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Quando falamos sobre o futuro das cidades, é comum imaginarmos novas edificações, sistemas tecnológicos inovadores e soluções construtivas ainda não testadas. Mas, a partir da minha trajetória como arquiteta e urbanista, cheguei à compreensão de que: um dos caminhos mais eficientes para cidades mais resilientes frente às mudanças climáticas está justamente naquilo que já está construído.

O ambiente construído, especialmente os edifícios históricos e os centros urbanos consolidados, desempenham um papel central nas estratégias de mitigação e adaptação climática. E o Conjunto Governador Kubitschek, mais conhecido como Edifício JK, em Belo Horizonte, é um exemplo emblemático dessa reflexão.

O Edifício JK: uma cidade dentro da cidade

Projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950, a pedido de Juscelino Kubitschek e do empresário Joaquim Rolla, o Edifício JK nasceu com uma visão extremamente avançada para sua época. Ele foi concebido como um espaço de uso misto, integrando habitação, comércio, serviços, lazer e cultura em um único conjunto arquitetônico.

São dois edifícios perpendiculares, um de 36 e outro de 24 andares, contemplando mais de mil apartamentos e uma diversidade de tipologias que refletem um ideal de convivência, coletividade e diversidade social. Um conceito que pulsa até hoje e que continua sendo uma grande demanda no modo como projetamos e vivenciamos as cidades contemporâneas.

Tive a oportunidade de participar, como arquiteta urbanista, do grupo de trabalho do processo de tombamento do edifício, concluído em 2022. Esse processo foi, acima de tudo, uma chancela de algo que a cidade e seus moradores já reconheciam: a relevância histórica, cultural, arquitetônica e urbana do conjunto.

E destaco, o tombamento não deve ser entendido como um impedimento à transformação, mas sim como uma proteção contra a distorção. Ele preserva a identidade do edifício, sua volumetria, fachadas e relação com a cidade, mas ao mesmo tempo em que permite adequações internas essenciais para segurança, funcionalidade, conforto, eficiência energética, infraestrutura e sustentabilidade.

Preservar patrimônio não é olhar para trás e, sim, agir para um futuro com responsabilidade.

Requalificação urbana e mudanças climáticas

Cidades resilientes são aquelas capazes de se adaptar, resistir e se transformar diante de mudanças sociais, econômicas e climáticas. E essa resiliência passa, necessariamente, pela forma como lidamos com os edifícios existentes.

Reformar imóveis desocupados, promover retrofits em edificações abandonadas e requalificar áreas em centros urbanos são estratégias relevantes porque:

  • reduzem deslocamentos diários;
  • fortalecem a caminhabilidade;
  • ativam o espaço público;
  • promovem diversidade social;
  • diminuem emissões de gases do efeito estufa;
  • minimizam impactos socioambientais;
  • contribuem para a minimização das ilhas de calor;
  • reforçam a segurança urbana a partir do uso contínuo dos espaços.

O Edifício JK, como exemplo, está inserido no hipercentro de Belo Horizonte, em um território já servido por infraestrutura, transporte, equipamentos culturais e serviços. Valorizá-lo e qualificá-lo é potencializar tudo aquilo que a cidade já oferece, com menos impacto ambiental.

A experiência prática da Casa Zero

Nesse contexto, a atuação da Casa Zero foi especialmente significativa. Tivemos a oportunidade de realizar duas reformas de apartamentos no Edifício JK. Experiências que reforçaram minha convicção de que essa atuação no setor construtivo é um caminho essencial para cidades mais sustentáveis.

Mais do que reformar imóveis, essas intervenções representam a ativação do centro urbano, trazendo mais pessoas para viver a cidade. Além disso, quando docente, levei dezenas de estudantes para apresentar a história do edifício JK e sua inserção no Conjunto Urbano da Praça Raul Soares. Foi uma experiência extremamente enriquecedora, permitindo que futuros arquitetos, urbanistas e engenheiros compreendam, na prática, a relação entre arquitetura, patrimônio e cidades.

Conhecer o espaço é fundamental para viver, projetar e empreender melhor.

Quando falamos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, não podemos ignorar o papel da arquitetura, do urbanismo, da construção civil, dos negócios alinhados aos pilares ESG e das instituições educacionais na formação de uma cultura mais consciente.

O futuro das cidades não começa do zero. Ele começa com decisões responsáveis sobre o que já existe. Quero demonstrar, com esse recorte urbano, que é possível unir história, inovação e sustentabilidade para construir cidades mais resilientes.

