A sustentabilidade na arquitetura não se resume apenas a técnicas construtivas inovadoras, mas à capacidade de integrar escolhas conscientes em cada detalhe do projeto. Foi com esse objetivo que a Casa Zero prestou a consultoria para a Casa 96 e o bistrô Manju, hoje Panetteria Carazolli, em Belo Horizonte. O desafio era transformar uma reforma convencional em uma oportunidade de alinhar as estratégias arquitetônicas à princípios, tecnologias e inovações das construções sustentáveis – incorporando todo o conhecimento da Casa Zero aos desejos das clientes sócias do empreendimento.

A partir dessa parceria, surgiram soluções que dialogam diretamente com o meio ambiente e com a economia circular. Um dos destaques foi o canteiro de hortaliças construído em taipa de pilão, técnica que utiliza terra compactada e apresenta menor impacto ambiental em comparação a sistemas tradicionais baseados no uso intensivo do cimento. A horta tornou-se não apenas um elemento funcional do bistrô, mas também um símbolo de como pequenas escolhas podem gerar grandes impactos.

Durante a consultoria, a preservação de acabamentos existentes foi outro ponto fundamental. Manter azulejos e grades já presentes reduziu a geração de resíduos em obra e, ao mesmo tempo, trouxe significados com novos usos para design. Esse cuidado se somou à escolha por tintas minerais e naturais, que qualificam o ambiente interno ao diminuir a presença de compostos tóxicos comuns em materiais de acabamento.

A gestão de resíduos também foi tratada de forma estratégica. As madeiras descartadas na obra foram destinadas à produção de biomassa, enquanto outros materiais, foram rastreados e incorporados à cadeia de reuso ou reciclagem, dando novo sentido à elementos que seriam apenas descartados em aterros sanitários. Essa abordagem não apenas evitou impactos negativos, mas também reforçou o compromisso de que a construção pode ser um processo regenerativo.

Entre as soluções mais emblemáticas foi a instalação da biodigestora, considerada a estrela da casa do ponto de vista comercial . O equipamento transforma resíduos orgânicos em gás natural utilizado na cozinha do estabelecimento, garantindo cerca de duas horas de uso diário, além de gerar adubo líquido que passou a ser aplicado nas plantas do espaço e também comercializado. Assim, o ciclo se fecha: aquilo que seria descartado retorna em forma de energia e insumo produtivo, agregando valor econômico e promovendo consciência ambiental.

Mais do que um exercício técnico, esse projeto se tornou um espaço de aprendizado e inspiração. A consultoria em sustentabilidade da Casa Zero mostrou que a arquitetura, além dos conceitos projetuais da bioclimatologia, pode ser um elo entre a vontade de mudar e a prática cotidiana, revelando que cada escolha é parte de um processo maior de transformação.

A seguir, veja a entrevista completa com as clientes Amanda Doco e Julia Furtado:

Quer entender ainda mais o projeto? No vídeo a baixo contamos um pouco mais sobre ele e em seguida, veja as fotos do nosso projeto.

Fotografias: Juliana Berzoine

No dia 19 de novembro, a RKM Engenharia recebeu Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, para uma live sobre o tema “Saúde em Casa: gestos sutis podem melhorar a saúde e a sustentabilidade do seu ambiente”. A conversa, mediada por Juliana Maioli, arquiteta e gestora de Novos Negócios da RKM, trouxe uma reflexão profunda sobre como os espaços em que vivemos impactam diretamente nossa saúde física, mental e emocional.

Segundo dados da Environmental Protection Agency (EPA) — agência ambiental norte-americana — passamos, em média, 90% do tempo em ambientes internos, e o ar desses espaços pode ser de duas a cinco vezes mais poluído do que o ar externo. Essa constatação revela um ponto essencial: cuidar das edificações é também cuidar das pessoas.

O que é uma Casa Saudável?

Uma Casa Saudável é aquela planejada e construída para promover o bem-estar integral de quem a habita. Ela considera fatores como qualidade do ar, conforto térmico, iluminação natural, acústica equilibrada e escolha consciente de materiais. Tudo é pensado para reduzir a exposição a agentes nocivos, melhorar a vitalidade e proporcionar uma vida mais equilibrada.

Mais do que um conceito técnico, trata-se de uma nova forma de viver — onde arquitetura, engenharia e comportamento se unem em torno do propósito de gerar ambientes que cuidam de quem cuida.

