fora de nossa Casa como se começasse do Zero.

Em uma conversa repleta de trocas inspiradoras, a Casa Zero participou de uma live com o Projeto Ciliar, de Sete Lagoas, Iniciativa criada por um grupo de voluntários em 2019, que atua na regeneração ambiental por meio de plantios de árvores e ações de conscientização sobre o papel essencial das abelhas na manutenção da vida. O encontro foi uma verdadeira aula sobre como a sustentabilidade começa nas pequenas ações.

Durante a conversa, Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, destacou que a sustentabilidade não precisa ser vista como algo complexo ou distante.

“A sustentabilidade é simples. E só teremos uma sustentabilidade global quando fizermos a sustentabilidade local.”

Entre os temas abordados, um dos pontos que mais se destacou foi o (Desem)Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta de educação criada pela Casa Zero para traduzir o conceito de sustentabilidade em gestos acessíveis.

Com cartas que convidam à ação e à reflexão, o baralho propõe uma nova forma de aprendizado — não pela imposição, mas pela experimentação. Cada carta traz um gesto, uma ideia ou um desafio que pode ser aplicado tanto em casa, nas escolas e empresas, envolvendo pessoas de todas as idades.

“A sustentabilidade é o agora”, reforça Luiza.

Ela lembra que pequenas atitudes — como o descarte correto de resíduos, o uso consciente dos recursos e a compostagem doméstica — são ferramentas poderosas de transformação.

Já a botânica, Izabela Braga, comentou sobre o documentário Solo Fértil, que mostra como alguns países já possuem leis rigorosas sobre o descarte de resíduos orgânicos. Inspirada por isso, ela apresentou seu minhocário doméstico, onde o lixo orgânico é transformado em adubo pelas minhocas, fechando o ciclo natural da decomposição.

Luiza complementou mostrando a composteira da Casa Zero, instalada no escritório, além de outros pontos de descarte responsáveis, como o recipiente específico para medicamentos vencidos — resíduos que contêm compostos tóxicos e exigem atenção especial.

O encontro entre a Casa Zero e o Projeto Ciliar reforça um princípio essencial: cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade coletiva. Pequenos gestos, quando multiplicados, se transformam em grandes mudanças.

Ficou curioso para ver a live? Assista acessando o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CGYb1obpvvS/?utm_medium=copy_link

Em eventos, em casa e com você.

Quem nos acompanha sabe que a Casa Zero é uma empresa recém criada, formalizada há 1 ano, com um propósito forte: promover a cultura da sustentabilidade em pessoas e negócios. Acreditamos que podemos gerar impacto social e ambiental com o que fazemos.

Em um momento marcado pelo movimento digital, muitos negócios estão tendo que inovar ou se adaptar em seu posicionamento de marketing. Para isso é preciso uma comunicação verdadeira com as pessoas, mostrando disposição para enfrentar a crise que vivemos.

Conforme pesquisa da KantaOfficial, 87% das pessoas acham que as marcas devem, principalmente, comunicar seus esforços frente à pandemia e como o negócio pode ser útil na crise atual. Ainda 25% dos entrevistados esperam que as empresas sirvam de exemplo e guiem para uma mudança positiva.

Vamos juntos construir um novo mundo com mais gestos sutis de sustentabilidade? Aqui vão algumas dicas:

  • MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Você já parou para pensar que a bicicleta é um item muito versátil? Ela é muito prática, pois pode ser um instrumento de lazer, de auxílio nos deslocamentos e uma forma de exercitar-se. Além disso, não gasta combustível e não é poluente – o uso dela diminui as emissões de gases poluentes em quase 400 mil toneladas por ano*.

No trânsito, as bicicletas podemos contribuir com a redução do trânsito e também humanizam as relações urbanas. Nas cidades, o cidadão que pedala exerce um verdadeiro ato cívico, mas atualmente apenas 7% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte principal**. Precisamos de mais bons exemplos para termos cidades mais sustentáveis e a mudança pode começar com o seu pedal.

[*] Economia da Bicicleta no Brasil: Aliança Bike e
Laboratório de Mobilidade Sustentável, da UFRJ

[**] IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

  • GESTÃO DE RESÍDUOS

Para a gestão do seu lixo, é importante saber os tipos existentes de resíduos. Assim você sabe o que pode ser reciclado, ou não, o que vai para a composteira e o que vai para a coleta municipal. 

Fizemos um resumo para você:

RESÍDUO RECICLÁVEL: Plásticos, papelão, papel, vidro, metais e alumínio. Deve ser encaminhado para a coleta seletiva de sua cidade ou para uma associação de catadores. Mantenha-o seco e sem sujeira impregnada, para que não atraia bichos até terem o destino correto. 

