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A arquitetura corporativa desempenha um papel fundamental na vida das empresas. Mais do que organizar espaços físicos, ela é uma ferramenta estratégica para criar ambientes que estimulam a eficiência, fortalecem a colaboração e promovem o bem-estar de quem trabalha ali.

No projeto desenvolvido para o Grupo Partners, adotamos esse olhar ampliado, em que a arquitetura vai além da estética ou da técnica construtiva. Partimos do princípio da biofilia, integrando elementos naturais em diferentes escalas: da ventilação cruzada à valorização da luz natural, do paisagismo integrado à escolha consciente dos acabamentos e mobiliários. Estudos mostram que essa abordagem reduz o estresse, melhora o humor e amplia a criatividade.

Para que essa transformação fosse real, unimos eficiência, estética e sustentabilidade por meio de soluções de baixo impacto e alto significado:

  • Layout flexível, capaz de se adaptar às mudanças e incentivar a colaboração.
  • Pé-direito generoso, ampliando a sensação de conforto e leveza.
  • Intervenção mínima em prumadas hidráulicas, reforçando a racionalidade técnica e a responsabilidade ambiental durante a obra.
  • Curadoria de materiais conscientes, como tintas minerais sem compostos orgânicos voláteis (COVs), que asseguram qualidade do ar e ambientes mais saudáveis.
  • Valorização de elementos originais, preservando o piso em pedra natural e reutilizando montantes metálicos e portas de madeira maciça, reduzindo a necessidade de novos recursos.

Essas escolhas não apenas qualificaram os espaços, como também reforçaram o compromisso com uma arquitetura que respeita o meio ambiente e coloca as pessoas no centro.

A presença de elementos naturais como a presença de plantas e da ventilação natural trouxe para o escritório a atmosfera biofílica que buscávamos: um lugar vivo, em que o trabalho acontece em harmonia com o natural.

Ao final, reafirmamos uma convicção: a arquitetura vai além da forma. Ela é cultura, saúde e sustentabilidade traduzidas em espaço. É estratégia que gera impacto positivo nas pessoas e nos resultados de uma organização.

Projeto e Assessoria: Casa Zero
Arquitetas: Luiza Franco e Luciana Castro
Gestão Obra: Construtora Acaiaca
Fotografias: Dentro Fotografia e Nelson Almeida

No Dia Mundial dos Oceanos, é essencial relembrar o papel vital que os ambientes marinhos desempenham na manutenção do equilíbrio da vida no planeta. Embora muitas vezes invisíveis em nosso cotidiano, os oceanos são verdadeiros sistemas reguladores da Terra, responsáveis por muito mais do que belas paisagens e biodiversidade.

De acordo com uma reportagem da National Geographic de 2024, os oceanos:

  • Produzem 70% do oxigênio que respiramos;
  • Armazenam 39 mil gigatoneladas de carbono, funcionando como um grande “pulmão azul” do planeta;
  • Fornecem 15% da proteína consumida no mundo;
  • E regulam a temperatura global, absorvendo e redistribuindo o calor da atmosfera.

Diante disso, fica fácil entender: proteger os oceanos é proteger a nós mesmos.

Como os oceanos regulam o clima?

Os oceanos são como um ar-condicionado natural da Terra. Eles absorvem parte significativa do calor emitido pelo Sol e das emissões de gases do efeito estufa (como o CO₂), evitando que a temperatura média global aumente de forma abrupta.
Quando essa capacidade de absorção é comprometida — devido ao aquecimento global e à poluição — o equilíbrio térmico do planeta começa a se desfazer.

O resultado? Fenômenos climáticos cada vez mais intensos: ondas de calor, furacões, secas e tempestades.
A WWF explica que o aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra, causado principalmente pelo excesso de gases do efeito estufa liberados por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.

E eu com isso?