Luiza explica que sintomas como fadiga constante, irritação nos olhos, dores de cabeça e alergias podem estar relacionados à chamada Síndrome do Edifício Doente. Essa condição surge em locais com pouca ventilação, uso de produtos químicos tóxicos e acúmulo de umidade, demonstrando o quanto os ambientes podem afetar diretamente o corpo e a mente.

Pequenas Ações, Grandes Transformações

A Casa Zero acredita que a sustentabilidade começa com gestos sutis — pequenas atitudes diárias que, somadas, produzem grandes mudanças. Durante a live, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta de educação criada para inspirar práticas, como:

  • abrir janelas diariamente para renovar o ar interno;
  • usar tintas e revestimentos com baixo VOC (compostos orgânicos voláteis);
  • preferir materiais naturais e respiráveis, como madeira certificada e fibras vegetais;
  • introduzir plantas no interior dos ambientes, que ajudam a filtrar poluentes;
  • valorizar a iluminação natural e reduzir o uso de luz artificial durante o dia.

Essas ações não exigem grandes reformas nem investimentos altos, mas transformam a percepção de conforto e qualidade de vida.

Arquitetura, Tecnologia e Sustentabilidade

Ao longo do bate-papo, Luiza Franco também destacou como a tecnologia é uma aliada essencial para criar edificações mais saudáveis e eficientes. O uso de simulações computacionais permite prever o comportamento térmico e lumínico dos espaços, enquanto o resgate de tecnologias vernaculares, como taipa de pilão e pau a pique, ajuda a equilibrar tradição e inovação com uma menor pegada de carbono.

“Assim como escolhemos alimentos mais naturais, precisamos aprender a escolher construções mais saudáveis”, comenta Luiza. “A casa é um reflexo de quem somos — e quando cuidamos dela, estamos cuidando de nós mesmos.”

Um Novo Olhar para o Viver

A parceria entre a Casa Zero e a RKM Engenharia reforça o compromisso de repensar o papel da construção civil na promoção de saúde e bem-estar. Ao trazer o conceito de Casa Saudável para o centro das discussões, o setor passa a enxergar o edifício não apenas como produto, mas como parte ativa de um ecossistema que precisa ser equilibrado e regenerativo.

Quer entender ainda mais sobre o que torna um ambiente “doente”?

Confira este artigo completo da Casa Zero: O que é Edifício Doente? – Casa Zero

Qual o seu olhar sobre as construções? Qual a importância você dá para a arquitetura?

Nós acreditamos que a arquitetura não basta ser bela e as construções não funcionam só para ficar de pé.

O ambiente construído deve servir para:

– acolher pessoas
– trazer conforto
– favorecer a saúde
– ser durável
– trazer segurança

Antes da popularização do termo arquitetura sustentável, nós – usuários ou profissionais – do ambiente construído, devemos ter conhecimento de outros conceitos.

Arquitetura Vernacular: possui o “enraizamento” com a terra, o forte caráter rural, o sentido utilitário, a integração com o meio, a não introdução de novidades gratuitas; o sentido de comunidade; a técnica e os materiais pertencentes a uma era pré-industrial. (Carlos Flores, 1985)

Arquitetura Bioclimática: inclui as condicionantes locais do clima, explorando suas vantagens e evitando seus extremos, tendo como objetivo o conforto ambiental dos usuários, porém com baixo consumo de energia. (Roberto Lamberts, 1997)

Arquitetura Durável: considera todas as atividades ligadas à cadeia produtiva de espaços e ideias e comprometidas com a permanência da qualidade ambiental da vida humana e do planeta. (João Diniz, 2010)

Em certos pontos os conceitos se relacionam, mas o importante mesmo é ter fundamentação ao aplicar qualquer estratégia arquitetônica ou construtiva, deixando para segundo plano a preocupação de qual conceito possa carregar.

Na foto acima um projeto da Casa Zero construído em uma fazenda no município de Moeda (MG).

Tão comum quanto ter portas e janelas, uma edificação necessita, cada vez mais, incorporar elementos essenciais que contribuam com a sustentabilidade, como soluções para eficiência energética.

As placas solares no topo de prédios e casas estão sendo vistas com mais frequência, mas você sabe para que elas servem?

Usualmente existem dois tipos:

Placa fototérmica:
Transfere o calor da radiação solar para a água. Pode reduzir o gasto de energia com chuveiros ou aquecedores de piscinas.

