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Em eventos, em casa e com você.

Quem nos acompanha sabe que a Casa Zero é uma empresa recém criada, formalizada há 1 ano, com um propósito forte: promover a cultura da sustentabilidade em pessoas e negócios. Acreditamos que podemos gerar impacto social e ambiental com o que fazemos.

Em um momento marcado pelo movimento digital, muitos negócios estão tendo que inovar ou se adaptar em seu posicionamento de marketing. Para isso é preciso uma comunicação verdadeira com as pessoas, mostrando disposição para enfrentar a crise que vivemos.

Conforme pesquisa da KantaOfficial, 87% das pessoas acham que as marcas devem, principalmente, comunicar seus esforços frente à pandemia e como o negócio pode ser útil na crise atual. Ainda 25% dos entrevistados esperam que as empresas sirvam de exemplo e guiem para uma mudança positiva.

Vamos juntos construir um novo mundo com mais gestos sutis de sustentabilidade? Aqui vão algumas dicas:

  • MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Você já parou para pensar que a bicicleta é um item muito versátil? Ela é muito prática, pois pode ser um instrumento de lazer, de auxílio nos deslocamentos e uma forma de exercitar-se. Além disso, não gasta combustível e não é poluente – o uso dela diminui as emissões de gases poluentes em quase 400 mil toneladas por ano*.

No trânsito, as bicicletas podemos contribuir com a redução do trânsito e também humanizam as relações urbanas. Nas cidades, o cidadão que pedala exerce um verdadeiro ato cívico, mas atualmente apenas 7% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte principal**. Precisamos de mais bons exemplos para termos cidades mais sustentáveis e a mudança pode começar com o seu pedal.

[*] Economia da Bicicleta no Brasil: Aliança Bike e
Laboratório de Mobilidade Sustentável, da UFRJ

[**] IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

  • GESTÃO DE RESÍDUOS

Para a gestão do seu lixo, é importante saber os tipos existentes de resíduos. Assim você sabe o que pode ser reciclado, ou não, o que vai para a composteira e o que vai para a coleta municipal. 

Fizemos um resumo para você:

RESÍDUO RECICLÁVEL: Plásticos, papelão, papel, vidro, metais e alumínio. Deve ser encaminhado para a coleta seletiva de sua cidade ou para uma associação de catadores. Mantenha-o seco e sem sujeira impregnada, para que não atraia bichos até terem o destino correto. 

RESÍDUO ORGÂNICO: Cascas de frutas, verduras e legumes crus, além de alguns outros resíduos como borra de café e folhas secas do quintal. Tudo isso vira fonte de adubo se for feito o processo de compostagem.

RESÍDUO ESPECIAL: Embalagens de aerossol, óleos de cozinha, lâmpadas, eletrônicos, seringas, remédios, produtos de beleza, louças e vidros quebrados. Providencie um local para colocar guardar em segurança (podem ser perigosos para nossa saúde) e descarte em farmácias, hospitais, supermercados e outros comércios que disponibilizam pontos próprios de coleta. 

RESÍDUO NÃO RECICLÁVEL: Papel higiênico e guardanapos usados, além de fraldas, adesivos e outros elementos que não se enquadram em nenhum outro tipo mencionado. Somente este tipo que deve efetivamente ir para a coleta municipal.

Existe algo mais que posso fazer para diminuir seu impacto no mundo?

Por menor que possa parecer, mudar um pequeno hábito pode ser muito relevante para o desenvolvimento sustentável. ⠀

A cultura da sustentabilidade em uma sociedade começa quando alguém passa a inspirar ações positivas a partir de uma mudança de comportamento.

Te convido a ver, ouvir e participar do pré-lançamento da trilogia de ebooks sobre Gestos Sutis de Sustentabilidade feita pela Casa Zero.

