Você acha que o mundo continua ou continuará o mesmo?

Especialistas, como a Aisha S.Ahmad publicou em março no jornal “Chronicle of Higher Education”, comparam as consequências deste momento que vivemos como a de uma guerra.

A pandemia só acelerou um processo necessário de transformação social e econômica com consequências positivas para o nosso meio ambiente.

Você sabia? 

– Os países mais poluidores – emissores de gases do efeito estufa – são, na ordem: China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil. 

– O setores mais poluidores – de maiores emissões são, na ordem: produção de energia, indústrias, transporte terrestre, edificações e aviação.

– Para a fase do COVID-19 a Carbon Brief estima uma queda global de 6% das emissões em 2020. 

– Os combustíveis fósseis –  a exemplo o petróleo, o gás natural e o carvão mineral – são responsáveis por 90% das emissões de gases do efeito estufa e as florestas e os oceanos absorvem por volta de 1/4 dessas emissões.

– Dentro da meta de combate às mudanças climáticas considera-se que podemos emitir 770 gigatoneladas de CO2e até o final do século para ter 50% de chance de ficar abaixo de 1.5 graus celsius até o ano de 2100.

Informações do webinar Pacto Global de 21 de maio de 2020.

Algo invisível a olho nu está sendo capaz de alterar toda a dinâmica do mundo.

Agora, sem querer tirar todos os esforços necessários para este desafio, trazemos aqui algo mais visível, mas também com grandes prejuízos à nossa saúde e bem estar.

Este vídeo mostra o comportamento da poluição na China feito pelo Earth from Space. Observe que no final de janeiro, com a epidemia do coronavírus as emissões diminuíram muito, porém em março elas retomaram.

Qual caminhos podemos escolher depois desta grande crise mundial?

A imagem é tão forte quanto o alerta socioambiental que o coronavirus nos traz. A maior crise contemporânea da humanidade nos dá a oportunidade de “tirar” nossas máscaras para mostrar o que realmente somos capaz, globalmente.

Não me refiro aqui, especificamente, a diminuir o pico do vírus previsto no Brasil entre 06 a 20 de abril, dito pela instituição J. P. Morgan.

Ou de analisar, imediatamente, o significado da China lançar 100 milhões de toneladas de carbono a menos na atmosfera nas duas últimas semanas, segundo a Carbon Brief.

Na verdade, ninguém – governos, cientistas, líderes – tem uma resposta imediata para sair deste cenário, mas o momento mostra a capacidade de repercussão de nossas escolhas e ações individuais.

Cada um tem a aptidão de fazer dos seus gestos sustentáveis a forma de desenhar um novo modelo global.

O poder está com você ou no propósito do seu negócio. E se você acredita na força de seus gestos sutis pela sustentabilidade, esteja sempre com a Casa Zero.

O debate sobre as mudanças climáticas se tornou urgente e essa foi a abordagem do webinar da @pactoglobalbr realizado em 21 de maio de 2020. Nele, especialistas destacaram um dado alarmante: até o final do século, a humanidade só pode emitir 770 gigatoneladas de CO₂ equivalente (Gt CO₂e) se quiser ter 50% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C até 2100. Esse número representa o limite do que ainda podemos lançar na atmosfera sem ultrapassar o ponto de não retorno do clima.

Mas o que realmente significa esse “limite”?

Podemos pensar no planeta como um copinho de vidro: cada emissão de gás do efeito estufa é uma gota dentro dele. Estamos, lentamente, enchendo esse copo — e, se ele transbordar, os impactos serão irreversíveis.

Entendendo os gases do efeito estufa e os combustíveis fósseis:

Os gases do efeito estufa (GEEs) — como o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O) — formam uma espécie de cobertor invisível ao redor da Terra, que retém o calor do Sol e mantém o planeta habitável.
O problema é que, ao queimar combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), colocamos camadas extras nesse cobertor, tornando-o cada vez mais espesso e aquecendo o planeta além do equilíbrio natural.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os combustíveis fósseis são responsáveis por cerca de 90% das emissões globais de gases do efeito estufa.