Placa fotovoltaica:
Converte a radiação solar em energia elétrica por meio da ação, geralmente, de células de silício. Pode gerar energia para qualquer equipamento e sistema elétrico na edificação.

As pessoas muitas vezes as confundem e, hoje em dia, ainda deparam com o conceito de fazendas solares e energia distribuída. Nós, da Casa Zero, podemos te auxiliar a ter uma economia de até 95% da sua conta de luz.

Qual palavra tem mais significado para você?

Esta foto acima, tirada pela Luiza Franco fundadora da Casa Zero, estava pintada em um dos corredores do curso de arquitetura, urbanismo e engenharias do Centro Universitário UNA. E elas, já em 2016, ecoavam na cabeça dos seus alunos que hoje, certamente, são colegas de profissão.

Naquela época não era possível desconectar nenhuma delas daquele contexto passado e, revendo a foto hoje, continuamos vendo a sintonia delas e o peso que carregam na atualidade do tema deste artigo. Significados de muitas palavras que expressam a responsabilidade passada, presente e futura de (re)criar o dentro e fora de nossa Casa como se começasse do Zero.

Em uma conversa repleta de trocas inspiradoras, a Casa Zero participou de uma live com o Projeto Ciliar, de Sete Lagoas, Iniciativa criada por um grupo de voluntários em 2019, que atua na regeneração ambiental por meio de plantios de árvores e ações de conscientização sobre o papel essencial das abelhas na manutenção da vida. O encontro foi uma verdadeira aula sobre como a sustentabilidade começa nas pequenas ações.

Durante a conversa, Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, destacou que a sustentabilidade não precisa ser vista como algo complexo ou distante.

“A sustentabilidade é simples. E só teremos uma sustentabilidade global quando fizermos a sustentabilidade local.”

Entre os temas abordados, um dos pontos que mais se destacou foi o (Desem)Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta de educação criada pela Casa Zero para traduzir o conceito de sustentabilidade em gestos acessíveis.

Com cartas que convidam à ação e à reflexão, o baralho propõe uma nova forma de aprendizado — não pela imposição, mas pela experimentação. Cada carta traz um gesto, uma ideia ou um desafio que pode ser aplicado tanto em casa, nas escolas e empresas, envolvendo pessoas de todas as idades.

“A sustentabilidade é o agora”, reforça Luiza.

Ela lembra que pequenas atitudes — como o descarte correto de resíduos, o uso consciente dos recursos e a compostagem doméstica — são ferramentas poderosas de transformação.

Já a botânica, Izabela Braga, comentou sobre o documentário Solo Fértil, que mostra como alguns países já possuem leis rigorosas sobre o descarte de resíduos orgânicos. Inspirada por isso, ela apresentou seu minhocário doméstico, onde o lixo orgânico é transformado em adubo pelas minhocas, fechando o ciclo natural da decomposição.

Luiza complementou mostrando a composteira da Casa Zero, instalada no escritório, além de outros pontos de descarte responsáveis, como o recipiente específico para medicamentos vencidos — resíduos que contêm compostos tóxicos e exigem atenção especial.

O encontro entre a Casa Zero e o Projeto Ciliar reforça um princípio essencial: cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade coletiva. Pequenos gestos, quando multiplicados, se transformam em grandes mudanças.

Ficou curioso para ver a live? Assista acessando o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CGYb1obpvvS/?utm_medium=copy_link

Em eventos, em casa e com você.

Quem nos acompanha sabe que a Casa Zero é uma empresa recém criada, formalizada há 1 ano, com um propósito forte: promover a cultura da sustentabilidade em pessoas e negócios. Acreditamos que podemos gerar impacto social e ambiental com o que fazemos.

Em um momento marcado pelo movimento digital, muitos negócios estão tendo que inovar ou se adaptar em seu posicionamento de marketing. Para isso é preciso uma comunicação verdadeira com as pessoas, mostrando disposição para enfrentar a crise que vivemos.

Conforme pesquisa da KantaOfficial, 87% das pessoas acham que as marcas devem, principalmente, comunicar seus esforços frente à pandemia e como o negócio pode ser útil na crise atual. Ainda 25% dos entrevistados esperam que as empresas sirvam de exemplo e guiem para uma mudança positiva.

