Ted Countdown , uma iniciativa para acelerar soluções pelo controle da mudança do clima, realizou no dia 10 de outubro de 2020 uma programação online pela urgência climática. Aqui no Brasil, junto ao Tedx Savassi , o movimento global chamado COUNTDOWN, contou com a participação de diversas iniciativas locais que já estão fazendo a diferença.

Para garantir um futuro mais limpo, a Casa Zero foi convidada, junto a outras instituições e tecnologias, a apresentar no evento seus planos em 5 importantes eixos: ENERGIA, TRANSPORTE, MATERIAIS, ALIMENTAÇÃO e NATUREZA.

A Casa Zero, dentro da temática MATERIAIS, trouxe soluções para apoiar uma pergunta importante: Como podemos reprojetar as coisas que nos cercam? Para ajudar nesta resposta, este vídeo compôs nossa contribuição  na transformação de produtos e serviços com gestos sustentáveis, uma atuação inovadora em Curadoria com Viés Sustentável de Produtos, Serviços e Tecnologias para negócios e pessoas.

Se você quer inspiração para ser a mudança ou já tem uma grande ideia, vem com a gente!

Em eventos, em casa e com você.

Quem nos acompanha sabe que a Casa Zero é uma empresa recém criada, formalizada há 1 ano, com um propósito forte: promover a cultura da sustentabilidade em pessoas e negócios. Acreditamos que podemos gerar impacto social e ambiental com o que fazemos.

Em um momento marcado pelo movimento digital, muitos negócios estão tendo que inovar ou se adaptar em seu posicionamento de marketing. Para isso é preciso uma comunicação verdadeira com as pessoas, mostrando disposição para enfrentar a crise que vivemos.

Conforme pesquisa da KantaOfficial, 87% das pessoas acham que as marcas devem, principalmente, comunicar seus esforços frente à pandemia e como o negócio pode ser útil na crise atual. Ainda 25% dos entrevistados esperam que as empresas sirvam de exemplo e guiem para uma mudança positiva.

Vamos juntos construir um novo mundo com mais gestos sutis de sustentabilidade? Aqui vão algumas dicas:

  • MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Você já parou para pensar que a bicicleta é um item muito versátil? Ela é muito prática, pois pode ser um instrumento de lazer, de auxílio nos deslocamentos e uma forma de exercitar-se. Além disso, não gasta combustível e não é poluente – o uso dela diminui as emissões de gases poluentes em quase 400 mil toneladas por ano*.

No trânsito, as bicicletas podemos contribuir com a redução do trânsito e também humanizam as relações urbanas. Nas cidades, o cidadão que pedala exerce um verdadeiro ato cívico, mas atualmente apenas 7% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte principal**. Precisamos de mais bons exemplos para termos cidades mais sustentáveis e a mudança pode começar com o seu pedal.

[*] Economia da Bicicleta no Brasil: Aliança Bike e
Laboratório de Mobilidade Sustentável, da UFRJ

[**] IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

  • GESTÃO DE RESÍDUOS

Para a gestão do seu lixo, é importante saber os tipos existentes de resíduos. Assim você sabe o que pode ser reciclado, ou não, o que vai para a composteira e o que vai para a coleta municipal. 

Fizemos um resumo para você:

RESÍDUO RECICLÁVEL: Plásticos, papelão, papel, vidro, metais e alumínio. Deve ser encaminhado para a coleta seletiva de sua cidade ou para uma associação de catadores. Mantenha-o seco e sem sujeira impregnada, para que não atraia bichos até terem o destino correto. 

RESÍDUO ORGÂNICO: Cascas de frutas, verduras e legumes crus, além de alguns outros resíduos como borra de café e folhas secas do quintal. Tudo isso vira fonte de adubo se for feito o processo de compostagem.

