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Por esta foto, tirada no início dos anos 2000 por TucaVieira, é trazido à tona o contraste do acesso à habitação formal e de qualidade. A imagem da zona sul de São Paulo, no bairro Paraisópolis, retrata bem o que acontece por todo o mundo.

Mas não podemos falar só dos problemas, devemos trazer soluções. Imaginem um modelo de habitação social com práticas sustentáveis que ainda reduza os impactos ambientais do depósito de resíduos da indústria.

Fundadora da Casa Zero, @luizafranco foi autora principal de um artigo de publicação científica internacional junto a outros pesquisadores integrantes do Laboratório de Materiais da Construção Civil da Universidade Federal de Ouro Preto, o Grupo Reciclos.

O artigo completo encontra-se no portal da Elsevier, revista Sustainable Cities and Society e você pode ter o acesso clicando aqui.

Já pensou no desenvolvimento de produtos que consumam menos energia ou reduzam a geração de lixo quando é pensado o seu design? Estes são alguns dos critérios do Ecodesign.

Fatores ecológicos são fundamentais para a concepção, fabricação, uso e descarte de produtos visando equilibrar as atividades produtivas e a preservação dos recursos naturais que mantém nossas cidades.

O método do Ecodesign é um caminho para que o mercado ofereça materiais com viés sustentável para a arquitetura e a construção.

A Casa Zero disponibiliza Palestras sobre este tema e outros que ainda vamos mostrar por aqui.

Na foto do Archdaily detalhe do elemento modular, tipo cobogó, concebido pelo artista austro-americano Erwin Hauer para a Casa Cobogó do Studio MK27 de Marcio Kogan e Carolina Castroviejo.

Você acredita que tem muita gente que ainda não sabe o quanto a arquitetura e os materiais usados em uma construção podem influenciar na saúde delas?

Quando bem escolhidos e aplicados, elementos construtivos podem favorecer o conforto das pessoas e ainda reduzir o consumo de energia de uma edificação. Um produto muito útil para favorecer a ventilação e iluminação naturais, dar privacidade, sombrear e ainda dispensar o uso de ar-condicionado é o Cobogó.

Este elemento vazado, que traz muita beleza na arquitetura, foi criado na década de 1920 em Recife para auxiliar na regulação térmica do calor nordestino. Porém deve sempre ser aplicado com técnica para garantia da eficiência. Não são indicados em condições de grandes cargas de compressão na estrutura e dependem da orientação solar e das correntes de ar. Neste último caso, para garantir o desempenho térmico e a iluminância recomendadas dos ambientes. E, lembrem-se, em regiões muito frias e com qualidade de ar imprópria, não são uma boa pedida.

O que você mais repara quando admira um edifício ou residência? Sua forma? Seu tamanho?

Olhando o conjunto de uma edificação as pessoas deveriam admirar muito além do seu porte ou volume arquitetônico. Uma construção de qualidade deve prezar aspectos relevantes para a saúde das pessoas que irão frequentá-la. Deve garantir o conforto ambiental a partir de boas escolhas de materiais e tecnologias. E, mais ainda, praticar gestos de sustentabilidade que promovam contribuições sociais para a comunidade envolvida e que minimizam impactos ambientais do processo construtivo.

Para isto, existem selos concedidos às edificações que cumprem estratégias de projeto e construtivas para a sustentabilidade. A Casa Zero é uma consultoria especialista em certificações para construções sustentáveis, incluindo o selo americano LEED da USGBC.

Por Luiza Franco, Fundadora Casa Zero.

Fotos Nelson Kon postadas no Archdaily e projeto arquitetônico Studio MK27.

Reforma apartamento Edifício JK em Belo Horizonte

Esta foi a reforma de um apartamento no famoso Conjunto JK localizado em Belo Horizonte (MG). O edifício é ícone da Arquitetura Moderna com projeto de 1952 do arquiteto modernista Oscar Niemeyer. Sua história surpreendente passa pelos desafios construtivos de quase 20 anos de obras até sua inauguração e pela utopia, da época, de abranger em um único projeto habitações, restaurante, boate, lojas, terminal rodoviário e até um museu. Atualmente, um de seus imóveis ganhou maior valorização a partir da adoção de diversos gestos de sustentabilidade impulsionados pela Casa Zero. Suíte com elétrica renovada e aparente Sala de estar com pé direito alto e concreto aparente Sala de estar integrada à cozinha Integração ambientes e fachada envidraçada

No projeto foi proposta a integração da cozinha com a sala e o acréscimo de outro banheiro, além de ser feita toda renovação dos sistemas elétricos e hidráulicos. O novo arranjo dos ambientes passou a valorizar ainda mais a vista da fachada toda envidraçada para habitar um casal que adora receber visitas.