Por sorte, florestas e oceanos ainda absorvem aproximadamente um quarto dessas emissões, funcionando como os “pulmões” e o “coração” do planeta. Porém, mesmo esses ecossistemas têm limites de regeneração.

COVID-19: o experimento involuntário do planeta

A pandemia da COVID-19 foi, de certa forma, um “experimento involuntário” sobre o impacto das atividades humanas no clima.

Com a desaceleração global, a União Europeia registrou uma redução de 8% nas emissões por queima de combustíveis fósseis. O portal Carbon Brief estimou uma queda global de 6%, e a revista Nature Climate Change chegou a 7% em 2020.

É como se o planeta tivesse, por um breve momento, respirado aliviado.
As cidades ficaram silenciosas, o ar mais limpo, e céus antes encobertos por poluição se tornaram visíveis novamente. No entanto, essa “pausa ambiental” mostrou mais do que alívio: ela evidenciou como nossa rotina é intensamente conectada à emissão de carbono.

Podemos comparar a economia global a uma máquina em funcionamento constante — o vírus apertou o botão de “pausa”, e de repente, vimos o que acontece quando ela desacelera. O curioso é que, mesmo com uma paralisação sem precedentes, a queda nas emissões não foi suficiente para reverter o aquecimento global. Isso revela o tamanho do desafio que temos pela frente: não basta frear momentaneamente; é preciso mudar o combustível da máquina.

Os maiores emissores de gases do efeito estufa são China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil.

Os setores que mais contribuem para essas emissões são:

  • Produção de energia,
  • Indústrias,
  • Transporte terrestre,
  • Edificações e
  • Aviação.

No caso do Brasil, há uma diferença marcante: aqui, o peso maior está no uso da terra e na agropecuária, que representam cerca de 70% das emissões nacionais.

Ou seja, desmatamento, queimadas e a criação intensiva de gado são nossas maiores fontes de desequilíbrio climático.

O que aprendemos com tudo isso?

A pandemia nos ensinou que é possível transformar hábitos em escala global quando existe urgência.

Durante o isolamento, vimos menos carros nas ruas, mais trabalho remoto e uma redescoberta do valor dos espaços naturais.

Essas mudanças mostraram caminhos possíveis: mobilidade sustentável, eficiência energética e preservação ambiental não são utopias, são escolhas concretas.

Por outro lado, também aprendemos que as soluções precisam ser estruturais e permanentes, não apenas reações temporárias a crises.

Assim como uma febre é o sintoma de algo mais profundo, o aquecimento global é o sintoma de um sistema que precisa ser repensado — na forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com o planeta.

Referências:

O que são as mudanças climáticas? | As Nações Unidas no Brasil

Mudanças Climáticas e Meio Ambiente | UNICEF Brasil

Você sabe como os gases de efeito estufa aquecem o planeta?

Combustíveis fósseis são maiores responsáveis pelo efeito estufa — Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

É preciso dizer como os ambientes marinhos são essenciais ao equilíbrio da vida no planeta. Segundo reportagem da Natgeo de março deste ano, os oceanos:

– Produzem 70% do oxigênio da Terra;

– Armazenam enormes quantidades de carbono – 39 mil gigatoneladas;

– Fornecem 15% da proteína consumida no mundo e ainda;

– Regulam a temperatura global. 

Segundo a WWF o Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra que pode ser consequência de causas naturais e atividades humanas. Isto se deve principalmente ao aumento das emissões de gases na atmosfera que causam o efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

E eu com isso? 

Este fenômeno aumenta a frequência de desastres climáticos como inundações, tempestades, secas, nevascas e furacões, colocando em risco nós, humanas, dentro dos ecossistemas naturais, podendo até ocasionar a extinção de espécies.

Dicas de como virar o jogo das mudanças climáticas:

Em meio ao corona vírus foi em 16 de março o Dia Nacional de Conscientização sobre a Mudança do Clima. E nós, aprendendo cada vez mais que está tudo conectado, trazemos dicas de como virar o jogo das mudanças climáticas:

1-Apropriar do verde: integrar vegetação natural e promover espaço para a biodiversidade, sombreamento e contemplação. 