RESÍDUO ESPECIAL: Embalagens de aerossol, óleos de cozinha, lâmpadas, eletrônicos, seringas, remédios, produtos de beleza, louças e vidros quebrados. Providencie um local para colocar guardar em segurança (podem ser perigosos para nossa saúde) e descarte em farmácias, hospitais, supermercados e outros comércios que disponibilizam pontos próprios de coleta. 

RESÍDUO NÃO RECICLÁVEL: Papel higiênico e guardanapos usados, além de fraldas, adesivos e outros elementos que não se enquadram em nenhum outro tipo mencionado. Somente este tipo que deve efetivamente ir para a coleta municipal.

Existe algo mais que posso fazer para diminuir seu impacto no mundo?

Por menor que possa parecer, mudar um pequeno hábito pode ser muito relevante para o desenvolvimento sustentável. ⠀

A cultura da sustentabilidade em uma sociedade começa quando alguém passa a inspirar ações positivas a partir de uma mudança de comportamento.

Te convido a ver, ouvir e participar do pré-lançamento da trilogia de ebooks sobre Gestos Sutis de Sustentabilidade feita pela Casa Zero.

Fotografia: Magê Monteiro

No dia 25 de agosto, a Casa Zero participou de uma conversa inspiradora com o Studio Becus, mediada pelo arquiteto Flávio Negrão, arquiteto e urbanista, fundador do Studio Becus, sobre o tema “O que precisa ser reinventado na sustentabilidade?”. A live promoveu uma reflexão sobre o papel da arquitetura e do design em um momento de grandes transformações — tanto ambientais quanto sociais.

Durante o encontro, Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, compartilhou sua trajetória e experiências, destacando o projeto Casa Moeda, finalista do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Sustentável, em que ficou entre os 10 finalistas na categoria Profissional. O projeto é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser aplicada de forma técnica, utilizando taipa de pilão como principal sistema construtivo — um método ancestral que alia conforto térmico, baixo impacto ambiental e estética natural.

Mesmo sendo a única fundadora da Casa Zero, Luiza ressaltou a importância da rede colaborativa e multidisciplinar que a Casa Zero possui, reunindo profissionais de diferentes áreas que contribuem para soluções integradas.

Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto da pandemia na forma de projetar e habitar. Para Luiza, o lar passou a ser reconhecido novamente como espaço de acolhimento e saúde, e a arquitetura precisa refletir essa nova consciência. “A casa se tornou um abrigo físico e emocional. Hoje, projetar é pensar em bem-estar, qualidade do ar, iluminação natural e materiais saudáveis”, destacou.

Ela também ressaltou que sintomas como alergias e desconfortos podem estar ligados à escolha inadequada de materiais e que é essencial compreender a composição de tudo o que usamos em nossas construções.

A conversa trouxe ainda discussões sobre a mudança de comportamento no pós-pandemia, como a busca por casas em regiões mais afastadas dos centros urbanos, o interesse crescente por espaços abertos e ventilados, e a valorização de hábitos mais saudáveis — como o uso da bicicleta e o contato com a natureza. “Esses movimentos mostram uma transformação profunda na relação entre pessoas, cidade e moradia”, comentou Luiza.

Outro destaque foi o debate sobre incentivos à sustentabilidade, como o Crédito Verde (antigo IPTU Verde), que oferece benefícios fiscais para edificações que adotam práticas sustentáveis. Iniciativas como essa reforçam que sustentabilidade é também uma questão de política urbana e consciência coletiva.

No encerramento, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta educacional criada pela Casa Zero que traduz atitudes do cotidiano em ações de impacto real — como reutilizar materiais de obra em nova função e design, reduzir o desperdício e repensar hábitos de consumo. “Cada gesto importa”, reforçou Luiza, lembrando que pequenas atitudes são capazes de gerar grandes transformações.

Quando questionada sobre o que ainda precisa ser reinventado na sustentabilidade, Luiza foi direta: “Precisamos olhar para o ciclo de vida das coisas. Criar senso crítico em relação ao consumo e sair dos falsos rótulos verdes. Sustentabilidade não é um produto — é uma postura”.