Planta de layout

Os 70 m2 deste apartamento foram ainda mais potencializados com a adoção de estratégias visando a otimização e a sustentabilidade na concepção, construção e pós-ocupação a partir  da atuação da Casa Zero. Confira a seguir alguns dos gestos de sustentabilidade aplicados:

  • Layout
    planejado: associado à contribuição da entrada de iluminação e ventilação
    naturais, além de otimização dos fluxos de deslocamentos pelos ambientes.

  • direto alto: aproveitamento máximo da altura do pé direito e alívio de cargas
    com retirada de lajes para rebaixamentos.
  • Estrutura
    de concreto aparente: valorização da história da arquitetura e construção,
    redução na compra de novos materiais e facilidade em manutenção futura.
  • Sistema
    de iluminação calculado: garantia de qualidade da iluminação à demanda com
    eficiência energética.
  • Elétrica
    renovada e aparente: facilitação e economia em manutenções futuras, redução na
    geração de resíduos.
  • Hidráulica
    renovada: sistemas atualizados para minimização do consumo e do desperdício de
    água.
  • Versatilidade
    de uso banheiros: permitindo ser suíte com banheiro duplo ou suíte e banheiro
    social individualizados.
  • Bancada
    móvel com rodízio: versatilidade na composição dos ambientes, trazendo
    amplitude ou integração de acordo com a conveniência.
  • Área
    de serviço e equipamentos planejados: facilitação de operação no dia a dia,
    separação de ambientes social e de serviço, além de incentivo à minimização de
    desperdício e resíduos.
  • Estudo
    do dimensionamento e paginação revestimentos: minimização de sobras de
    materiais e redução da geração de resíduos.
  • Recuperação
    de piso existente em madeira nobre: redução na compra de novos materiais.

Antes e depois da reforma

Veja ainda o vídeo com o antes e depois da reforma do apartamento:

Por Luiza Franco, fundadora da Casa Zero.

Propósito

Fundadora da startup @casazero, @luizafranco é formada em Arquitetura e Urbanismo ‪há 10‬ anos com atuações profissionais sempre ligadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. Durante a sua vida acadêmica como professora na graduação e pós- graduação, Luiza percebeu que, além das imposições de novos modelos de mercado, uma cultura sustentável e de transformação social ocorre através de atitudes inspiradoras. Foi assim que descobriu que o seu propósito profissional já estava projetado nas suas ações pessoais, no que ela considera ser os seus gestos sutis de sustentabilidade.

Gestos Sutis de Sustentabilidade

A Casa Zero é um ponto de partida promissor para quem acredita na força dos gestos de sustentabilidade no ambiente construído. Acreditamos que projetar e construir é possível com economia e rentabilidade financeira sem faltar a aplicação de gestos ambientais e sociais. Apostar na arquitetura e construção com esta sensibilidade
é um caminho sem volta, direcionado para o desenvolvimento sustentável. Nosso papel é inspirar cada vez mais pessoas e negócios com #gestossutisdesustentabilidade e assessorar quem quer projetar ou construir.


Consultoria em Arquitetura e Construção Sustentável

Como Articuladora de Sustentabilidade, @luizafranco presta consultoria, ministra palestras e realiza projetos para pessoas e negócios. Pela Casa Zero ainda assessora escritórios de arquitetura e construtoras para alcance de eficiência, conforto e qualidade ambiental no ambiente construído. Seja projeto ou construção a consultoria tem por propósito a disseminação de uma arquitetura mais sustentável.

A partir de atividades no terraço de um dos campi universitários, o Projeto de Extensão LEIA – Laboratório Ecossistêmico Interdisciplinar de Aprendizagem da a oportunidade de educadores e alunos participarem de ações de mitigação aos impactos sociais e ambientais urbanos fora da sala de aula e relacionar, diretamente, com a comunidade externa. O projeto estimula a produção de hortas urbanas com o desenvolvimento de produtos, tecnologias e métodos alternativos de construção e gestão de resíduos, além de carregar o valor à soberania alimentar.

Em entrevista à Globo, para o programa Terra de Minas, alguns participantes relataram pontos de alto valor social e ambiental: alimentar-se bem, estar em contato com a natureza, ter alimentos frescos, se apropriar de algum lugar, gastar menos, gerar renda, dar vida a um lugar, promover a socialização e a inclusão.