Fotografia: Magê Monteiro

No dia 25 de agosto, a Casa Zero participou de uma conversa inspiradora com o Studio Becus, mediada pelo arquiteto Flávio Negrão, arquiteto e urbanista, fundador do Studio Becus, sobre o tema “O que precisa ser reinventado na sustentabilidade?”. A live promoveu uma reflexão sobre o papel da arquitetura e do design em um momento de grandes transformações — tanto ambientais quanto sociais.

Durante o encontro, Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, compartilhou sua trajetória e experiências, destacando o projeto Casa Moeda, finalista do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Sustentável, em que ficou entre os 10 finalistas na categoria Profissional. O projeto é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser aplicada de forma técnica, utilizando taipa de pilão como principal sistema construtivo — um método ancestral que alia conforto térmico, baixo impacto ambiental e estética natural.

Mesmo sendo a única fundadora da Casa Zero, Luiza ressaltou a importância da rede colaborativa e multidisciplinar que a Casa Zero possui, reunindo profissionais de diferentes áreas que contribuem para soluções integradas.

Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto da pandemia na forma de projetar e habitar. Para Luiza, o lar passou a ser reconhecido novamente como espaço de acolhimento e saúde, e a arquitetura precisa refletir essa nova consciência. “A casa se tornou um abrigo físico e emocional. Hoje, projetar é pensar em bem-estar, qualidade do ar, iluminação natural e materiais saudáveis”, destacou.

Ela também ressaltou que sintomas como alergias e desconfortos podem estar ligados à escolha inadequada de materiais e que é essencial compreender a composição de tudo o que usamos em nossas construções.

A conversa trouxe ainda discussões sobre a mudança de comportamento no pós-pandemia, como a busca por casas em regiões mais afastadas dos centros urbanos, o interesse crescente por espaços abertos e ventilados, e a valorização de hábitos mais saudáveis — como o uso da bicicleta e o contato com a natureza. “Esses movimentos mostram uma transformação profunda na relação entre pessoas, cidade e moradia”, comentou Luiza.

Outro destaque foi o debate sobre incentivos à sustentabilidade, como o Crédito Verde (antigo IPTU Verde), que oferece benefícios fiscais para edificações que adotam práticas sustentáveis. Iniciativas como essa reforçam que sustentabilidade é também uma questão de política urbana e consciência coletiva.

No encerramento, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta educacional criada pela Casa Zero que traduz atitudes do cotidiano em ações de impacto real — como reutilizar materiais de obra em nova função e design, reduzir o desperdício e repensar hábitos de consumo. “Cada gesto importa”, reforçou Luiza, lembrando que pequenas atitudes são capazes de gerar grandes transformações.

Quando questionada sobre o que ainda precisa ser reinventado na sustentabilidade, Luiza foi direta: “Precisamos olhar para o ciclo de vida das coisas. Criar senso crítico em relação ao consumo e sair dos falsos rótulos verdes. Sustentabilidade não é um produto — é uma postura”.

A live reafirmou que a arquitetura e o design têm o poder de regenerar e inspirar novos modos de vida. Reinventar a sustentabilidade é, acima de tudo, reaprender a construir com propósito, consciência e cuidado.

Ficou curioso para ver um pouco mais sobre os temas debatidos?

Acesse o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CEVAqnklEe9/?igsh=aWdyY2VtZ2E0cmJu

A semana do meio ambiente começa hoje e marca uma data especial: 5 de junho, dia MUNDIAL do meio ambiente criado pela Assembléia das Nações Unidas em 1972. O momento é histórico e a data é comemorada por milhares de comunidades ao redor do mundo. Vamos celebrar com gestos sustentáveis também?

O intuito é despertar a importância da sintonia de ações mundiais para a preservação dos recursos naturais. A proteção do conjunto de sistemas ecológicos do planeta, que é a nossa casa. 

Somos 8 bilhões de pessoas ocupando o planeta Terra e consumindo recursos sem parar. Se não mudarmos nossos hábitos serão descartados 1,3 bilhão de toneladas de plástico nos solos e águas até 2040.