A live reafirmou que a arquitetura e o design têm o poder de regenerar e inspirar novos modos de vida. Reinventar a sustentabilidade é, acima de tudo, reaprender a construir com propósito, consciência e cuidado.

Ficou curioso para ver um pouco mais sobre os temas debatidos?

Acesse o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CEVAqnklEe9/?igsh=aWdyY2VtZ2E0cmJu

A semana do meio ambiente começa hoje e marca uma data especial: 5 de junho, dia MUNDIAL do meio ambiente criado pela Assembléia das Nações Unidas em 1972. O momento é histórico e a data é comemorada por milhares de comunidades ao redor do mundo. Vamos celebrar com gestos sustentáveis também?

O intuito é despertar a importância da sintonia de ações mundiais para a preservação dos recursos naturais. A proteção do conjunto de sistemas ecológicos do planeta, que é a nossa casa. 

Somos 8 bilhões de pessoas ocupando o planeta Terra e consumindo recursos sem parar. Se não mudarmos nossos hábitos serão descartados 1,3 bilhão de toneladas de plástico nos solos e águas até 2040.

Gestos sutis de Sustentabilidade

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Com isso questionamos:
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Qual gesto de sustentabilidade você vai praticar hoje?
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🚫 Não usar materiais plásticos descartáveis.
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♻️ Destinar o lixo reciclável para uma associação de catadores ou instituição especializada.
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🍌 Separar o lixo orgânico e compostar.
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🌳 Plantar uma árvore ou cultivar uma horta.
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🥕Se alimentar sem fontes de origem animal.
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🚲 Se deslocar sem transporte poluente.

A Casa Zero quer ajudar você a se reinventar com mais criatividade pela sustentabilidade neste momento de pandemia.

Criamos um baralho com 31 gestos sustentáveis para serem sorteados. Depois é só criar um plano de realização em seu dia, sua semana, seu mês, seu ano. Para a vida toda! O baralho de gestos sutis de sustentabilidade pode ser usado individualmente para criação de novos hábitos ou de forma interativa com grupos – atualmente de forma online – para desafios e experiências.

Vai servir para inspirar todos: adultos, colaboradores de empresas, crianças, a família toda!

Dê um print na tela e sorteie o primeiro gesto sutil de sustentabilidade que você vai adotar:

Se você gostou do nosso (desem)BARALHO de Gestos Sutis de Sustentabilidade, adquira um exemplar físico no nosso Mercado de Gestos Sustentáveis !

Localizado em Sete Lagoas, Minas Gerais, o Sítio Bela Vista celebrou seus 35 anos com uma reforma transformadora que o reposicionou como um verdadeiro case de arquitetura sustentável. O projeto teve como ponto de partida o desejo de reduzir os impactos ambientais da edificação existente, tornando-a mais autossuficiente, eficiente e alinhada com práticas construtivas conscientes.

Mais do que uma simples renovação estética, a reforma foi guiada por estratégias que combinam tecnologia acessível, conforto e respeito ao meio ambiente. Tudo isso foi feito considerando os desejos do cliente e a funcionalidade dos espaços, promovendo acessibilidade, bem-estar e harmonia com o entorno natural.

Antes X Depois

Veja como a reforma otimizou a iluminação e a ventilação, criando um ambiente mais leve, integrado e funcional:

Veja a seguir o vídeo sobre o antes e depois:

Principais Estratégias Sustentáveis Adotadas

Confira algumas das soluções implementadas que tornaram o Sítio Bela Vista uma referência de sustentabilidade na arquitetura residencial:

  • Energia Solar Fotovoltaica

A instalação de um sistema fotovoltaico permitiu a geração de energia limpa e renovável necessária para toda a resistência, alimentando ainda o consumo de energia de outro imóvel do proprietário em outra cidade.

  • Aquecimento de Água por Termossifão dos Chuveiros

Além do sistema elétrico, os chuveiros passaram a contar com um sistema de aquecimento de água por termossifão, que utiliza a diferença de temperatura para circular a água sem o uso de bombas, resultando em menor gasto energético.