A pergunta é legítima — e a resposta, direta: tudo está conectado.
Quando os oceanos aquecem, o gelo dos polos derrete, o nível do mar sobe e ecossistemas costeiros inteiros desaparecem. Espécies marinhas sensíveis à temperatura — como corais, peixes e crustáceos — sofrem com o branqueamento e a perda de habitat. E isso impacta diretamente a segurança alimentar, o clima das cidades e a economia global.

Além disso, com a acidificação dos oceanos — resultado da absorção de CO₂ — a fauna marinha perde sua capacidade de manter o equilíbrio químico necessário para sobreviver.
Sem oceanos saudáveis, o planeta perde um de seus principais aliados no combate ao aquecimento global.

Tanto as florestas quanto os oceanos são fundamentais para capturar os gases do efeito estufa e manter o equilíbrio climático.
Se as florestas funcionam como “filtros verdes”, os oceanos são “reservatórios azuis”, ambos trabalhando silenciosamente para mitigar os impactos do nosso modo de vida.

Cuidar dos oceanos é, portanto, cuidar da vida em todas as suas formas.
Cada ação, desde a redução do consumo de plásticos até o apoio a políticas públicas de conservação marinha, é um gesto que ajuda a garantir o futuro climático do planeta.

O que é Aquecimento Global?

O Aquecimento Global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra que pode ser consequência de causas naturais e atividades humanas.

Isto se deve principalmente ao aumento das emissões de gases na atmosfera que causam o efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

O convite para mudar

O aquecimento global não é um problema distante, é uma realidade presente. 
E ainda que os desafios sejam grandes, pequenas atitudes podem fazer a diferença:

  • Reduzir o consumo de produtos descartáveis;
  • Apoiar empresas com práticas sustentáveis;
  • Valorizar a economia circular;
  • E cobrar ações efetivas de governos e instituições.

Preservar os oceanos é preservar o lar que compartilhamos.

 

Vivemos um momento histórico em que os impactos da humanidade sobre o planeta se tornaram inegáveis e cada vez mais urgentes. Nossa forma de produzir, consumir e habitar o mundo tem transformado profundamente os ecossistemas, a biodiversidade e o clima. Em 2020, um estudo publicado na revista Nature revelou um marco que simboliza essa nova realidade: pela primeira vez na história, a massa dos objetos construídos pela humanidade ultrapassou o peso total da biomassa de todos os seres vivos da Terra.

Esse ponto de virada foi nomeado como o início da Era do Antropoceno — termo derivado do grego anthropos (humano) e kainos (novo), que designa uma nova época geológica marcada pela influência direta das atividades humanas sobre o planeta. O conceito foi popularizado em 2000 pelo químico holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1995, e desde então vem sendo discutido amplamente por cientistas.

Causas e Consequências do Antropoceno

Os fatores que nos trouxeram até aqui estão ligados ao avanço da Revolução Industrial, ao progresso tecnológico, ao crescimento populacional e ao aumento acelerado da produção e do consumo. Essas transformações intensificaram a exploração de bens naturais, minerais, fósseis, além do uso da água e do solo em escala sem precedentes. Como consequência, observamos também a elevação das emissões de carbono e o acúmulo de poluição em todas as esferas ambientais.

Esse desequilíbrio gera impactos profundos no ecossistema planetário: mudanças climáticas cada vez mais extremas, com enchentes, queimadas, tempestades e ondas de calor intensas. Mas os efeitos não param por aí — desastres ambientais também desencadeiam crises sociais e econômicas, pois todos nós dependemos de um meio ambiente saudável para viver e prosperar.

Uma Reflexão Necessária

O marco de 2020 parece quase inacreditável, mas é real e já sentimos seus efeitos. Mais do que um dado científico, ele nos convida a repensar nossa forma de consumir, de construir, de nos alimentar e até de nos deslocar no dia a dia. Do nível individual ao coletivo, é urgente refletir, dialogar e agir para amenizar os impactos que causamos e, sempre que possível, buscar formas de regenerar o planeta.

A seguir é apresentado o gráfico de evolução da massa antropogênica ao longo dos anos e a sua superação à massa de origem natural.