Gestos sutis de Sustentabilidade

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Com isso questionamos:
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Qual gesto de sustentabilidade você vai praticar hoje?
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🚫 Não usar materiais plásticos descartáveis.
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♻️ Destinar o lixo reciclável para uma associação de catadores ou instituição especializada.
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🍌 Separar o lixo orgânico e compostar.
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🌳 Plantar uma árvore ou cultivar uma horta.
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🥕Se alimentar sem fontes de origem animal.
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🚲 Se deslocar sem transporte poluente.

A Casa Zero quer ajudar você a se reinventar com mais criatividade pela sustentabilidade neste momento de pandemia.

Criamos um baralho com 31 gestos sustentáveis para serem sorteados. Depois é só criar um plano de realização em seu dia, sua semana, seu mês, seu ano. Para a vida toda! O baralho de gestos sutis de sustentabilidade pode ser usado individualmente para criação de novos hábitos ou de forma interativa com grupos – atualmente de forma online – para desafios e experiências.

Vai servir para inspirar todos: adultos, colaboradores de empresas, crianças, a família toda!

Dê um print na tela e sorteie o primeiro gesto sutil de sustentabilidade que você vai adotar:

Se você gostou do nosso (desem)BARALHO de Gestos Sutis de Sustentabilidade, adquira um exemplar físico no nosso Mercado de Gestos Sustentáveis !

Localizado em Sete Lagoas, Minas Gerais, o Sítio Bela Vista celebrou seus 35 anos com uma reforma transformadora que o reposicionou como um verdadeiro case de arquitetura sustentável. O projeto teve como ponto de partida o desejo de reduzir os impactos ambientais da edificação existente, tornando-a mais autossuficiente, eficiente e alinhada com práticas construtivas conscientes.

Mais do que uma simples renovação estética, a reforma foi guiada por estratégias que combinam tecnologia acessível, conforto e respeito ao meio ambiente. Tudo isso foi feito considerando os desejos do cliente e a funcionalidade dos espaços, promovendo acessibilidade, bem-estar e harmonia com o entorno natural.

Antes X Depois

Veja como a reforma otimizou a iluminação e a ventilação, criando um ambiente mais leve, integrado e funcional:

Veja a seguir o vídeo sobre o antes e depois:

Principais Estratégias Sustentáveis Adotadas

Confira algumas das soluções implementadas que tornaram o Sítio Bela Vista uma referência de sustentabilidade na arquitetura residencial:

  • Energia Solar Fotovoltaica

A instalação de um sistema fotovoltaico permitiu a geração de energia limpa e renovável necessária para toda a resistência, alimentando ainda o consumo de energia de outro imóvel do proprietário em outra cidade.

  • Aquecimento de Água por Termossifão dos Chuveiros

Além do sistema elétrico, os chuveiros passaram a contar com um sistema de aquecimento de água por termossifão, que utiliza a diferença de temperatura para circular a água sem o uso de bombas, resultando em menor gasto energético.

  • Aquecimento Solar para Piscina

A água da piscina passou a ser aquecida por meio de um sistema solar, promovendo conforto térmico de forma sustentável e com menor consumo energético.

  • Captação e Reuso da Água da Chuva

Foi implantado um sistema de captação, armazenamento e distribuição da água da chuva, utilizada para irrigação dos jardins e limpeza de áreas externas. Essa medida contribui para a conservação dos recursos hídricos e redução do consumo de água potável.

  • Ventilação e Iluminação Naturais

O projeto arquitetônico foi repensado para otimizar a entrada de luz e ventilação naturais. Uma das soluções de destaque foi a inclusão de uma iluminação zenital na escada de acesso ao terceiro pavimento, proporcionando luz natural abundante durante o dia e economia de energia.

  • Compostagem Doméstica e Cultivo Sustentável

A compostagem dos resíduos orgânicos passou a ser realizada em escala familiar, gerando insumos para o cultivo de uma horta, pomar e jardins no próprio sítio. Essa prática fecha o ciclo dos alimentos e contribui para a redução do lixo orgânico enviado a aterros.