Vamos juntos construir um novo mundo com mais gestos sutis de sustentabilidade? Aqui vão algumas dicas:

  • MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Você já parou para pensar que a bicicleta é um item muito versátil? Ela é muito prática, pois pode ser um instrumento de lazer, de auxílio nos deslocamentos e uma forma de exercitar-se. Além disso, não gasta combustível e não é poluente – o uso dela diminui as emissões de gases poluentes em quase 400 mil toneladas por ano*.

No trânsito, as bicicletas podemos contribuir com a redução do trânsito e também humanizam as relações urbanas. Nas cidades, o cidadão que pedala exerce um verdadeiro ato cívico, mas atualmente apenas 7% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte principal**. Precisamos de mais bons exemplos para termos cidades mais sustentáveis e a mudança pode começar com o seu pedal.

[*] Economia da Bicicleta no Brasil: Aliança Bike e
Laboratório de Mobilidade Sustentável, da UFRJ

[**] IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

  • GESTÃO DE RESÍDUOS

Para a gestão do seu lixo, é importante saber os tipos existentes de resíduos. Assim você sabe o que pode ser reciclado, ou não, o que vai para a composteira e o que vai para a coleta municipal. 

Fizemos um resumo para você:

RESÍDUO RECICLÁVEL: Plásticos, papelão, papel, vidro, metais e alumínio. Deve ser encaminhado para a coleta seletiva de sua cidade ou para uma associação de catadores. Mantenha-o seco e sem sujeira impregnada, para que não atraia bichos até terem o destino correto. 

RESÍDUO ORGÂNICO: Cascas de frutas, verduras e legumes crus, além de alguns outros resíduos como borra de café e folhas secas do quintal. Tudo isso vira fonte de adubo se for feito o processo de compostagem.

RESÍDUO ESPECIAL: Embalagens de aerossol, óleos de cozinha, lâmpadas, eletrônicos, seringas, remédios, produtos de beleza, louças e vidros quebrados. Providencie um local para colocar guardar em segurança (podem ser perigosos para nossa saúde) e descarte em farmácias, hospitais, supermercados e outros comércios que disponibilizam pontos próprios de coleta. 

RESÍDUO NÃO RECICLÁVEL: Papel higiênico e guardanapos usados, além de fraldas, adesivos e outros elementos que não se enquadram em nenhum outro tipo mencionado. Somente este tipo que deve efetivamente ir para a coleta municipal.

Existe algo mais que posso fazer para diminuir seu impacto no mundo?

Por menor que possa parecer, mudar um pequeno hábito pode ser muito relevante para o desenvolvimento sustentável. ⠀

A cultura da sustentabilidade em uma sociedade começa quando alguém passa a inspirar ações positivas a partir de uma mudança de comportamento.

Te convido a ver, ouvir e participar do pré-lançamento da trilogia de ebooks sobre Gestos Sutis de Sustentabilidade feita pela Casa Zero.

Fotografia: Magê Monteiro

No dia 25 de agosto, a Casa Zero participou de uma conversa inspiradora com o Studio Becus, mediada pelo arquiteto Flávio Negrão, arquiteto e urbanista, fundador do Studio Becus, sobre o tema “O que precisa ser reinventado na sustentabilidade?”. A live promoveu uma reflexão sobre o papel da arquitetura e do design em um momento de grandes transformações — tanto ambientais quanto sociais.

Durante o encontro, Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, compartilhou sua trajetória e experiências, destacando o projeto Casa Moeda, finalista do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Sustentável, em que ficou entre os 10 finalistas na categoria Profissional. O projeto é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser aplicada de forma técnica, utilizando taipa de pilão como principal sistema construtivo — um método ancestral que alia conforto térmico, baixo impacto ambiental e estética natural.

Mesmo sendo a única fundadora da Casa Zero, Luiza ressaltou a importância da rede colaborativa e multidisciplinar que a Casa Zero possui, reunindo profissionais de diferentes áreas que contribuem para soluções integradas.

Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto da pandemia na forma de projetar e habitar. Para Luiza, o lar passou a ser reconhecido novamente como espaço de acolhimento e saúde, e a arquitetura precisa refletir essa nova consciência. “A casa se tornou um abrigo físico e emocional. Hoje, projetar é pensar em bem-estar, qualidade do ar, iluminação natural e materiais saudáveis”, destacou.