2-Dar visibilidade às águas: usar a água da chuva como recurso, proporcionar um solo permeável, tratar águas usadas com saneamento para todos. 

3-Valorizar a mobilidade limpa: priorizar veículos públicos não poluentes ou de baixa emissão, permitir a apropriação urbana dos pedestres e estimular meios de transporte coletivos e individuais sem emissões como metrô e ciclovias. 

4-Ocupar as cidades: incentivar a ocupação e uso de áreas já urbanizadas dando prioridade para pedestres, proporcionar mais segurança a partir do uso frequente dos espaço públicos. (respeitando, claro, o isolamento social do momento que vivemos)

5-Potencializar a energia limpa: introduzir em novos edifícios e nas reformas fontes de energia solar ou outras matrizes renováveis; criar programas de governo para maior incentivo ao uso dessas tecnologias.

6-Contribuir com a economia circular: apoiar e praticar a gestão de resíduos para reciclagem e logística reversa; incentivar e fazer a escolha de produtos e serviços locais e agroecológicos; e elevar a consciente de um consumo mais sustentável. 

Vamos juntos?

Com a extensão e biodiversidade que o Brasil tem não precisaríamos derrubar nenhuma árvore ou ameaçar nenhuma terra indígena ou de povos tradicionais. 

O espaço urbano, a arquitetura, o agronegócio ou qualquer outro setor ou negócio não precisa ser destruidor. São inúmeras tecnologias, inovações e o resgate de processos antigos de baixo impacto que já permitem o desenvolvimento sustentável. A nova economia é possível com preservação, geração e distribuição de riquezas. 

A seguir conceitos importantes ligados a economia dentro desse contexto:

Economia Verde

Segundo o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente Onu Brasil é uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz, significativamente, riscos ambientais e escassez ecológica.

Economia Circular

Segundo a Fundação Ellen Macarthur Foundation esta economia considera a integridade geral do sistema considerando, efetivamente, todos os negócios envolvidos no setor – grandes e pequenas empresas, organizações e indivíduos, global e localmente. Além de ser um avanço frente à economia linear, considera uma mudança sistêmica que cria resiliência a longo prazo, gerando oportunidades de novos negócios e fornecendo benefícios ambientais e sociais. 

Ou seja, uma economia integradora de negócios com minimização de impactos negativos. E você, é a favor destes modelos de economia?

No dia do 1º Webinar ESFera Digital – Economia Verde: Tecnologias e Soluções, promovido pela ONG Engenheiros Sem Fronteiras, a Casa Zero marcou presença em um encontro que reuniu ideias transformadoras e iniciativas que buscam alinhar o desenvolvimento humano, tecnológico e ambiental.

O evento aonteceu de forma online e teve a participação de Samuel, diretor-geral da ONG, Beatriz Zschaber e Jade Alves, participantes da ONG, que destacaram a trajetória do Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Belo Horizonte, uma organização que desde 2015 atua em projetos de impacto social, beneficiando mais de 3 mil pessoas com ações voltadas à melhoria da infraestrutura de comunidades. A abertura ficou por conta de Jade e Beatriz, que apresentaram a proposta do Webinar ESFera Digital: uma série de encontros que têm como objetivo aproximar pessoas, empresas e organizações comprometidas com a transformação social e a sustentabilidade.

Durante o debate, os convidados trouxeram reflexões profundas sobre o conceito de Economia Verde, ressaltando que ele vai além do aspecto ambiental — sendo também um instrumento de inclusão e redução das desigualdades sociais.

A arquiteta Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, e Beatriz Gasparini provocaram o público a (re)pensar soluções que vão além do óbvio, convidando à reflexão sobre como podemos reduzir a pegada de carbono em processos de construção, reforma e design. Essa visão reforça o propósito da Casa Zero: projetar e habitar de forma consciente, entendendo que cada escolha material e espacial tem impacto direto no planeta e nas pessoas.