  • Valorização do paisagismo com jardim vertical e orquidário 

O jardim vertical contribui para a melhoria da qualidade do ar, auxilia no isolamento térmico das paredes e promove um microclima mais agradável, reforçando a sensação de frescor mesmo nos dias mais quentes. Já o orquidário se tornou um espaço contemplativo, capaz de aproximar os moradores da biodiversidade e estimular a conexão cotidiana com a natureza.

  • Inventário das Espécies Arbóreas

Um levantamento detalhado das espécies arbóreas presentes nas áreas verdes foi realizado, promovendo o manejo consciente e valorizando a biodiversidade do sítio.

O Sítio Bela Vista é um exemplo concreto de como é possível aliar tradição, funcionalidade e sustentabilidade em uma residência já existente. Através da adoção de estratégias acessíveis e inteligentes, a reforma trouxe benefícios ambientais, econômicos e de qualidade de vida para os moradores — além de servir como inspiração para quem deseja transformar seu espaço de maneira mais consciente e sustentável.

Ficou interessado em ver mais um pouco sobre o Sítio Bela Vista? Assista abaixo a nossa playlist no canal do YouTube da Casa Zero, onde mostramos mais um pouco sobre ele:

Veja a seguir algumas imagens do sítio:

Fomos finalistas da 7ª Edição do PRÊMIO SAINT-GOBAIN DE ARQUITETURA SUSTENTÁVEL promovido pela  Saint Gobain. 

Que alegria poder compartilhar essa notícia!

Classificados entre os 10 finalistas na categoria Profissional, o projeto Casa Moeda se destaca pela aplicação de estratégias bioclimáticas como a iluminação e ventilação naturais e ainda pelo método construtivo em terra.

Com terreno localização no município de Moeda (MG), a residência considera um sistema de paredes estruturadas em taipa de pilão, aonde a terra é comprimida e moldada em fôrmas de madeira. A prática desta técnica já acontece desde 2600 anos a.c e, atualmente, tem se tornado uma possibilidade de aplicação da bioconstrução em projetos de arquitetura contemporânea.

A residência contempla ainda sistemas e tecnologias para geração de energia por fontes renováveis e gerenciamento das águas por meio do aproveitamento máxima de água da chuva, tratamento de água cinza e negra com reuso em um sistema fechado.

Veja a nossa equipe brilhante para um projeto que exige tanta interdisciplinaridade.

– Projeto arquitetônico: Luiza Franco e Ana Paula Rocha

– Análises bioclimatológicas, termoacústicas e lumínicas: Luiza Franco

– Simulação térmica: Natália Nascentes

– Apoio sistema hídrico e de saneamento ecológico: Bia Gasparini 

– Apoio sistema construtivo e saneamento ecológico: Macramê ecológico

– Diagramação e design pranchas:  Ana Paula Rocha

– Apoio diagramação: Arthur Amaro 

– 3D e imagens: Mayron Sousa

27 de maio é comemorado o dia nacional da Mata Atlântica e o convite da Casa Zero é para você pensar que essa floresta:

– É necessária para a biodiversidade de animais e plantas;

– Garante um equilíbrio climático da sua região;

– Minimiza a poluição, ou seja, captura gases poluentes emitidos pelo homem;

– Proporciona a você a verdadeira integração com a natureza.

E nos ambientes urbanos você apoia esta causa valorizando um paisagismo de espécies nativas do local; apoiando sistemas agroflorestais; conhecendo e disseminando a agricultura urbana; integrando espécies de plantas naturais nos espaços construídos; apoiando instituições e ONGs que são as vigilantes do nosso maior jardim, as florestas.

Nossos tão falados gestos de sustentabilidade ganham força quando entendemos que não devemos só esperar posicionamento político.

Como pessoas e realizadores, com o trabalho e os negócios, temos o papel de transformar, positivamente, nosso ambiente. Só assim teremos certeza de que nosso movimento irá transformar o mundo, como um trabalho em equipe.

Afinal, você quer ou não quer a perpetuação de gestos mais sustentáveis?