Acesse, no link, uma entrevista que participei falando exatamente sobre este tema:

A Casa Zero é um ponto de partida promissor para quem acredita na força dos gestos sustentáveis no ambiente construído. Somos uma empresa que promove a cultura da sustentabilidade de forma simples e acessível a partir de consultorias, palestras e realização de projetos para pessoas e negócios. Acreditamos que a sustentabilidade é possível com economia e rentabilidade integradas à aplicação de gestos ambientais e sociais.

Auxiliamos pessoas, negócios e profissionais da arquitetura e construção na seleção de produtos, serviços e tecnologias que potencializam a minimização de impactos e o caminho para uma sustentabilidade. Este apoio contempla a análise da qualidade técnica, o investimento e os benefícios.

Funcionamos como um radar de mapeamento contínuo e não temos exclusividade em nenhuma marca, empresa ou fornecedor. Com este apoio os clientes têm acesso ao que tem de mais inovador e eficiente no mercado para auxiliar na sua decisão de aquisição.

Para apoiar boas escolhas de tecnologias na aplicação, em projetos ou edificações existentes, oferecemos nossa experiência para os clientes fazerem as melhores escolhas. 

  • O conhecimento especializado, que se torna pertinente em um mercado cada vez mais inovador e com o lançamento frequente de novas tecnologias, produtos e serviços.
  • A otimização, podendo ser feita em um projeto arquitetônico existente ou a partir da realização de um desde o início. Com nosso conhecimento em tecnologia e sustentabilidade, indicamos estratégias arquitetônicas e construtivas que geram mais rentabilidade, qualidade e saúde para as pessoas.
  • Assessoria de clientes que já tenham um arquiteto escolhido para apoiar a introdução destas estratégias.

Abaixo um feeback! Essa foi para apoiar uma pessoa da área de arquitetura que queria embasamento em estratégias mais eficientes e de baixo impacto no seu projeto.

A Casa Zero desmistifica a sustentabilidade. Gestos sustentáveis para reduzir custos e dar rentabilidade para sua empresa e ainda aproximar as pessoas da natureza.

Vamos começar juntos a descomplicar?

Li outro dia o TED Talks (@ted) do Michael Porter, Professor de Estratégia de Negócios na Harvard University e ele disse algo mais ou menos assim: 

“Os negócios não lucram ao causarem problemas sociais e ambientais…Na verdade os negócios lucram com as soluções dos problemas sociais e ambientais”. 

Há uma urgente necessidade global de rever o modelo dos mercados e as práticas de consumo e comportamento humanos. Em função das mudanças climáticas, os negócios são a grande força para dar escala a uma nova economia com desenvolvimento sustentável.

Hoje reduzir a poluição e as emissões está gerando lucro. Economiza dinheiro e faz as empresas serem mais produtivas e eficientes. 

Então, como aproveitar o poder dos negócios para resolver os problemas que enfrentamos hoje? 

Apostar em negócios de empresas que geram impacto social e ambiental positivo! Dar prioridade para o consumo de conteúdo, produtos e serviços destes e, se você representa uma empresa com este espírito, ter a prática da colaboração e não da competição.

“Propósito, acima de tudo, é o motor da lucratividade no longo prazo.” Laurence D. Fink, CEO da Black Rock

Devemos discordar do CEO da BlackRock, a maior gestora de investimentos do mundo.

No mercado de CURTO prazo não haverá espaço para empresas que não prevejam riscos ambientais e sociais para além do cumprimento de leis. E mais, que já façam destes segmentos valor de negócio, acima do lucro.

As manchetes do momento atual trazem questões urgentes de um tempo passado e que hoje são escancaradas por uma crise mundial. O recorte que a Casa Zero faz aqui não tem a intenção de assustar, pelo contrário, dar destaque a uma mudança de rota inevitável e POSSÍVEL para uma nova economia. Não há mais espaço para negócios que não se posicionem com o viés do impacto social e ambiental. Não há mais pessoas influenciadoras – todos nós somos – que não queiram entender o seu papel local frente a um mundo globalizado.

Se você é engajado no consumo consciente ou sabe que os negócios da nova economia só darão rentabilidade a partir de um posicionamento decisivo em estratégias sustentáveis, as informações deste post são para você!

Conforme pesquisa da Global web index de 2018, especialista em tendência de mercado, os consumidores estão cada vez mais a procura de serviços e produtos sustentáveis.