Outros participantes trouxeram contribuições complementares e inspiradoras. Felipe Vitoriano destacou o avanço da energia fotovoltaica, uma fonte limpa, abundante e cada vez mais acessível. Já Laura Conrado Rodrigues e Graziely Mendes alertaram sobre os impactos da indústria da moda — a segunda mais poluidora do mundo — reforçando a urgência de adotarmos hábitos de consumo mais conscientes.

Victor Melo, fundador da PYPIV, compartilhou exemplos de como a engenharia pode colaborar com o desenvolvimento humano, citando a cidade sueca de Borås, que transformou o reaproveitamento de resíduos em uma fonte energética eficiente.

Durante sua fala, Luiza Franco reforçou que estamos vivendo a era da sustentabilidade. Para ela, é por meio das redes de conexão entre pessoas e ideias que conseguimos despertar em cada um a semente da transformação — uma consciência que nasce do coletivo e se manifesta em gestos sutis no cotidiano.

Assista à gravação completa do 1º Webinar ESFera Digital e mergulhe nesse diálogo sobre o futuro sustentável que queremos construir:

Veja os 7 pecados do “greenwashing” que os consumidores cada vez mais estarão atentos para não cair nessa: 

1- Esconder um aspecto negativo do produto com alguma outra vantagem ambiental

ex.: dizer que é resistente ao fogo, mas o produto ser altamente tóxico.

2- Falta de provas de informações ambientais do produto

ex.: relatar a % de conteúdo reciclado, mas não apresentar provas deste dado.

3- Informação subjetiva, abstrata ou generalista

ex.: alegar que o produto natural e esquecer que substâncias venenosas também são encontradas na natureza.

4- Selos para autodeclarar a sustentabilidade

ex.: fazer uma propaganda enganosa de selo “verde” no rótulo do produto.

5- Dar visibilidade ambiental a algo irrelevante

ex.: dizer que é isento de componentes tóxicos que já são proibidos por lei.

6- Denominar “verde” um produto de uma categoria altamente impactante

ex.: anunciar cigarro orgânicos.

7- Alegações ambientais falsas

ex.: mentir sobre a posse de algum certificado ambiental internacional.

“Greenwashing” é o termo em inglês para denominar uma prática de marketing enganosa usada para promover produtos e serviços.

A sustentabilidade de um produto ou serviço tem peso e carrega responsabilidade. O verdadeiro engajamento em ser sustentável é adotar práticas conscientes sem fazer uso do termo como uma propaganda disfarçada.

Vejam os problemas que esta prática pode trazer:

– Enganar consumidores de boa intenção ao adquirirem produtos e serviços que tenham maior impacto ambiental do que o imaginado.

– Colocar em risco o consumidor com prejuízos à sua segurança, saúde e bem estar.

– Banalização do termo “sustentável” enfraquecendo a sua verdadeira fundamentação.

– Colocar em risco a reputação da marca do próprio fabricante ou prestador de serviço.

Você acredita que já foi enganado desta forma?

Veja que a pergunta não é porque e sim por onde começar a Sustentabilidade. Concorda? Não faltam razões para querer garantir o “combo”: qualidade de vida, preservação ambiental e ganho financeiro.

Para simplificar a resposta do como, vamos dizer em alto e bom som: pelos gestos de sustentabilidade!

Devemos desconstruir o conceito de que a sustentabilidade é complexa e acreditar que existem caminhos possíveis iniciados a partir de uma ação verdadeira e bem planejada.

Debatido, estudado e analisado dentro de diversos encontros e acordos globais, o Desenvolvimento Sustentável hoje é definido pelos 17 objetivos da ONU Brasil para 2030 e é mais uma forma de apontarmos para este alvo.

A grande questão, que a Casa Zero observa e aplica em suas atuações, é a importância de desmistificar o termo, para assim revelar que há caminhos acessíveis para ações imediatas. 

Esta frase da foto é de Roberto Smeraldi . Ele é jornalista e contribui com publicações, ensaios e livros sobre desenvolvimento, sustentabilidade e políticas públicas e serve para você se inspirar.

Para ajudar, a seguir apontamos alguns benefícios possíveis a partir de um primeiro passo que você ou o seu  negócio pode dar: 

– Ter uma redução de 15% GRATUITAMENTE na sua conta de luz se já tiver um consumo médio mensal de 300 kWh ou mais sendo associado de uma Fazenda Solar.