Uma agradecimento a Wangari Maathai que se tornou a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

Se a floresta longe tem tanta importância, já se perguntou como lidar de forma mais consciente com a nossa conexão com a natureza imediata?

Você acha que o mundo continua ou continuará o mesmo?

Especialistas, como a Aisha S.Ahmad publicou em março no jornal “Chronicle of Higher Education”, comparam as consequências deste momento que vivemos como a de uma guerra.

A pandemia só acelerou um processo necessário de transformação social e econômica com consequências positivas para o nosso meio ambiente.

Você sabia? 

– Os países mais poluidores – emissores de gases do efeito estufa – são, na ordem: China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil. 

– O setores mais poluidores – de maiores emissões são, na ordem: produção de energia, indústrias, transporte terrestre, edificações e aviação.

– Para a fase do COVID-19 a Carbon Brief estima uma queda global de 6% das emissões em 2020. 

– Os combustíveis fósseis –  a exemplo o petróleo, o gás natural e o carvão mineral – são responsáveis por 90% das emissões de gases do efeito estufa e as florestas e os oceanos absorvem por volta de 1/4 dessas emissões.

– Dentro da meta de combate às mudanças climáticas considera-se que podemos emitir 770 gigatoneladas de CO2e até o final do século para ter 50% de chance de ficar abaixo de 1.5 graus celsius até o ano de 2100.

Informações do webinar Pacto Global de 21 de maio de 2020.

Algo invisível a olho nu está sendo capaz de alterar toda a dinâmica do mundo.

Agora, sem querer tirar todos os esforços necessários para este desafio, trazemos aqui algo mais visível, mas também com grandes prejuízos à nossa saúde e bem estar.

Este vídeo mostra o comportamento da poluição na China feito pelo Earth from Space. Observe que no final de janeiro, com a epidemia do coronavírus as emissões diminuíram muito, porém em março elas retomaram.

Qual caminhos podemos escolher depois desta grande crise mundial?

A imagem é tão forte quanto o alerta socioambiental que o coronavirus nos traz. A maior crise contemporânea da humanidade nos dá a oportunidade de “tirar” nossas máscaras para mostrar o que realmente somos capaz, globalmente.

Não me refiro aqui, especificamente, a diminuir o pico do vírus previsto no Brasil entre 06 a 20 de abril, dito pela instituição J. P. Morgan.

Ou de analisar, imediatamente, o significado da China lançar 100 milhões de toneladas de carbono a menos na atmosfera nas duas últimas semanas, segundo a Carbon Brief.

Na verdade, ninguém – governos, cientistas, líderes – tem uma resposta imediata para sair deste cenário, mas o momento mostra a capacidade de repercussão de nossas escolhas e ações individuais.

Cada um tem a aptidão de fazer dos seus gestos sustentáveis a forma de desenhar um novo modelo global.

O poder está com você ou no propósito do seu negócio. E se você acredita na força de seus gestos sutis pela sustentabilidade, esteja sempre com a Casa Zero.

O debate sobre as mudanças climáticas se tornou urgente e essa foi a abordagem do webinar da @pactoglobalbr realizado em 21 de maio de 2020. Nele, especialistas destacaram um dado alarmante: até o final do século, a humanidade só pode emitir 770 gigatoneladas de CO₂ equivalente (Gt CO₂e) se quiser ter 50% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C até 2100. Esse número representa o limite do que ainda podemos lançar na atmosfera sem ultrapassar o ponto de não retorno do clima.

Mas o que realmente significa esse “limite”?

Podemos pensar no planeta como um copinho de vidro: cada emissão de gás do efeito estufa é uma gota dentro dele. Estamos, lentamente, enchendo esse copo — e, se ele transbordar, os impactos serão irreversíveis.

Entendendo os gases do efeito estufa e os combustíveis fósseis:

Os gases do efeito estufa (GEEs) — como o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O) — formam uma espécie de cobertor invisível ao redor da Terra, que retém o calor do Sol e mantém o planeta habitável.
O problema é que, ao queimar combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), colocamos camadas extras nesse cobertor, tornando-o cada vez mais espesso e aquecendo o planeta além do equilíbrio natural.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os combustíveis fósseis são responsáveis por cerca de 90% das emissões globais de gases do efeito estufa.