Ela também ressaltou que sintomas como alergias e desconfortos podem estar ligados à escolha inadequada de materiais e que é essencial compreender a composição de tudo o que usamos em nossas construções.

A conversa trouxe ainda discussões sobre a mudança de comportamento no pós-pandemia, como a busca por casas em regiões mais afastadas dos centros urbanos, o interesse crescente por espaços abertos e ventilados, e a valorização de hábitos mais saudáveis — como o uso da bicicleta e o contato com a natureza. “Esses movimentos mostram uma transformação profunda na relação entre pessoas, cidade e moradia”, comentou Luiza.

Outro destaque foi o debate sobre incentivos à sustentabilidade, como o Crédito Verde (antigo IPTU Verde), que oferece benefícios fiscais para edificações que adotam práticas sustentáveis. Iniciativas como essa reforçam que sustentabilidade é também uma questão de política urbana e consciência coletiva.

No encerramento, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta educacional criada pela Casa Zero que traduz atitudes do cotidiano em ações de impacto real — como reutilizar materiais de obra em nova função e design, reduzir o desperdício e repensar hábitos de consumo. “Cada gesto importa”, reforçou Luiza, lembrando que pequenas atitudes são capazes de gerar grandes transformações.

Quando questionada sobre o que ainda precisa ser reinventado na sustentabilidade, Luiza foi direta: “Precisamos olhar para o ciclo de vida das coisas. Criar senso crítico em relação ao consumo e sair dos falsos rótulos verdes. Sustentabilidade não é um produto — é uma postura”.

A live reafirmou que a arquitetura e o design têm o poder de regenerar e inspirar novos modos de vida. Reinventar a sustentabilidade é, acima de tudo, reaprender a construir com propósito, consciência e cuidado.

Ficou curioso para ver um pouco mais sobre os temas debatidos?

Acesse o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CEVAqnklEe9/?igsh=aWdyY2VtZ2E0cmJu

Localizado em Sete Lagoas, Minas Gerais, o Sítio Bela Vista celebrou seus 35 anos com uma reforma transformadora que o reposicionou como um verdadeiro case de arquitetura sustentável. O projeto teve como ponto de partida o desejo de reduzir os impactos ambientais da edificação existente, tornando-a mais autossuficiente, eficiente e alinhada com práticas construtivas conscientes.

Mais do que uma simples renovação estética, a reforma foi guiada por estratégias que combinam tecnologia acessível, conforto e respeito ao meio ambiente. Tudo isso foi feito considerando os desejos do cliente e a funcionalidade dos espaços, promovendo acessibilidade, bem-estar e harmonia com o entorno natural.

Antes X Depois

Veja como a reforma otimizou a iluminação e a ventilação, criando um ambiente mais leve, integrado e funcional:

Veja a seguir o vídeo sobre o antes e depois:

Principais Estratégias Sustentáveis Adotadas

Confira algumas das soluções implementadas que tornaram o Sítio Bela Vista uma referência de sustentabilidade na arquitetura residencial:

  • Energia Solar Fotovoltaica

A instalação de um sistema fotovoltaico permitiu a geração de energia limpa e renovável necessária para toda a resistência, alimentando ainda o consumo de energia de outro imóvel do proprietário em outra cidade.

  • Aquecimento de Água por Termossifão dos Chuveiros

Além do sistema elétrico, os chuveiros passaram a contar com um sistema de aquecimento de água por termossifão, que utiliza a diferença de temperatura para circular a água sem o uso de bombas, resultando em menor gasto energético.

  • Aquecimento Solar para Piscina

A água da piscina passou a ser aquecida por meio de um sistema solar, promovendo conforto térmico de forma sustentável e com menor consumo energético.

  • Captação e Reuso da Água da Chuva

Foi implantado um sistema de captação, armazenamento e distribuição da água da chuva, utilizada para irrigação dos jardins e limpeza de áreas externas. Essa medida contribui para a conservação dos recursos hídricos e redução do consumo de água potável.

  • Ventilação e Iluminação Naturais

O projeto arquitetônico foi repensado para otimizar a entrada de luz e ventilação naturais. Uma das soluções de destaque foi a inclusão de uma iluminação zenital na escada de acesso ao terceiro pavimento, proporcionando luz natural abundante durante o dia e economia de energia.