Ainda houve a realização de um concurso, aonde muitas foram as possibilidades em destaque nos projetos de hortas urbanas ganhadores. Promovido pelo Projeto LEIA na arquitetura coordenado pela professora Luiza Franco, também sócia da Casa Zero, dentro do Centro Universitário UNA para toda a comunidade, foi uma oportunidade de colocar a mão na massa e desenvolver protótipos que poderiam depois ser reproduzidos. Estimulando toda a sociedade a também se conectar a causa.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Em evento gratuito, aberto ao público, divulgado aqui e ocorrido no terraço do campus UNA João Pinheiro em 29 de novembro de 2016, sociedade e comunidade acadêmica tiveram a oportunidade de avaliar mais de 20 projetos pilotos de hortas urbanas construídos pelos alunos da arquitetura com o apoio interdisciplinar da instituição e votar naquele que mais se destacou.

Os projetos dos três primeiros lugares, incluindo cartilha explicativa sobre a concepção do projeto, os métodos construtivos, a forma de uso e manutenção, além de dicas de cultivo, você pode conferir a seguir:

1º lugar: Horta Portal

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Cartilha Horta Portal

2º lugar: Horta Bambulê

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Cartilha Horta Bambulê

3º lugar: Canteiro no Cantinho

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Cartilha Canteiro no Cantinho

Mais notícias da mídia sobre a repercussão do evento você confere nos links a seguir:

Vídeo You Tube – Extensão UNA

Notícia – Jornal Contramão

Cobertura – BH Eventos

 

Para mais informações, dicas, consultoria e projeto entre em contato conosco.

É fator determinante para uma edificação dita “sustentável” ter um processo de projeto integrado, conciliando as demandas do cliente às características socioambientais do local de implantação, além de realizar a integração das equipes de arquitetura, consultoria e projetos complementares. Quando o resultado esperado é a obtenção de uma certificação, fica visível a necessidade de fazer a interface dos profissionais e suas especialidades juntamente com o conceito de englobar os 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável promovido pela ONU.

No processo convencional projetual a troca de informações entre as especialidades de projetos complementares geralmente não ocorre, inclusive pelas execuções acontecerem em períodos diferentes e muitas vezes baseados em projetos de versões distintas. O infográfico a seguir ilustra as falhas dente modelo de gestão ultrapassado.

Processo Convencional

Processo Convencional

Processo Integrado

Processo Integrado

Diante da comparação dos modelos de processo de projeto, fica evidente a necessidade de uma gestão centralizadora das informações relacionadas a cada disciplina. Não se pode deixar priorizar unicamente as decisões arquitetônicas em relação às necessidades dos projetos complementares, por exemplo. E mais do que isso, é preciso fazer permear, em tempo, as interrelações mais profundas dos aspectos de sustentabilidade dentro de cada disciplina. Aplicar a gestão do processo de projeto integrado, desde o início, amplia o alcance dos créditos almejados em um processo de certificação internacional. As edificações com propósito sustentável que fazem uso da certificação LEED, por exemplo, garantem economia no custo da construção e no uso futuro.

No site oficial da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas este conteúdo foi inclusive citado este conteúdo. Clique aqui para ver também.

Por @luizafranco, fundadora Casa Zero.


No dia 29 de novembro de 2016, terça-feira, acontece um evento interativo no grande terraço do prédio do Centro Universitário UNA localizado nas proximidades da Praça da Liberdade. Dois projetos de extensão dessa universidade, dos cursos de Arquitetura e Gastronomia, se fundiram para transformar o espaço em um Laboratório Ecossistêmico Interdisciplinar de Aprendizagem, também chamado de projeto LEIA.

Na coordenação da Arquitetura, a professora Luiza Franco, também sócia da Casa Zero, orientou os alunos na elaboração de mais de 20 projetos pilotos de hortas urbanas ao longo do 2o semestre de 2016. Cada projeto construído tem uma proposta arquitetônica diferente, porém atendendo às diretrizes da qualidade urbana e do conforto ambiental: baixo custo, reuso de materiais que seriam descartados, versatilidade, desmontabilidade, possibilidade de expansão e transformação de espaços urbanos ociosos, além da atenção às condições climáticas (sol, vento e chuva), conforme espécies vegetais a serem cultivadas.