E você, já conhecia esse dado? De que forma essa reflexão mexe com você?

O que tem feito, em sua vida pessoal ou profissional, para reduzir os impactos ambientais?

Conecte-se com a Casa Zero para ampliar seus gestos de sustentabilidade.

Fontes:

https://www.ibdr.la/99r8Lw2FyhdEZGdZ6

https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106

O IBSocial nasceu com o propósito de conectar o mercado, a sociedade e o meio acadêmico para criar e implementar soluções inovadoras de impacto social, além de promover o empreendedorismo com propósito. Sua atuação se estende a diferentes frentes, desenvolvendo ações em comunidades e projetos voltados a crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

No dia 5 de novembro de 2022, foi realizado o 1º Fórum IBSocial, evento que marcou o início de um importante espaço de diálogo sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa. O tema central foi a causa ESG — sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança).

O conceito ESG reúne um conjunto de critérios utilizados por investidores e analistas para avaliar o desempenho de sustentabilidade e responsabilidade de uma organização. Ele engloba aspectos como gestão de resíduos e mudanças climáticas (E), direitos humanos e satisfação dos colaboradores (S) e estrutura administrativa e ética empresarial (G). Cada vez mais, empresas de todos os portes — pequenas, médias e grandes — vêm adotando práticas alinhadas a esses princípios, reconhecendo sua relevância estratégica e social.

Durante o evento, o presidente do IBSocial, Bernardo Parolini, destacou a importância do tema e convidou nomes de referência em Belo Horizonte para compartilhar suas experiências e visões sobre ESG, entre eles: Francine Pena Póvoa, Matheus Pedrosa dos Reis, Rafael Cota Maciel, Luiza Franco, Emílio Parolini e Pedro Emboava.

Entre as participações, Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, trouxe uma abordagem inspiradora para o Fórum. A Casa Zero é um ecossistema de sustentabilidade e inovação social que atua na criação de soluções educativas, culturais e empresariais para transformar hábitos, fortalecer comunidades e ampliar a consciência ambiental.

Em sua fala, Luiza ressaltou o papel do ESG como um impulsionador do mercado, seja ele privado, do terceiro setor ou acadêmico. Segundo ela, essa abordagem amplia a visão das decisões corporativas, incentivando ações de impacto positivo e a mitigação dos impactos negativos, e se consolida como uma poderosa ferramenta de transformação cultural dentro das organizações.

Ela destacou ainda a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como guias práticos para orientar e mensurar essas ações — um compromisso que a Casa Zero adota em seus próprios projetos e metodologias.

Durante sua participação, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta reflexiva desenvolvida pela Casa Zero para inspirar práticas conscientes no ambiente corporativo. O baralho convida empresas e equipes a reconhecerem e valorizarem pequenas atitudes do dia a dia que geram grandes impactos positivos, promovendo a sustentabilidade de forma estratégica, humana e integrada à cultura organizacional.

Já Francine Póvoa, diretora da Legacy4Business, reforçou que temas como capitalismo consciente, Sistema B, ESG e governança são verdadeiras alavancas para o avanço das agendas ambientais e sociais, fundamentais para um desenvolvimento mais justo e responsável.

O 1º Fórum IBSocial consolidou-se, assim, como um marco de integração entre conhecimento, propósito e ação, reafirmando o compromisso do Instituto em promover uma transformação positiva e sustentável na sociedade. O protagonismo de iniciativas como a Casa Zero e a atuação de líderes como Luiza Franco evidenciam que a sustentabilidade e o ESG são um exercício não só dos negócios, mas também de empatia humana e planetária.

Ficou interessado em ver como foi esse encontro inspirador?

Acesse o link e confira os destaques do 1º Fórum IBSocial:

https://www.instagram.com/reel/Cl6ucN7DFR2/?igsh=MTM3aDRhZ2M2c2kxYQ==

Cada pessoa carrega um jeito único de viver o dia a dia — suas rotinas, preferências e escolhas, juntas, desenham o modo como nos relacionamos com o mundo. Mas, em meio à correria cotidiana, vale uma pausa para refletir: como posso viver de forma mais consciente?