Vejam o que os dados revelam:

61% dos Millennials (24 a 37 anos) concordam em pagar mais por um produto eco-friendly seguidos por

55% da Geração X (38 a 56 anos) e

46% dos Baby Boomers (57 a 66 anos).

De toda forma, independente da sua geração, informamos que você está na Era da Sustentabilidade.

Imagem: Uğur Gallenkuş

A pandemia antecipa mudanças que já estavam em andamento para a era da sustentabilidade. Potencializar o uso da tecnologia, criar formas mais flexíveis de trabalho, responder e se posicionar frente às cobranças do consumidor, se manter de pé somente as empresas que sejam responsáveis do ponto de vista social e ambiental.

Agora não há mais sentido uma sociedade de alto consumo e lucro a qualquer custo. O consumo consciente e a o engajamento das pessoas ao desenvolvimento sustentável ganharam vez.

É nisso que a Casa Zero acredita.
Se você está com a ideia de um novo modelo de negócio e sabe que a economia em evolução tem a perspectiva da sustentabilidade, essa novidade é para você.

A Casa Zero fez uma parceria com a Sou minha. Criamos uma assessoria conjunta para novas empresas ou reestruturações de negócios. Você terá a capacitação profissional para estruturar seu negócio e ainda planejar estratégias com geração de impacto positivo para colaboradores, comunidade e meio ambiente.

Veja um pouco do que abordamos para você ser protagonista de um negócio sustentável:

  • Gestão ambiental
  • Compras mais sustentáveis
  • Escolha de fornecedores e parceiros
  • Definição de insumos, materiais e embalagens
  • Planejamento do espaço
  • Conteúdo de marketing

Então, se você se encaixa nesta momento, entre em contato!

No dia 19 de novembro de 2020, aconteceu o She’s Tech Conference, o maior evento do Brasil dedicado a fortalecer a presença feminina no setor da tecnologia. O movimento She’s Tech tem como missão inspirar, engajar e capacitar mulheres a se destacarem em carreiras e negócios de base tecnológica, construindo uma rede de apoio que une inovação e propósito.

Durante o evento, Ana Luiza Tunes, Luiza Franco e Paula Cardoso compartilharam suas trajetórias e reflexões sobre como a tecnologia pode impulsionar a responsabilidade compartilhada e contribuir para o desenvolvimento das cidades sustentáveis, em alinhamento com o Objetivo 11 da Agenda 2030 da ONU.

Paula Cardoso, fundadora da Leal Sustentabilidade, destacou como a transição de carreira e a maternidade a inspiraram a repensar o legado que deixaria para o filho, transformando desafios em propósito. Hoje, ela aplica soluções tecnológicas, como por exemplo usar o biodigestor que transforma matéria orgânica em biofertilizante. Esse sistema contribui de forma significativa para a sustentabilidade, oferecendo destinação adequada aos resíduos, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa e promovendo dignidade a comunidades sem acesso ao saneamento básico, ao evitar o descarte irregular em rios. O biogás gerado pode ainda ser aproveitado em fogões e sistemas de aquecimento, reduzindo custos e estimulando a economia circular.

Ana Luiza Tunes, engenheira ambiental e cofundadora do Tunes Ambiental, ressaltou a importância do olhar técnico aliado à sensibilização social. Em sua vivência profissional — sendo muitas vezes a única mulher em campo —, ela reforça a necessidade de ampliar o espaço feminino na ciência e na tecnologia, mostrando que conhecimento e inovação não têm gênero.

Luiza Franco, arquiteta e urbanista, fundadora da Casa Zero, trouxe uma visão integradora entre arquitetura, engenharia e sustentabilidade. Ela apresentou como utiliza simulações computacionais, tecnologias vernaculares e consultorias técnicas para otimizar o desempenho ambiental das edificações e fortalecer a relação entre a natureza e o espaço construído. Para ela, a sustentabilidade é o agora — e cada gesto conta.

Durante a conversa, Luiza também apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta educativa criada pela Casa Zero que traduz ações simples e aplicáveis em empresas e na vida cotidiana, estimulando pequenas atitudes que, somadas, geram grandes transformações.

O She’s Tech Conference e as palestrantes reforçaram como a tecnologia e soluções baseadas na natureza são um campo de colaboração socioambiental. Quando mulheres ocupam esse espaço com propósito, inovação e sensibilidade, elas ajudam a redesenhar o futuro — mais inclusivo, inteligente e sustentável.

Assista à conversa completa e inspire-se com as vivências dessas mulheres que estão transformando o mundo através da tecnologia:

Qual o seu olhar sobre as construções? Qual a importância você dá para a arquitetura?