Por sorte, florestas e oceanos ainda absorvem aproximadamente um quarto dessas emissões, funcionando como os “pulmões” e o “coração” do planeta. Porém, mesmo esses ecossistemas têm limites de regeneração.

COVID-19: o experimento involuntário do planeta

A pandemia da COVID-19 foi, de certa forma, um “experimento involuntário” sobre o impacto das atividades humanas no clima.

Com a desaceleração global, a União Europeia registrou uma redução de 8% nas emissões por queima de combustíveis fósseis. O portal Carbon Brief estimou uma queda global de 6%, e a revista Nature Climate Change chegou a 7% em 2020.

É como se o planeta tivesse, por um breve momento, respirado aliviado.
As cidades ficaram silenciosas, o ar mais limpo, e céus antes encobertos por poluição se tornaram visíveis novamente. No entanto, essa “pausa ambiental” mostrou mais do que alívio: ela evidenciou como nossa rotina é intensamente conectada à emissão de carbono.

Podemos comparar a economia global a uma máquina em funcionamento constante — o vírus apertou o botão de “pausa”, e de repente, vimos o que acontece quando ela desacelera. O curioso é que, mesmo com uma paralisação sem precedentes, a queda nas emissões não foi suficiente para reverter o aquecimento global. Isso revela o tamanho do desafio que temos pela frente: não basta frear momentaneamente; é preciso mudar o combustível da máquina.

Os maiores emissores de gases do efeito estufa são China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil.

Os setores que mais contribuem para essas emissões são:

  • Produção de energia,
  • Indústrias,
  • Transporte terrestre,
  • Edificações e
  • Aviação.

No caso do Brasil, há uma diferença marcante: aqui, o peso maior está no uso da terra e na agropecuária, que representam cerca de 70% das emissões nacionais.

Ou seja, desmatamento, queimadas e a criação intensiva de gado são nossas maiores fontes de desequilíbrio climático.

O que aprendemos com tudo isso?

A pandemia nos ensinou que é possível transformar hábitos em escala global quando existe urgência.

Durante o isolamento, vimos menos carros nas ruas, mais trabalho remoto e uma redescoberta do valor dos espaços naturais.

Essas mudanças mostraram caminhos possíveis: mobilidade sustentável, eficiência energética e preservação ambiental não são utopias, são escolhas concretas.

Por outro lado, também aprendemos que as soluções precisam ser estruturais e permanentes, não apenas reações temporárias a crises.

Assim como uma febre é o sintoma de algo mais profundo, o aquecimento global é o sintoma de um sistema que precisa ser repensado — na forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com o planeta.

Referências:

O que são as mudanças climáticas? | As Nações Unidas no Brasil

Mudanças Climáticas e Meio Ambiente | UNICEF Brasil

Você sabe como os gases de efeito estufa aquecem o planeta?

Combustíveis fósseis são maiores responsáveis pelo efeito estufa — Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Os humanos podem ficar 3 semanas sem comida, 3 dias sem água, mas apenas 3 minutos sem ar.

Estes dados impactantes são para trazer uma reflexão ainda maior do momento em que vivemos e nos colocar atentos sobre o papel da arquitetura e da construção na saúde das pessoas.

A proliferação de vírus e bactérias e, consequentemente, a vulnerabilidade das pessoas às doenças depende, em grande parte, de qualidade do ar dos ambientes que construímos. 

Para superar isso, precisamos de quantidades adequadas de iluminação, umidade e temperatura que, somados, contribuem para uma arquitetura saudável. 

A crise que vivemos nos revela a necessidade de apostarmos na arquitetura não somente pela estética, mas naquela que adota critérios técnicos para dimensionar as necessidades dos ambientais, garantindo qualidade do ar, saúde e bem estar para as pessoas. 