Essa pergunta vem como um impulso para inspirar boas mudanças. Afinal, quando passamos a compreender o valor dos pequenos hábitos, percebemos que a verdadeira transformação começa dentro de casa. São nas escolhas diárias que cultivamos o cuidado com o planeta e reforçamos nosso papel como parte de um todo maior.

Antes de comprar, lembre-se sempre dos cinco verbos que guiam uma vida mais sustentável: repensar, reduzir, reutilizar, reciclar e regenerar.

São eles que nos convidam ao consumo consciente e a valorizar o que já temos, promovendo uma relação mais equilibrada com os bens naturais.

Vejam alguns gestos sutis indicados pela Casa Zero:

Cada atitude conta — e, juntas, constroem um impacto coletivo poderoso.

E então, o que você tem na sua casa que podemos validar como um gesto de sustentabilidade?

E já que estamos falando sobre escolhas, que tal olhar também para o que você carrega na sua bolsa?

Pequenos objetos que te acompanham no dia a dia e fazem toda a diferença quando o assunto é reduzir o descarte e ter uma rotina mais consciente e sustentável.

Fala-se muito sobre empresas. Suas missões, visões e valores. São palavras que orientam e dão direção aos negócios. Mas, quando se trata de transformação verdadeira, é preciso ir além dos discursos e olhar para as pessoas que estão por trás das ideias e estratégias. Porque é nelas que nascem os propósitos que movimentam o mundo.

A Casa Zero tem essa proposta, trazer para além do que o próprio nome carrega:
CA.SA: lar, comunidade, lugar de pertencimento.
ZE.RO: ponto de partida promissor, caminho para reduzir impactos ambientais, sociais e econômicos.

Mais do que uma empresa, a Casa Zero é o entendimento de que sustentabilidade não é um destino, mas um percurso. Cada projeto, cada consultoria, é uma oportunidade de recomeço, de repensar o modo como criamos experiências, ocupamos os espaços e interagimos com o planeta.

É construir futuros mais equilibrados, nos quais a economia circular e o design sustentável são aplicados como necessidades humanas. Afinal, cada gesto, ação e estratégia, tem o poder de gerar impacto.

Como parte dessa história está Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, uma autêntica urbana que enxerga a cidade sobre a bicicleta, mas que desde criança sempre teve os pés na terra. Foi nesse contexto entre o concreto e o natural que nasceu seu desejo de proteger o meio ambiente e inspirar novos caminhos.

A seguir, fique com os vídeos que contamos um pouco mais sobre nós:

No dia 21 de junho de 2022, o Espaço Cultural da UEMG, na Praça da Liberdade, recebeu um encontro inspirador que reuniu profissionais de diferentes áreas para refletir sobre os novos rumos da sustentabilidade: o debate “Design e Economia Circular”. Mediado por Andreia Salvan e Cláudia Campos, o evento contou com as presenças de Luiza Franco, fundadora da Casa Zero; Marcella Mafra (Fundadora) e Dani Queiroga, do Libertese; e Dane Luz e Luísa Luz, fundadoras do Estúdio Veste.

O diálogo abordou temas que vão além das práticas sustentáveis convencionais, propondo uma reflexão sobre o capitalismo de stakeholders, as transformações nos modelos de produção e consumo e a urgência de integrar propósito, regeneração e responsabilidade social às estratégias de negócio. Dados alarmantes sobre o uso excessivo dos recursos naturais e o desequilíbrio ecológico — como os divulgados pelo Bank of America, que alerta que 99% de tudo o que é produzido se torna lixo em seis meses — reforçaram a necessidade de um reposicionamento global em direção à economia circular, baseada nos princípios de reduzir, reutilizar, reciclar e regenerar.