Nós acreditamos que a arquitetura não basta ser bela e as construções não funcionam só para ficar de pé.

O ambiente construído deve servir para:

– acolher pessoas
– trazer conforto
– favorecer a saúde
– ser durável
– trazer segurança

Antes da popularização do termo arquitetura sustentável, nós – usuários ou profissionais – do ambiente construído, devemos ter conhecimento de outros conceitos.

Arquitetura Vernacular: possui o “enraizamento” com a terra, o forte caráter rural, o sentido utilitário, a integração com o meio, a não introdução de novidades gratuitas; o sentido de comunidade; a técnica e os materiais pertencentes a uma era pré-industrial. (Carlos Flores, 1985)

Arquitetura Bioclimática: inclui as condicionantes locais do clima, explorando suas vantagens e evitando seus extremos, tendo como objetivo o conforto ambiental dos usuários, porém com baixo consumo de energia. (Roberto Lamberts, 1997)

Arquitetura Durável: considera todas as atividades ligadas à cadeia produtiva de espaços e ideias e comprometidas com a permanência da qualidade ambiental da vida humana e do planeta. (João Diniz, 2010)

Em certos pontos os conceitos se relacionam, mas o importante mesmo é ter fundamentação ao aplicar qualquer estratégia arquitetônica ou construtiva, deixando para segundo plano a preocupação de qual conceito possa carregar.

Na foto acima um projeto da Casa Zero construído em uma fazenda no município de Moeda (MG).

Tão comum quanto ter portas e janelas, uma edificação necessita, cada vez mais, incorporar elementos essenciais que contribuam com a sustentabilidade, como soluções para eficiência energética.

As placas solares no topo de prédios e casas estão sendo vistas com mais frequência, mas você sabe para que elas servem?

Usualmente existem dois tipos:

Placa fototérmica:
Transfere o calor da radiação solar para a água. Pode reduzir o gasto de energia com chuveiros ou aquecedores de piscinas.

Placa fotovoltaica:
Converte a radiação solar em energia elétrica por meio da ação, geralmente, de células de silício. Pode gerar energia para qualquer equipamento e sistema elétrico na edificação.

As pessoas muitas vezes as confundem e, hoje em dia, ainda deparam com o conceito de fazendas solares e energia distribuída. Nós, da Casa Zero, podemos te auxiliar a ter uma economia de até 95% da sua conta de luz.

Qual palavra tem mais significado para você?

Esta foto acima, tirada pela Luiza Franco fundadora da Casa Zero, estava pintada em um dos corredores do curso de arquitetura, urbanismo e engenharias do Centro Universitário UNA. E elas, já em 2016, ecoavam na cabeça dos seus alunos que hoje, certamente, são colegas de profissão.

Naquela época não era possível desconectar nenhuma delas daquele contexto passado e, revendo a foto hoje, continuamos vendo a sintonia delas e o peso que carregam na atualidade do tema deste artigo. Significados de muitas palavras que expressam a responsabilidade passada, presente e futura de (re)criar o dentro e fora de nossa Casa como se começasse do Zero.

A semana do meio ambiente começa hoje e marca uma data especial: 5 de junho, dia MUNDIAL do meio ambiente criado pela Assembléia das Nações Unidas em 1972. O momento é histórico e a data é comemorada por milhares de comunidades ao redor do mundo. Vamos celebrar com gestos sustentáveis também?

O intuito é despertar a importância da sintonia de ações mundiais para a preservação dos recursos naturais. A proteção do conjunto de sistemas ecológicos do planeta, que é a nossa casa. 

Somos 8 bilhões de pessoas ocupando o planeta Terra e consumindo recursos sem parar. Se não mudarmos nossos hábitos serão descartados 1,3 bilhão de toneladas de plástico nos solos e águas até 2040.

Gestos sutis de Sustentabilidade

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Com isso questionamos:
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Qual gesto de sustentabilidade você vai praticar hoje?
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🚫 Não usar materiais plásticos descartáveis.
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♻️ Destinar o lixo reciclável para uma associação de catadores ou instituição especializada.
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🍌 Separar o lixo orgânico e compostar.
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🌳 Plantar uma árvore ou cultivar uma horta.
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🥕Se alimentar sem fontes de origem animal.
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🚲 Se deslocar sem transporte poluente.

A Casa Zero quer ajudar você a se reinventar com mais criatividade pela sustentabilidade neste momento de pandemia.