– Ganhar DESCONTO de 3%, 5%, 10% ou mais no IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano – do seu imóvel se adotar práticas sustentáveis na edificação e a Prefeitura já está vigorando a lei relacionada ao IPTU Verde em seu município. 

– Criar ou remodelar seu negócio com estratégias sustentáveis e de baixo carbono, considerando que 61% dos consumidores estão preocupados com as mudanças climáticas e 54% acreditam fazer a diferença no mundo com as suas aquisições.* 

* pesquisa de tendências Euromonitor.

Qual movimento ou gesto sustentável você ou sua empresa estão planejando para agora? 

Em um mundo já ultrapassado pelo mercado competitivo com uma dinâmica que exige mudança, a Casa Zero reforça seu papel de contribuir para a formação de um mercado colaborativo com apoio a negócios de impacto e mais sustentáveis.

Cada pessoa e empresa que atue com intenção e ações similares às nossas, queremos nos conectar. Cada serviço e produto que oferecemos tem o papel de apoiar nossa rede de clientes e parceiros.

Qual mudança você preparou para o seu ano que podemos colaborar?

Na foto nossa boa lembrança de 2019 com a fala de nossa fundadora Luiza Franco na inauguração da Casa Baanko , em Belo Horizonte, na presença de grandes parceiros. 

Consultora, Palestrante, Empreendedora, Especialista em Sustentabilidade e Tecnologia, Mestre em Engenharia Civil, Arquiteta Urbanista. Agora esquece tudo isso. Hoje, queremos falar da pessoa que está por traz de um currículo, afinal não adianta nada se não houver paixão. Já ouviram falar disso, não é mesmo? E Luiza Franco traz este sentimento misturado com a determinação ao fundar a Casa Zero. Alguém que sempre se emociona ao fazer e falar de sustentabilidade. Abrir mão de clientes que queriam projeto somente por estética e dedicar à pessoas e negócios que apostam em gestos sustentáveis.


O LinkedIn contabilizou 10 anos e 2 meses de atuação profissional e no meio do caminho houve em mim muita inquietação. Como transformar projetos de pessoas e negócios não somente pela obrigação de leis; pelo prazer da estética e tendência; ou pelo retorno financeiro de um investimento? Nesta hora, o claro reconhecimento da minha inquietação veio no momento em que entendi como cada um destes objetivos, tão claramente apontados pelo mercado e pelo consumidor, podem ser, em conjunto, simples consequências de um único caminho: a sustentabilidade.


Se um lugar, produto ou serviço é verdadeiro no seu propósito (consequentemente atende a lei), se é para o bem de quem usufrui (consequentemente é belo), se é transformado por meio de ações sustentáveis (consequentemente é lucrativo). Assim surgiu a Casa Zero, oficialmente, há um ano. Com a competência técnica de projetar os desejos dos clientes de forma inspiradora, transformamos projetos de pessoas e negócios a partir dos gestos sutis de sustentabilidade.

Sou Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, e terei o prazer em apresentar nossas atuações se você já entendeu o poder da sustentabilidade.

A crise climática já começou e ela atinge a todos. Ontem, dia 28 de janeiro de 2020, foi um dia para ficar na história da cidade de Belo Horizonte. A verdade é que muitas vezes, em muitos outros lugares, em intensidades maiores ou menores, com perdas de vidas tantas vezes, a natureza nos alertou para a exaustão de atos viciantes do ser humano com o meio ambiente e o ambiente por ele construído. Tampamos os rios pela cidade e achamos isso normal. Damos prioridade para os carros deixando o cidadão ficar vulnerável ou refém dos engarrafamentos. Apreciamos a beleza de praias paradisíacas e ignoramos que todo o lixo produzido nelas e para elas viram ilhas de lixão em expansão pelos oceanos. Poderia continuar citando, mas você, assim como eu, nos viciamos em escolhas erradas do passado e temos a oportunidade de olhar para frente e reconstruir. Um gesto depois do outro. Afinal, um gesto de sustentabilidade começa em você, com suas escolhas.