Nesse contexto, a Casa Zero contou sua abordagem sistêmica e prática em relação à economia circular e ao design regenerativo. A Casa Zero tem como essência projetar ambientes que não apenas reduzam impactos, mas também promovam saúde, bem-estar e reconexão com a natureza. A empresa integra em seus projetos o conceito de “casa saudável”, no qual os espaços são planejados para oferecer qualidade do ar, iluminação natural equilibrada, uso de materiais não tóxicos, reaproveitamento de recursos e incentivo a um estilo de vida mais consciente e conectado ao ambiente.

Para a arquiteta Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, “repensar o modo como produzimos e consumimos é também repensar a forma como habitamos o mundo”. Seus projetos e consultorias funcionam como ferramentas de educação ambiental, mostrando que a arquitetura pode — e deve — ser um agente de regeneração, estimulando novos hábitos e um olhar mais empático para o planeta.

O evento reforçou que design, economia e ecologia estão intrinsecamente ligados. A economia circular, quando aplicada ao campo criativo, propõe um ciclo contínuo de vida para os materiais, reduzindo o desperdício e promovendo o uso consciente dos recursos. Essa visão vai ao encontro da missão da Casa Zero: transformar o cotidiano das pessoas a partir de escolhas mais humanas, saudáveis e sustentáveis.

O Apartamento Cristina, antes da reforma, apresentava desproporção nas áreas destinadas ao social e ao serviço. Um “quarto de emprega”, cômodo comum em casas brasileiras remetendo ao modelo escravocrata de segregação entre moradores e funcionários, possuía medidas inadequadas ao uso, além de não haver ventilação e iluminação diretas.

Dentro deste contexto, foi proposta:

· Integração dos ambientes dando novo uso para o “quarto de empregada”

· Transformação do antigo e pequeno banheiro de serviço em um lavabo

· Decoração moderna com divisória e estante modular de serralheria e madeira.

A partir desta proposta o apartamento reformado trouxe um maior aproveitamento ao conectar os ambientes. Houve um aumento da iluminação natural e a possibilidade de ventilação cruzada, garantindo mais conforto térmico e lumínico no espaço. A sala integrada à cozinha foi possível a partir da demolição de parte da parede existente e, para a redução da geração de resíduos e custos na obra, o apoio da bancada gourmet se deu em meia parede mantida.

O novo lavabo traz consigo uma releitura para ser um ambiente mais democrático. A bancada com novo lavatório e uma porta maior e pivotante fez dele um ambiente de uso para qualquer frequentador do lar, seja morador, visita ou funcionário. Além disso, a presença de um banheiro mais acessível nessa área da casa torna a parte social do apartamento mais independente. 

Em relação aos acabamentos, foram escolhidos vernizes e tintas com baixa emissão de componentes tóxicos, os chamados VOC’s – Compostos Orgânicos Voláteis. Como a intenção era reduzir resíduos no processo de demolição e garantir eficiência no orçamento, no lavabo foi instalado, piso sobre piso, um porcelanato adquirido da sobra de outra obra feita pela Casa Zero. 

Mantendo a proposta de adotar estratégias mais econômicas e sustentáveis, não foi feita a troca de revestimentos da cozinha e da lavanderia ou mesmo do piso da área social. A proposta foi buscar cerâmica e porcelanato compatíveis em “cemitérios de azulejos”  e complementar como um quebra-cabeça as partes após demolição. Uma divisória leve e translúcida entre a lavanderia e a sala garantiu a entrada de luz natural ao mesmo tempo em que proporciona, quando necessária, a separação destes ambientes. 

A reforma precisou do reforço estrutural solucionado com a instalação de perfis metálicos.Estes elementos foram incorporados à proposta estética da decoração, trazendo um ar moderno ao apartamento. Não houveram mudanças na hidráulica e, na marcenaria, foi adotada a revitalização com pintura e novos puxadores.