RESÍDUO ORGÂNICO: Cascas de frutas, verduras e legumes crus, além de alguns outros resíduos como borra de café e folhas secas do quintal. Tudo isso vira fonte de adubo se for feito o processo de compostagem.

RESÍDUO ESPECIAL: Embalagens de aerossol, óleos de cozinha, lâmpadas, eletrônicos, seringas, remédios, produtos de beleza, louças e vidros quebrados. Providencie um local para colocar guardar em segurança (podem ser perigosos para nossa saúde) e descarte em farmácias, hospitais, supermercados e outros comércios que disponibilizam pontos próprios de coleta. 

RESÍDUO NÃO RECICLÁVEL: Papel higiênico e guardanapos usados, além de fraldas, adesivos e outros elementos que não se enquadram em nenhum outro tipo mencionado. Somente este tipo que deve efetivamente ir para a coleta municipal.

Existe algo mais que posso fazer para diminuir seu impacto no mundo?

Por menor que possa parecer, mudar um pequeno hábito pode ser muito relevante para o desenvolvimento sustentável. ⠀

A cultura da sustentabilidade em uma sociedade começa quando alguém passa a inspirar ações positivas a partir de uma mudança de comportamento.

Te convido a ver, ouvir e participar do pré-lançamento da trilogia de ebooks sobre Gestos Sutis de Sustentabilidade feita pela Casa Zero.

Fotografia: Magê Monteiro

No dia 25 de agosto, a Casa Zero participou de uma conversa inspiradora com o Studio Becus, mediada pelo arquiteto Flávio Negrão, arquiteto e urbanista, fundador do Studio Becus, sobre o tema “O que precisa ser reinventado na sustentabilidade?”. A live promoveu uma reflexão sobre o papel da arquitetura e do design em um momento de grandes transformações — tanto ambientais quanto sociais.

Durante o encontro, Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, compartilhou sua trajetória e experiências, destacando o projeto Casa Moeda, finalista do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Sustentável, em que ficou entre os 10 finalistas na categoria Profissional. O projeto é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser aplicada de forma técnica, utilizando taipa de pilão como principal sistema construtivo — um método ancestral que alia conforto térmico, baixo impacto ambiental e estética natural.

Mesmo sendo a única fundadora da Casa Zero, Luiza ressaltou a importância da rede colaborativa e multidisciplinar que a Casa Zero possui, reunindo profissionais de diferentes áreas que contribuem para soluções integradas.

Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto da pandemia na forma de projetar e habitar. Para Luiza, o lar passou a ser reconhecido novamente como espaço de acolhimento e saúde, e a arquitetura precisa refletir essa nova consciência. “A casa se tornou um abrigo físico e emocional. Hoje, projetar é pensar em bem-estar, qualidade do ar, iluminação natural e materiais saudáveis”, destacou.

Ela também ressaltou que sintomas como alergias e desconfortos podem estar ligados à escolha inadequada de materiais e que é essencial compreender a composição de tudo o que usamos em nossas construções.

A conversa trouxe ainda discussões sobre a mudança de comportamento no pós-pandemia, como a busca por casas em regiões mais afastadas dos centros urbanos, o interesse crescente por espaços abertos e ventilados, e a valorização de hábitos mais saudáveis — como o uso da bicicleta e o contato com a natureza. “Esses movimentos mostram uma transformação profunda na relação entre pessoas, cidade e moradia”, comentou Luiza.

Outro destaque foi o debate sobre incentivos à sustentabilidade, como o Crédito Verde (antigo IPTU Verde), que oferece benefícios fiscais para edificações que adotam práticas sustentáveis. Iniciativas como essa reforçam que sustentabilidade é também uma questão de política urbana e consciência coletiva.

No encerramento, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta educacional criada pela Casa Zero que traduz atitudes do cotidiano em ações de impacto real — como reutilizar materiais de obra em nova função e design, reduzir o desperdício e repensar hábitos de consumo. “Cada gesto importa”, reforçou Luiza, lembrando que pequenas atitudes são capazes de gerar grandes transformações.

Quando questionada sobre o que ainda precisa ser reinventado na sustentabilidade, Luiza foi direta: “Precisamos olhar para o ciclo de vida das coisas. Criar senso crítico em relação ao consumo e sair dos falsos rótulos verdes. Sustentabilidade não é um produto — é uma postura”.

A live reafirmou que a arquitetura e o design têm o poder de regenerar e inspirar novos modos de vida. Reinventar a sustentabilidade é, acima de tudo, reaprender a construir com propósito, consciência e cuidado.

Ficou curioso para ver um pouco mais sobre os temas debatidos?

Acesse o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CEVAqnklEe9/?igsh=aWdyY2VtZ2E0cmJu