Criamos um baralho com 31 gestos sustentáveis para serem sorteados. Depois é só criar um plano de realização em seu dia, sua semana, seu mês, seu ano. Para a vida toda! O baralho de gestos sutis de sustentabilidade pode ser usado individualmente para criação de novos hábitos ou de forma interativa com grupos – atualmente de forma online – para desafios e experiências.

Vai servir para inspirar todos: adultos, colaboradores de empresas, crianças, a família toda!

Dê um print na tela e sorteie o primeiro gesto sutil de sustentabilidade que você vai adotar:

Se você gostou do nosso (desem)BARALHO de Gestos Sutis de Sustentabilidade, adquira um exemplar físico no nosso Mercado de Gestos Sustentáveis !

27 de maio é comemorado o dia nacional da Mata Atlântica e o convite da Casa Zero é para você pensar que essa floresta:

– É necessária para a biodiversidade de animais e plantas;

– Garante um equilíbrio climático da sua região;

– Minimiza a poluição, ou seja, captura gases poluentes emitidos pelo homem;

– Proporciona a você a verdadeira integração com a natureza.

E nos ambientes urbanos você apoia esta causa valorizando um paisagismo de espécies nativas do local; apoiando sistemas agroflorestais; conhecendo e disseminando a agricultura urbana; integrando espécies de plantas naturais nos espaços construídos; apoiando instituições e ONGs que são as vigilantes do nosso maior jardim, as florestas.

Nossos tão falados gestos de sustentabilidade ganham força quando entendemos que não devemos só esperar posicionamento político.

Como pessoas e realizadores, com o trabalho e os negócios, temos o papel de transformar, positivamente, nosso ambiente. Só assim teremos certeza de que nosso movimento irá transformar o mundo, como um trabalho em equipe.

Afinal, você quer ou não quer a perpetuação de gestos mais sustentáveis?

Uma agradecimento a Wangari Maathai que se tornou a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

Se a floresta longe tem tanta importância, já se perguntou como lidar de forma mais consciente com a nossa conexão com a natureza imediata?

Com a extensão e biodiversidade que o Brasil tem não precisaríamos derrubar nenhuma árvore ou ameaçar nenhuma terra indígena ou de povos tradicionais. 

O espaço urbano, a arquitetura, o agronegócio ou qualquer outro setor ou negócio não precisa ser destruidor. São inúmeras tecnologias, inovações e o resgate de processos antigos de baixo impacto que já permitem o desenvolvimento sustentável. A nova economia é possível com preservação, geração e distribuição de riquezas. 

A seguir conceitos importantes ligados a economia dentro desse contexto:

Economia Verde

Segundo o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente Onu Brasil é uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz, significativamente, riscos ambientais e escassez ecológica.

Economia Circular

Segundo a Fundação Ellen Macarthur Foundation esta economia considera a integridade geral do sistema considerando, efetivamente, todos os negócios envolvidos no setor – grandes e pequenas empresas, organizações e indivíduos, global e localmente. Além de ser um avanço frente à economia linear, considera uma mudança sistêmica que cria resiliência a longo prazo, gerando oportunidades de novos negócios e fornecendo benefícios ambientais e sociais. 

Ou seja, uma economia integradora de negócios com minimização de impactos negativos. E você, é a favor destes modelos de economia?

Os humanos podem ficar 3 semanas sem comida, 3 dias sem água, mas apenas 3 minutos sem ar.

Estes dados impactantes são para trazer uma reflexão ainda maior do momento em que vivemos e nos colocar atentos sobre o papel da arquitetura e da construção na saúde das pessoas.

A proliferação de vírus e bactérias e, consequentemente, a vulnerabilidade das pessoas às doenças depende, em grande parte, de qualidade do ar dos ambientes que construímos. 

Para superar isso, precisamos de quantidades adequadas de iluminação, umidade e temperatura que, somados, contribuem para uma arquitetura saudável. 

A crise que vivemos nos revela a necessidade de apostarmos na arquitetura não somente pela estética, mas naquela que adota critérios técnicos para dimensionar as necessidades dos ambientais, garantindo qualidade do ar, saúde e bem estar para as pessoas. 

Já pensaram na importância disso? Na foto um projeto construído da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável. 

MONTAGEM ENERGIA X MUDANÇA CLIMÁTICA X PROFISSIONAIS

Como projetistas de edificações e de planejadores urbanos, estes profissionais se tornam grandes responsáveis pela definição dos meios de geração e consumo de toda a energia necessária para operar os ambientes construídos. O que considera ainda a influência sobre os transportes entre as edificações.