O Apartamento Cristina traz consigo a perspectiva de que é possível reformar garantindo  qualidade, bem-estar e economia para os moradores, ao mesmo tempo em que adota medidas mais generosas com o meio ambiente.

Fotografias: Juliana Berzoine

Ficou curioso para saber mais sobre o Apartamento Cristina? Assista no nosso canal no YouTube a série Apartamento Cristina onde mostramos cada detalhe!

Acreditamos que viver com hábitos mais saudáveis é o primeiro passo para cidades com arquitetura e negócios de baixo impacto. 

Em uma experiência inovadora, nos juntamos à Camila Barcelos da Casa Sagarana para a realização de um workshop sobre A Consciência na Sustentabilidade. A intenção foi potencializar ações positivas envolvendo o corpo e mente individualmente e para a comunidade.

O evento foi realizado no dia 11 de novembro na Casa Sagarana, sendo mediado pela Luiza Franco e Camila Barcelos. Nesse dia de Casa Aberta foi possível vivenciar as práticas de ISHTA Yoga e Yoga Massagem Ayurvédica, além de uma vivência para compartilhar experiências sustentáveis e motivar a prática de escolhas mais harmônicas com o Meio Ambiente. 

Agradecemos a cada uma das participantes que estiveram presentes de corpo e mente e embarcaram no primeiro passo para a transformação das escolhas, apostando em gestos mais sustentáveis.

Veja mais registros do evento realizado na Casa Sagarana e se inspire:

No dia 14 de abril, a Casa Zero, a convite da professora Renata Bacelar Teixeira, participou de uma conversa inspiradora com mais de 60 profissionais da Pós-graduação da Ânima Educação. O encontro teve como foco a abordagem integrada da Casa Zero para as especificações sustentáveis em diferentes áreas da arquitetura e do design: Processos Criativos e Inovação, Retrofit e Patologia nas Construções e Interiores, Tendências e Tecnologia.

Mais do que apresentar metodologias, o momento foi um convite à reflexão sobre como a sustentabilidade pode ser incorporada como essência de projeto, e não apenas como uma etapa técnica ou estética.

Processos Criativos e Inovação:

Os processos criativos são pautados pela busca de soluções regenerativas e conscientes, onde o “gesto sutil” se torna uma ferramenta de transformação. Essa abordagem incentiva a experimentação com propósito, unindo o olhar artesanal à pesquisa tecnológica. A inovação, portanto, não é vista como ruptura, mas como continuidade com o que é essencial — a harmonia entre o humano e o ambiente construído.

Retrofit e Patologia nas Construções:

O segundo pilar abordado foi o retrofit, uma prática que ganha cada vez mais relevância em tempos de urgência climática. Tratar patologias construtivas, nesse contexto, é também compreender o edifício como um organismo vivo — que precisa ser cuidado, diagnosticado e regenerado. Assim, o retrofit se torna um ato de responsabilidade ambiental e cultural, conectando passado e futuro em uma mesma narrativa arquitetônica.

Interiores, Tendências e Tecnologia:

Ao falar de interiores, a Casa Zero propõe um olhar que ultrapassa tendências passageiras. O foco está na criação de ambientes saudáveis, confortáveis e emocionalmente equilibrados, que dialogam com o conceito de Casa Saudável.

A tecnologia, nesse contexto, aparece como aliada da percepção humana: sistemas de automação que otimizam recursos, simulações computacionais de conforto térmico e lumínico, e o uso de materiais de baixo impacto e alta durabilidade.

Mais do que acompanhar tendências, o desafio é reinterpretá-las de forma consciente, priorizando o bem-estar e o ciclo de vida dos materiais e produtos escolhidos.

Um olhar integrado e sistêmico

A participação da Casa Zero na Pós-graduação da Ânima Educação reforça a importância da formação de profissionais que compreendam a sustentabilidade como um eixo transversal — que une criatividade, técnica e propósito.

A conversa reafirmou que o futuro do setor não está apenas em novas tecnologias, mas na reconexão com os valores humanos e ecológicos que guiam cada projeto.