Já pensaram na importância disso? Na foto um projeto construído da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável. 

MONTAGEM ENERGIA X MUDANÇA CLIMÁTICA X PROFISSIONAIS

Como projetistas de edificações e de planejadores urbanos, estes profissionais se tornam grandes responsáveis pela definição dos meios de geração e consumo de toda a energia necessária para operar os ambientes construídos. O que considera ainda a influência sobre os transportes entre as edificações.

Contudo, usamos, ainda hoje, muita matriz energética advinda dos combustíveis fósseis e eles são grandes responsáveis pela emissões de gases do efeito estufa, diretamente relacionadas com o aquecimento global.

Para minimizar os efeitos das mudanças climáticas é necessário que mais profissionais e pessoas apostem na aplicação de instrumentos pela sustentabilidade, com matrizes de energia limpa e renovável, para nossas construções e espaços.

Só assim garantiremos economia de energia e ainda qualidade de vida e maior produtividade para as pessoas. 

*Fonte: Hum Heywood – 101 regras básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético

Você já pensou que nós permanecemos 90% do nosso tempo em ambientes fechados?

Em tempos de isolamento social, com contato ainda mais restrito com o ambiente externo, muitos passam a notar como a entrada de luz e ventilação naturais são indispensáveis.

É necessário entender a importância da interação das construções com a luz solar e as condições ambientais naturais para garantir qualidade de vida para as pessoas.

O sol, a água e o vento impactam na vida das pessoas e para lidar com eles não basta, por exemplo, colocar janelas para abrir e fechar. Qualificar e quantificar esses elementos projetando estratégias eficientes é necessário para garantir uma arquitetura mais saudável.

Ainda, quando o arquiteto sabe dimensionar a quantidade de luz e ventilação, associados à tecnologias como o sistema de ar-condicionado, quando necessário, garantem economia de investimentos e no seu uso.

Você sabia que um imóvel vale, em média, 5% a mais se bem iluminado? Na foto um ambiente interno bem iluminado naturalmente de um projeto da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável.

* Dados de Christoph Reinhart do MIT Construction Technology em Cambridge (EUA)

Veja os 7 pecados do “greenwashing” que os consumidores cada vez mais estarão atentos para não cair nessa: 

1- Esconder um aspecto negativo do produto com alguma outra vantagem ambiental

ex.: dizer que é resistente ao fogo, mas o produto ser altamente tóxico.

2- Falta de provas de informações ambientais do produto

ex.: relatar a % de conteúdo reciclado, mas não apresentar provas deste dado.

3- Informação subjetiva, abstrata ou generalista

ex.: alegar que o produto natural e esquecer que substâncias venenosas também são encontradas na natureza.

4- Selos para autodeclarar a sustentabilidade

ex.: fazer uma propaganda enganosa de selo “verde” no rótulo do produto.

5- Dar visibilidade ambiental a algo irrelevante

ex.: dizer que é isento de componentes tóxicos que já são proibidos por lei.

6- Denominar “verde” um produto de uma categoria altamente impactante

ex.: anunciar cigarro orgânicos.

7- Alegações ambientais falsas

ex.: mentir sobre a posse de algum certificado ambiental internacional.

“Greenwashing” é o termo em inglês para denominar uma prática de marketing enganosa usada para promover produtos e serviços.

A sustentabilidade de um produto ou serviço tem peso e carrega responsabilidade. O verdadeiro engajamento em ser sustentável é adotar práticas conscientes sem fazer uso do termo como uma propaganda disfarçada.

Vejam os problemas que esta prática pode trazer:

– Enganar consumidores de boa intenção ao adquirirem produtos e serviços que tenham maior impacto ambiental do que o imaginado.

– Colocar em risco o consumidor com prejuízos à sua segurança, saúde e bem estar.

– Banalização do termo “sustentável” enfraquecendo a sua verdadeira fundamentação.

– Colocar em risco a reputação da marca do próprio fabricante ou prestador de serviço.

Você acredita que já foi enganado desta forma?