  • Compostagem Doméstica e Cultivo Sustentável

A compostagem dos resíduos orgânicos passou a ser realizada em escala familiar, gerando insumos para o cultivo de uma horta, pomar e jardins no próprio sítio. Essa prática fecha o ciclo dos alimentos e contribui para a redução do lixo orgânico enviado a aterros.

  • Valorização do paisagismo com jardim vertical e orquidário 

O jardim vertical contribui para a melhoria da qualidade do ar, auxilia no isolamento térmico das paredes e promove um microclima mais agradável, reforçando a sensação de frescor mesmo nos dias mais quentes. Já o orquidário se tornou um espaço contemplativo, capaz de aproximar os moradores da biodiversidade e estimular a conexão cotidiana com a natureza.

  • Inventário das Espécies Arbóreas

Um levantamento detalhado das espécies arbóreas presentes nas áreas verdes foi realizado, promovendo o manejo consciente e valorizando a biodiversidade do sítio.

O Sítio Bela Vista é um exemplo concreto de como é possível aliar tradição, funcionalidade e sustentabilidade em uma residência já existente. Através da adoção de estratégias acessíveis e inteligentes, a reforma trouxe benefícios ambientais, econômicos e de qualidade de vida para os moradores — além de servir como inspiração para quem deseja transformar seu espaço de maneira mais consciente e sustentável.

Ficou interessado em ver mais um pouco sobre o Sítio Bela Vista? Assista abaixo a nossa playlist no canal do YouTube da Casa Zero, onde mostramos mais um pouco sobre ele:

Veja a seguir algumas imagens do sítio:

Fomos finalistas da 7ª Edição do PRÊMIO SAINT-GOBAIN DE ARQUITETURA SUSTENTÁVEL promovido pela  Saint Gobain

Que alegria poder compartilhar essa notícia!

Classificados entre os 10 finalistas na categoria Profissional, o projeto Casa Moeda se destaca pela aplicação de estratégias bioclimáticas como a iluminação e ventilação naturais e ainda pelo método construtivo em terra.

Com terreno localização no município de Moeda (MG), a residência considera um sistema de paredes estruturadas em taipa de pilão, aonde a terra é comprimida e moldada em fôrmas de madeira. A prática desta técnica já acontece desde 2600 anos a.c e, atualmente, tem se tornado uma possibilidade de aplicação da bioconstrução em projetos de arquitetura contemporânea.

A residência contempla ainda sistemas e tecnologias para geração de energia por fontes renováveis e gerenciamento das águas por meio do aproveitamento máxima de água da chuva, tratamento de água cinza e negra com reuso em um sistema fechado.

Veja a nossa equipe brilhante para um projeto que exige tanta interdisciplinaridade.

– Projeto arquitetônico: Luiza Franco e Ana Paula Rocha

– Análises bioclimatológicas, termoacústicas e lumínicas: Luiza Franco

– Simulação térmica: Natália Nascentes

– Apoio sistema hídrico e de saneamento ecológico: Bia Gasparini 

– Apoio sistema construtivo e saneamento ecológico: Macramê ecológico

– Diagramação e design pranchas:  Ana Paula Rocha

– Apoio diagramação: Arthur Amaro 

– 3D e imagens: Mayron Sousa

No dia do 1º Webinar ESFera Digital – Economia Verde: Tecnologias e Soluções, promovido pela ONG Engenheiros Sem Fronteiras, a Casa Zero marcou presença em um encontro que reuniu ideias transformadoras e iniciativas que buscam alinhar o desenvolvimento humano, tecnológico e ambiental.

O evento aonteceu de forma online e teve a participação de Samuel, diretor-geral da ONG, Beatriz Zschaber e Jade Alves, participantes da ONG, que destacaram a trajetória do Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Belo Horizonte, uma organização que desde 2015 atua em projetos de impacto social, beneficiando mais de 3 mil pessoas com ações voltadas à melhoria da infraestrutura de comunidades. A abertura ficou por conta de Jade e Beatriz, que apresentaram a proposta do Webinar ESFera Digital: uma série de encontros que têm como objetivo aproximar pessoas, empresas e organizações comprometidas com a transformação social e a sustentabilidade.

Durante o debate, os convidados trouxeram reflexões profundas sobre o conceito de Economia Verde, ressaltando que ele vai além do aspecto ambiental — sendo também um instrumento de inclusão e redução das desigualdades sociais.