  • Aquecimento Solar para Piscina

A água da piscina passou a ser aquecida por meio de um sistema solar, promovendo conforto térmico de forma sustentável e com menor consumo energético.

  • Captação e Reuso da Água da Chuva

Foi implantado um sistema de captação, armazenamento e distribuição da água da chuva, utilizada para irrigação dos jardins e limpeza de áreas externas. Essa medida contribui para a conservação dos recursos hídricos e redução do consumo de água potável.

  • Ventilação e Iluminação Naturais

O projeto arquitetônico foi repensado para otimizar a entrada de luz e ventilação naturais. Uma das soluções de destaque foi a inclusão de uma iluminação zenital na escada de acesso ao terceiro pavimento, proporcionando luz natural abundante durante o dia e economia de energia.

  • Compostagem Doméstica e Cultivo Sustentável

A compostagem dos resíduos orgânicos passou a ser realizada em escala familiar, gerando insumos para o cultivo de uma horta, pomar e jardins no próprio sítio. Essa prática fecha o ciclo dos alimentos e contribui para a redução do lixo orgânico enviado a aterros.

  • Valorização do paisagismo com jardim vertical e orquidário 

O jardim vertical contribui para a melhoria da qualidade do ar, auxilia no isolamento térmico das paredes e promove um microclima mais agradável, reforçando a sensação de frescor mesmo nos dias mais quentes. Já o orquidário se tornou um espaço contemplativo, capaz de aproximar os moradores da biodiversidade e estimular a conexão cotidiana com a natureza.

  • Inventário das Espécies Arbóreas

Um levantamento detalhado das espécies arbóreas presentes nas áreas verdes foi realizado, promovendo o manejo consciente e valorizando a biodiversidade do sítio.

O Sítio Bela Vista é um exemplo concreto de como é possível aliar tradição, funcionalidade e sustentabilidade em uma residência já existente. Através da adoção de estratégias acessíveis e inteligentes, a reforma trouxe benefícios ambientais, econômicos e de qualidade de vida para os moradores — além de servir como inspiração para quem deseja transformar seu espaço de maneira mais consciente e sustentável.

Ficou interessado em ver mais um pouco sobre o Sítio Bela Vista? Assista abaixo a nossa playlist no canal do YouTube da Casa Zero, onde mostramos mais um pouco sobre ele:

Veja a seguir algumas imagens do sítio:

27 de maio é comemorado o dia nacional da Mata Atlântica e o convite da Casa Zero é para você pensar que essa floresta:

– É necessária para a biodiversidade de animais e plantas;

– Garante um equilíbrio climático da sua região;

– Minimiza a poluição, ou seja, captura gases poluentes emitidos pelo homem;

– Proporciona a você a verdadeira integração com a natureza.

E nos ambientes urbanos você apoia esta causa valorizando um paisagismo de espécies nativas do local; apoiando sistemas agroflorestais; conhecendo e disseminando a agricultura urbana; integrando espécies de plantas naturais nos espaços construídos; apoiando instituições e ONGs que são as vigilantes do nosso maior jardim, as florestas.

Nossos tão falados gestos de sustentabilidade ganham força quando entendemos que não devemos só esperar posicionamento político.

Como pessoas e realizadores, com o trabalho e os negócios, temos o papel de transformar, positivamente, nosso ambiente. Só assim teremos certeza de que nosso movimento irá transformar o mundo, como um trabalho em equipe.

Afinal, você quer ou não quer a perpetuação de gestos mais sustentáveis?

Uma agradecimento a Wangari Maathai que se tornou a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.

Se a floresta longe tem tanta importância, já se perguntou como lidar de forma mais consciente com a nossa conexão com a natureza imediata?

Você acha que o mundo continua ou continuará o mesmo?