Contudo, usamos, ainda hoje, muita matriz energética advinda dos combustíveis fósseis e eles são grandes responsáveis pela emissões de gases do efeito estufa, diretamente relacionadas com o aquecimento global.

Para minimizar os efeitos das mudanças climáticas é necessário que mais profissionais e pessoas apostem na aplicação de instrumentos pela sustentabilidade, com matrizes de energia limpa e renovável, para nossas construções e espaços.

Só assim garantiremos economia de energia e ainda qualidade de vida e maior produtividade para as pessoas. 

*Fonte: Hum Heywood – 101 regras básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético

Você já pensou que nós permanecemos 90% do nosso tempo em ambientes fechados?

Em tempos de isolamento social, com contato ainda mais restrito com o ambiente externo, muitos passam a notar como a entrada de luz e ventilação naturais são indispensáveis.

É necessário entender a importância da interação das construções com a luz solar e as condições ambientais naturais para garantir qualidade de vida para as pessoas.

O sol, a água e o vento impactam na vida das pessoas e para lidar com eles não basta, por exemplo, colocar janelas para abrir e fechar. Qualificar e quantificar esses elementos projetando estratégias eficientes é necessário para garantir uma arquitetura mais saudável.

Ainda, quando o arquiteto sabe dimensionar a quantidade de luz e ventilação, associados à tecnologias como o sistema de ar-condicionado, quando necessário, garantem economia de investimentos e no seu uso.

Você sabia que um imóvel vale, em média, 5% a mais se bem iluminado? Na foto um ambiente interno bem iluminado naturalmente de um projeto da Casa Zero alinhado às estratégias de uma arquitetura mais saudável.

* Dados de Christoph Reinhart do MIT Construction Technology em Cambridge (EUA)

Fato é que a natureza sempre se manifesta frente a alguma alteração na sua dinâmica. Condutas políticas, sociais e econômicas podem causar catástrofes ambientais. Essas são relatadas desde as primeiras ocupações humanas no mundo.

Já houve o desequilíbrio hídrico na época da civilização mesopotâmica ou a seca prolongada no período da civilização maia, para citar dois exemplos.

E o homem, único ser dotado de racionalidade e sendo parte integrante do ecossistema chamado Terra, tem o dever de impedir estas drásticas alterações no meio ambiente.

Você acha que suas pequenas atitudes podem influenciar nessas alterações ambientais?

Hoje em dia fala-se muito em sustentabilidade e este termo ficou banalizado quando há algum intuito ambiental, como dizem, uma intenção de prática “verde”.

A palavra “sustentável” significa aguentar, suportar e “sustentabilidade”, por sua vez, traz em seu significado dois termos muito usados em movimentos ecológicos da nossa história: apoiar e promover. O que nos remete à necessidade de realizar e disseminar ações de desenvolvimento em prol do meio ambiente.

Mas afinal, para você, a sustentabilidade é aplicável na atual dinâmica das cidades?

Antes de dar uma resposta é preciso saber que nossas cidades também compõem o meio ambiente e ainda entender o conceito de desenvolvimento sustentável.

O termo “Desenvolvimento Sustentável” começou a ser citado lá em 1987, no documento Nosso Futuro Comum, também conhecido como Relatório Brundtland, elaborado por uma Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. O documento publicou as iniciativas necessárias frente ao modelo de crescimento dos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, apresentando os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas.

Nada disso é novidade e na Casa Zero acreditamos que o progresso da sociedade tem que ser imediato. Pessoas e negócios podem construir caminhos a partir de gestos sutis de sustentabilidade criando cidades mais inteligentes e negócios de impacto social e ambiental positivos.

A seguir listamos o que acreditamos ser algumas das principais características de uma cidade para ser chancelada “cidade verde” na busca pelo desenvolvimento sustentável:
– Possuir incentivos fiscais para o cidadão ou empresa que adote estratégias, na habitação ou na sede, de eficiência energética ou mitigação de impactos ambientais.
– Operar mecanismos urbanos de priorização dos transportes coletivos ou individuais que não emitam gases do efeito estufa.
– Adotar políticas públicas que auxiliem na gestão de resíduos urbana e logística reversa da indústria.
– Operar tecnologias que auxiliem no diagnóstico de impactos urbanos na dinâmica territorial das cidades para tomada de medidas cada vez mais agéis e assertivas.

Por Luiza Franco, Fundadora da Casa Zero.