A arquiteta Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, e Beatriz Gasparini provocaram o público a (re)pensar soluções que vão além do óbvio, convidando à reflexão sobre como podemos reduzir a pegada de carbono em processos de construção, reforma e design. Essa visão reforça o propósito da Casa Zero: projetar e habitar de forma consciente, entendendo que cada escolha material e espacial tem impacto direto no planeta e nas pessoas.

Outros participantes trouxeram contribuições complementares e inspiradoras. Felipe Vitoriano destacou o avanço da energia fotovoltaica, uma fonte limpa, abundante e cada vez mais acessível. Já Laura Conrado Rodrigues e Graziely Mendes alertaram sobre os impactos da indústria da moda — a segunda mais poluidora do mundo — reforçando a urgência de adotarmos hábitos de consumo mais conscientes.

Victor Melo, fundador da PYPIV, compartilhou exemplos de como a engenharia pode colaborar com o desenvolvimento humano, citando a cidade sueca de Borås, que transformou o reaproveitamento de resíduos em uma fonte energética eficiente.

Durante sua fala, Luiza Franco reforçou que estamos vivendo a era da sustentabilidade. Para ela, é por meio das redes de conexão entre pessoas e ideias que conseguimos despertar em cada um a semente da transformação — uma consciência que nasce do coletivo e se manifesta em gestos sutis no cotidiano.

Assista à gravação completa do 1º Webinar ESFera Digital e mergulhe nesse diálogo sobre o futuro sustentável que queremos construir:

Os humanos podem ficar 3 semanas sem comida, 3 dias sem água, mas apenas 3 minutos sem ar.

Estes dados impactantes são para trazer uma reflexão ainda maior do momento em que vivemos e nos colocar atentos sobre o papel da arquitetura e da construção na saúde das pessoas.

A proliferação de vírus e bactérias e, consequentemente, a vulnerabilidade das pessoas às doenças depende, em grande parte, de qualidade do ar dos ambientes que construímos. 

Para superar isso, precisamos de quantidades adequadas de iluminação, umidade e temperatura que, somados, contribuem para uma arquitetura saudável. 

A crise que vivemos nos revela a necessidade de apostarmos na arquitetura não somente pela estética, mas naquela que adota critérios técnicos para dimensionar as necessidades dos ambientais, garantindo qualidade do ar, saúde e bem estar para as pessoas. 

Já pensaram na importância disso? Na foto um projeto construído da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável. 

MONTAGEM ENERGIA X MUDANÇA CLIMÁTICA X PROFISSIONAIS

Como projetistas de edificações e de planejadores urbanos, estes profissionais se tornam grandes responsáveis pela definição dos meios de geração e consumo de toda a energia necessária para operar os ambientes construídos. O que considera ainda a influência sobre os transportes entre as edificações.

Contudo, usamos, ainda hoje, muita matriz energética advinda dos combustíveis fósseis e eles são grandes responsáveis pela emissões de gases do efeito estufa, diretamente relacionadas com o aquecimento global.

Para minimizar os efeitos das mudanças climáticas é necessário que mais profissionais e pessoas apostem na aplicação de instrumentos pela sustentabilidade, com matrizes de energia limpa e renovável, para nossas construções e espaços.

Só assim garantiremos economia de energia e ainda qualidade de vida e maior produtividade para as pessoas. 

*Fonte: Hum Heywood – 101 regras básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético

Você já pensou que nós permanecemos 90% do nosso tempo em ambientes fechados?

Em tempos de isolamento social, com contato ainda mais restrito com o ambiente externo, muitos passam a notar como a entrada de luz e ventilação naturais são indispensáveis.

É necessário entender a importância da interação das construções com a luz solar e as condições ambientais naturais para garantir qualidade de vida para as pessoas.

O sol, a água e o vento impactam na vida das pessoas e para lidar com eles não basta, por exemplo, colocar janelas para abrir e fechar. Qualificar e quantificar esses elementos projetando estratégias eficientes é necessário para garantir uma arquitetura mais saudável.

Ainda, quando o arquiteto sabe dimensionar a quantidade de luz e ventilação, associados à tecnologias como o sistema de ar-condicionado, quando necessário, garantem economia de investimentos e no seu uso.

Você sabia que um imóvel vale, em média, 5% a mais se bem iluminado? Na foto um ambiente interno bem iluminado naturalmente de um projeto da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável.

* Dados de Christoph Reinhart do MIT Construction Technology em Cambridge (EUA)