Especialistas, como a Aisha S.Ahmad publicou em março no jornal “Chronicle of Higher Education”, comparam as consequências deste momento que vivemos como a de uma guerra.

A pandemia só acelerou um processo necessário de transformação social e econômica com consequências positivas para o nosso meio ambiente.

Você sabia? 

– Os países mais poluidores – emissores de gases do efeito estufa – são, na ordem: China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil. 

– O setores mais poluidores – de maiores emissões são, na ordem: produção de energia, indústrias, transporte terrestre, edificações e aviação.

– Para a fase do COVID-19 a Carbon Brief estima uma queda global de 6% das emissões em 2020. 

– Os combustíveis fósseis –  a exemplo o petróleo, o gás natural e o carvão mineral – são responsáveis por 90% das emissões de gases do efeito estufa e as florestas e os oceanos absorvem por volta de 1/4 dessas emissões.

– Dentro da meta de combate às mudanças climáticas considera-se que podemos emitir 770 gigatoneladas de CO2e até o final do século para ter 50% de chance de ficar abaixo de 1.5 graus celsius até o ano de 2100.

Informações do webinar Pacto Global de 21 de maio de 2020.

Algo invisível a olho nu está sendo capaz de alterar toda a dinâmica do mundo.

Agora, sem querer tirar todos os esforços necessários para este desafio, trazemos aqui algo mais visível, mas também com grandes prejuízos à nossa saúde e bem estar.

Este vídeo mostra o comportamento da poluição na China feito pelo Earth from Space. Observe que no final de janeiro, com a epidemia do coronavírus as emissões diminuíram muito, porém em março elas retomaram.

Qual caminhos podemos escolher depois desta grande crise mundial?

A imagem é tão forte quanto o alerta socioambiental que o coronavirus nos traz. A maior crise contemporânea da humanidade nos dá a oportunidade de “tirar” nossas máscaras para mostrar o que realmente somos capaz, globalmente.

Não me refiro aqui, especificamente, a diminuir o pico do vírus previsto no Brasil entre 06 a 20 de abril, dito pela instituição J. P. Morgan.

Ou de analisar, imediatamente, o significado da China lançar 100 milhões de toneladas de carbono a menos na atmosfera nas duas últimas semanas, segundo a Carbon Brief.

Na verdade, ninguém – governos, cientistas, líderes – tem uma resposta imediata para sair deste cenário, mas o momento mostra a capacidade de repercussão de nossas escolhas e ações individuais.

Cada um tem a aptidão de fazer dos seus gestos sustentáveis a forma de desenhar um novo modelo global.

O poder está com você ou no propósito do seu negócio. E se você acredita na força de seus gestos sutis pela sustentabilidade, esteja sempre com a Casa Zero.

O debate sobre as mudanças climáticas se tornou urgente e essa foi a abordagem do webinar da @pactoglobalbr realizado em 21 de maio de 2020. Nele, especialistas destacaram um dado alarmante: até o final do século, a humanidade só pode emitir 770 gigatoneladas de CO₂ equivalente (Gt CO₂e) se quiser ter 50% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C até 2100. Esse número representa o limite do que ainda podemos lançar na atmosfera sem ultrapassar o ponto de não retorno do clima.

Mas o que realmente significa esse “limite”?

Podemos pensar no planeta como um copinho de vidro: cada emissão de gás do efeito estufa é uma gota dentro dele. Estamos, lentamente, enchendo esse copo — e, se ele transbordar, os impactos serão irreversíveis.

Entendendo os gases do efeito estufa e os combustíveis fósseis:

Os gases do efeito estufa (GEEs) — como o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O) — formam uma espécie de cobertor invisível ao redor da Terra, que retém o calor do Sol e mantém o planeta habitável.
O problema é que, ao queimar combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), colocamos camadas extras nesse cobertor, tornando-o cada vez mais espesso e aquecendo o planeta além do equilíbrio natural.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os combustíveis fósseis são responsáveis por cerca de 90% das emissões globais de gases do efeito estufa.