Na vertente da Gastronomia, coordenada pela professora Rosilene Campolina, os alunos irão preparar receitas inovadoras com produtos gerados nas hortas e inspirados na sustentabilidade. Os pratos que comporão o cardápio serão comercializados no mesmo evento, na 2a edição do GastroUna.

No evento do LEIA ainda poderão ser apreciadas produções e compartilhamento de conhecimento da Ciências Biológicas – compostagem e plantio; da Nutrição – espécies vegetais alimentícias amigas e antagônicas; da Moda – fabricação de produtos com resíduos têxteis. Tudo isso embalado por muita música boa.

Conforme Luiza Franco, as hortas urbanas permitem um ciclo de cultivo de alimentos sem agrotóxicos, frescos por não ficarem nas prateleiras dos supermercados perdendo seus nutrientes e ainda oferecem a possibilidade da prática da compostagem para a renovação da produção.

A professora Luiza Franco explica ainda que o LEIA na Arquitetura, promove o desenvolvimento de tecnologias construtivas aplicáveis ao meio urbano, possibilitando o acesso da sociedade a métodos alternativos de construção e gestão de resíduos. O LEIA está associado à Iniciação Científica – coordenada pela professora Ediméia   Mello,   do   Programa de Pós Graduação em Gestão Social, Educação   e Desenvolvimento Local – com o propósito de se tornar um núcleo de pesquisa para qualificar a comunidade na autogestão de espaços ociosos a partir da criação de hortas urbanas, que mitigam os impactos urbanos e promove a soberania alimentar.

Anote na agenda e vamos lá!

Dia: 29/11, terça-feira
Horário: 14h às 21h
Local: Centro Universitário UNA – Campus João Pinheiro II, terraço
Endereço: Av. João Pinheiro, 580 – Funcionários
Evento Gratuito

Projetada de acordo com os conceitos da Arquitetura Bioclimática, essa casa localizada em condomínio fechado no município de Moeda (MG), foi cuidadosamente posicionada no terreno de forma a valorizar a topografia e a vegetação local. A edificação recebeu ventilação e iluminação naturais, aquecimento solar da água e previsão de telhado verde. Como ponto de articulação principal a pérgola conecta a casa à área de convivência e lazer, que conta com churrasqueira, piscina e edícula para convidados.

Estratégias utilizadas para uma arquitetura mais sustentável:

  • Estudo de ventilação e iluminação naturais
  • Aplicação de elementos de sombreamento conforme o clima local
  • Instalação de sistema de aquecimento solar da água
  • Previsão de cobertura vegetal – telhado verde
  • Criação de abertura zenital para potencializar a iluminação natural
  • Preservação e previsão de espécies de vegetação nativa
  • Criação de cobertura tipo pérgola para sombreamento e proteção com a chuva
  • Integração com a natureza com mínima alteração da topografia
  • Conexão interior e exterior da construção com o entorno
  • Atendimento à privacidade do moradores ao receber hóspedes
  • Estudo para proporcionar a acessibilidade no projeto
  • Valorização da vista panorâmica

No vídeo, feito em parceria com a Take Me Up, é apresentada a construção com a indicação das principais estratégias arquitetônicas e construtivas dessa residência finalizada em 2012 e localizada ao lado da Serra da Moeda em Minas Gerais.

Por Luiza Franco, fundadora Casa Zero.

O sócio da Casa Zero, Roberto Chafith, foi palestrante no evento Profissão em Ação da Faculdade Pitágoras, ocorrido em outubro de 2016, para os cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharias. Nesse evento ocorre a troca de experiências entre alunos e profissionais do mercado, e o desenvolvimento de oficinas para aprimorar o conhecimento.

A temática apresentada por Roberto envolveu o passo a passo de uma reforma com detalhes sobre demolição, segurança estrutural, projetos arquitetônico e complementares. Para apresentar a temática associada à experiência da empresa, foi mostrada como estudo de caso a reforma de uma apartamento feito pela Casa Zero no Conjunto JK do arquiteto Oscar Niemeyer – edifício ícone da arquitetura moderna da cidade de Belo Horizonte – .

Convidada pela AMDA – Associação Mineira de Defesa do Ambiente, a arquiteta urbanista Luiza Franco participou de debate, no dia 29 de julho de 2014, sobre a temática “Construções Sustentáveis”. O evento contou com a presença do engenheiro José Otávio Andrade que abordou o atual cenário do setor construtivo, mostrando os agentes envolvidos e os principais desafios e oportunidades para a arquitetura, engenharia e construção.

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