O que fazer depois da chuva?

De ontem para hoje fiquei refletindo (e lendo muito) sobre as consequências devastadoras das chuvas para todos, independentemente da classe social. Que, tirando a intensidade histórica delas (vale uma pesquisa sobre mudanças climáticas), deveriam estar na boca do povo há muito tempo. Já perdemos vidas tantas vezes em áreas de risco onde existem ocupações irregulares daqueles que não tem oportunidade para habitação. Não é verdade?
Será que basta pensar que não deveríamos ter canalizado os rios?
No passado estrangulamos os cursos d’água no auge do desenvolvimento e ocupação das cidades.
Isso lá atrás era sinônimo de prosperidade, mas devemos pensar agora no que podemos fazer daqui para frente.
É muito empolgante imaginar um Belo Horizonte com o Rio Arrudas para lazer, barcos navegando, águas próprias para nadar, elevando ainda mais nosso poder turístico.
Outras cidades no mundo fizeram isso, como exemplo Paris com o Rio Sena e o Riverwalk em Chicago, mas cada cidade carrega sua história, seu tempo e SUA CULTURA.

Rio Sena – Paris

Riverwalk – Chicago

Neste momento eu me volto para vocês belo-horizontinos e brasileiros:

  • Você está preparado para não jogar lixo fora do lugar? Ou o poder público para
    oferecer saneamento básico para todos?
  • Você está preparado para abrir mão do carros e das vias? Ou o poder público
    para oferecer transporte público efetivo?
  • Você está preparado para abrir mão de áreas construídas para áreas verdes?
    Ou o poder público para oferecer programas de minimização da vulnerabilidade
    das cidades frente às mudanças climáticas?

Convido vocês a conectar a sua vida pessoal aos gestos sutis de sustentabilidade que
sempre falo e o seu negócio a elevar ações com real valor sustentável com a Casa Zero.

Por @luizafranco, fundadora da Casa Zero.

Fotos: Chloe S. (Paris), Gautam Krishnan (Chicago), Mariela Guimarães (Belo Horizonte)

Vim aqui falar de dois temas: Meio Ambiente e Dinheiro.

E já pergunto: Você acha que eles são incompatíveis?

Para apresentar a clara relação entre recurso financeiro e recurso ambiental trouxe dados relevantes da comparação entre edifícios que adotam estratégias reais na arquitetura e na construção para uma maior sustentabilidade e aqueles projetados e construídos de forma convencional.

Vejam os benefícios econômicos:

  • Redução do consumo de energia em 26% ou mais;
  • Redução do consumo de água em 30% ou mais;
  • Redução dos custos com manutenção em 13%;
  • Valorização do imóvel em 10%.

Isso significa, por exemplo:

  • Que um apartamento de R$800.000,00 passa a valer R$880.000,00;
  • Que um condomínio de R$1.000,00 passa a custar R$870,00;
  • Que uma conta de água de R$500,00 passa a custar R$350,00;
  • Que uma conta de energia de 700,00 passa a custar R$518,00.

Agora vai calculando estes benefícios ao longo dos meses.

E diga: Investir em sustentabilidade gera ou não gera dinheiro?

Contribuições ambientais

E não precisaria citar as contribuições ambientais e humanas como:

  • Redução dos níveis de emissões de CO2 em 33%;
  • Ambientes internos mais saudáveis proporcionando qualidade de vida e bem-
    estar aos ocupantes;
  • Aumento do índice de satisfação do usuário em 27%, o que representa maior
    produtividade;
  • Maior conservação de recursos naturais como energia e água;
  • Redução da geração de resíduos enviados para os aterros sanitários;
  • Incentivos fiscais e subsídios concedidos pelo poder público.

Se você já acreditava ou ficou convencido de que existe rentabilidade financeira com gestos ambientais, conecte-se com a Casa Zero. 

As estatísticas são baseadas em pesquisa realizada pela USGSA que identificou uma média de custos bem como dados do USGBC da certificação LEED.

Por @luizafranco , fundadora Casa Zero.