Por sorte, florestas e oceanos ainda absorvem aproximadamente um quarto dessas emissões, funcionando como os “pulmões” e o “coração” do planeta. Porém, mesmo esses ecossistemas têm limites de regeneração.

COVID-19: o experimento involuntário do planeta

A pandemia da COVID-19 foi, de certa forma, um “experimento involuntário” sobre o impacto das atividades humanas no clima.

Com a desaceleração global, a União Europeia registrou uma redução de 8% nas emissões por queima de combustíveis fósseis. O portal Carbon Brief estimou uma queda global de 6%, e a revista Nature Climate Change chegou a 7% em 2020.

É como se o planeta tivesse, por um breve momento, respirado aliviado.
As cidades ficaram silenciosas, o ar mais limpo, e céus antes encobertos por poluição se tornaram visíveis novamente. No entanto, essa “pausa ambiental” mostrou mais do que alívio: ela evidenciou como nossa rotina é intensamente conectada à emissão de carbono.

Podemos comparar a economia global a uma máquina em funcionamento constante — o vírus apertou o botão de “pausa”, e de repente, vimos o que acontece quando ela desacelera. O curioso é que, mesmo com uma paralisação sem precedentes, a queda nas emissões não foi suficiente para reverter o aquecimento global. Isso revela o tamanho do desafio que temos pela frente: não basta frear momentaneamente; é preciso mudar o combustível da máquina.

Os maiores emissores de gases do efeito estufa são China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil.

Os setores que mais contribuem para essas emissões são:

  • Produção de energia,
  • Indústrias,
  • Transporte terrestre,
  • Edificações e
  • Aviação.

No caso do Brasil, há uma diferença marcante: aqui, o peso maior está no uso da terra e na agropecuária, que representam cerca de 70% das emissões nacionais.

Ou seja, desmatamento, queimadas e a criação intensiva de gado são nossas maiores fontes de desequilíbrio climático.

O que aprendemos com tudo isso?

A pandemia nos ensinou que é possível transformar hábitos em escala global quando existe urgência.

Durante o isolamento, vimos menos carros nas ruas, mais trabalho remoto e uma redescoberta do valor dos espaços naturais.

Essas mudanças mostraram caminhos possíveis: mobilidade sustentável, eficiência energética e preservação ambiental não são utopias, são escolhas concretas.

Por outro lado, também aprendemos que as soluções precisam ser estruturais e permanentes, não apenas reações temporárias a crises.

Assim como uma febre é o sintoma de algo mais profundo, o aquecimento global é o sintoma de um sistema que precisa ser repensado — na forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com o planeta.

Referências:

O que são as mudanças climáticas? | As Nações Unidas no Brasil

Mudanças Climáticas e Meio Ambiente | UNICEF Brasil

Você sabe como os gases de efeito estufa aquecem o planeta?

Combustíveis fósseis são maiores responsáveis pelo efeito estufa — Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

É preciso dizer como os ambientes marinhos são essenciais ao equilíbrio da vida no planeta. Segundo reportagem da Natgeo de março deste ano, os oceanos:

– Produzem 70% do oxigênio da Terra;

– Armazenam enormes quantidades de carbono – 39 mil gigatoneladas;

– Fornecem 15% da proteína consumida no mundo e ainda;

– Regulam a temperatura global. 

Segundo a WWF o Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra que pode ser consequência de causas naturais e atividades humanas. Isto se deve principalmente ao aumento das emissões de gases na atmosfera que causam o efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

E eu com isso? 

Este fenômeno aumenta a frequência de desastres climáticos como inundações, tempestades, secas, nevascas e furacões, colocando em risco nós, humanas, dentro dos ecossistemas naturais, podendo até ocasionar a extinção de espécies.

Dicas de como virar o jogo das mudanças climáticas:

Em meio ao corona vírus foi em 16 de março o Dia Nacional de Conscientização sobre a Mudança do Clima. E nós, aprendendo cada vez mais que está tudo conectado, trazemos dicas de como virar o jogo das mudanças climáticas:

1-Apropriar do verde: integrar vegetação natural e promover espaço para a biodiversidade, sombreamento e contemplação. 

2-Dar visibilidade às águas: usar a água da chuva como recurso, proporcionar um solo permeável, tratar águas usadas com saneamento para todos. 

3-Valorizar a mobilidade limpa: priorizar veículos públicos não poluentes ou de baixa emissão, permitir a apropriação urbana dos pedestres e estimular meios de transporte coletivos e individuais sem emissões como metrô e ciclovias. 

4-Ocupar as cidades: incentivar a ocupação e uso de áreas já urbanizadas dando prioridade para pedestres, proporcionar mais segurança a partir do uso frequente dos espaço públicos. (respeitando, claro, o isolamento social do momento que vivemos)

5-Potencializar a energia limpa: introduzir em novos edifícios e nas reformas fontes de energia solar ou outras matrizes renováveis; criar programas de governo para maior incentivo ao uso dessas tecnologias.

6-Contribuir com a economia circular: apoiar e praticar a gestão de resíduos para reciclagem e logística reversa; incentivar e fazer a escolha de produtos e serviços locais e agroecológicos; e elevar a consciente de um consumo mais sustentável. 

Vamos juntos?

No dia do 1º Webinar ESFera Digital – Economia Verde: Tecnologias e Soluções, promovido pela ONG Engenheiros Sem Fronteiras, a Casa Zero marcou presença em um encontro que reuniu ideias transformadoras e iniciativas que buscam alinhar o desenvolvimento humano, tecnológico e ambiental.

O evento aonteceu de forma online e teve a participação de Samuel, diretor-geral da ONG, Beatriz Zschaber e Jade Alves, participantes da ONG, que destacaram a trajetória do Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Belo Horizonte, uma organização que desde 2015 atua em projetos de impacto social, beneficiando mais de 3 mil pessoas com ações voltadas à melhoria da infraestrutura de comunidades. A abertura ficou por conta de Jade e Beatriz, que apresentaram a proposta do Webinar ESFera Digital: uma série de encontros que têm como objetivo aproximar pessoas, empresas e organizações comprometidas com a transformação social e a sustentabilidade.

Durante o debate, os convidados trouxeram reflexões profundas sobre o conceito de Economia Verde, ressaltando que ele vai além do aspecto ambiental — sendo também um instrumento de inclusão e redução das desigualdades sociais.

A arquiteta Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, e Beatriz Gasparini provocaram o público a (re)pensar soluções que vão além do óbvio, convidando à reflexão sobre como podemos reduzir a pegada de carbono em processos de construção, reforma e design. Essa visão reforça o propósito da Casa Zero: projetar e habitar de forma consciente, entendendo que cada escolha material e espacial tem impacto direto no planeta e nas pessoas.

Outros participantes trouxeram contribuições complementares e inspiradoras. Felipe Vitoriano destacou o avanço da energia fotovoltaica, uma fonte limpa, abundante e cada vez mais acessível. Já Laura Conrado Rodrigues e Graziely Mendes alertaram sobre os impactos da indústria da moda — a segunda mais poluidora do mundo — reforçando a urgência de adotarmos hábitos de consumo mais conscientes.

Victor Melo, fundador da PYPIV, compartilhou exemplos de como a engenharia pode colaborar com o desenvolvimento humano, citando a cidade sueca de Borås, que transformou o reaproveitamento de resíduos em uma fonte energética eficiente.

Durante sua fala, Luiza Franco reforçou que estamos vivendo a era da sustentabilidade. Para ela, é por meio das redes de conexão entre pessoas e ideias que conseguimos despertar em cada um a semente da transformação — uma consciência que nasce do coletivo e se manifesta em gestos sutis no cotidiano.

Assista à gravação completa do 1º Webinar ESFera Digital e mergulhe nesse diálogo sobre o futuro sustentável que queremos construir: