A COP30, realizada pela primeira vez no coração da Amazônia, em Belém no Pará, reforçou uma verdade urgente: a crise climática não é apenas um tema para especialistas, governos ou grandes instituições. Ela atravessa cidades, casas, rotinas e escolhas diárias. E, justamente por isso, exige uma nova cultura que seja capaz de transformar debates globais em ações concretas na vida real.

Não importa o tamanho da meta, o avanço da tecnologia ou a ambição das políticas públicas, porque nada disso se sustenta sem pessoas conscientes e engajadas. Governos, empresas e mercados só avançam com profundidade quando cidadãos entendem seu papel e sua influência.

Foi exatamente essa lógica que guiou a campanha da Casa Zero durante a COP30.

Gestos Sutis de Sustentabilidade Pelo Clima: aproximando o global do cotidiano

Enquanto líderes mundiais debatiam temas como adaptação climática, financiamento, descarbonização e justiça socioambiental, a Casa Zero convidou as pessoas a participarem da conferência de outra forma: com um gesto sutil de sustentabilidade por dia.

A campanha mostrou como práticas cotidianas representam, na verdade, escolhas políticas, sociais e ambientais com impacto global. Afinal, o clima é decidido tanto em Belém quanto dentro da casa de cada pessoa.

Entre os gestos destacados estavam:

  • Redução dos plásticos de uso único;
  • Valorização das árvores urbanas para reduzir ilhas de calor;
  • Mobilidade mais limpa e de baixo carbono;
  • Gestão de resíduos, fortalecendo a economia circular;
  • Destinação consciente dos resíduos orgânicos;
  • Alimentação menos ultraprocessada e mais conectada à agricultura familiar.

Cada gesto se conecta diretamente aos debates globais sobre adaptação, biodiversidade, emissões, economia circular e justiça climática.

O clima se resolve para além das conferências globais. Ele depende da soma de políticas públicas, mercados e pessoas.

Veja o resultado desta campanha acessando o e-book!

O e-book “Gestos Sutis de Sustentabilidade Pelo Clima”: uma ponte entre decisões globais e a vida real

Para aprofundar essa conexão entre COP30 e cotidiano, a Casa Zero reuniu os principais resultados da conferência em um material claro, didático e acessível que:

  • Sintetiza os pontos mais relevantes da COP30;
  • Traduz o que cada decisão significa na prática;
  • Explica como escolhas individuais fortalecem políticas climáticas;
  • Propõe caminhos educativos e culturais para uma transição regenerativa;
  • Reforça a importância da participação social no enfrentamento da crise climática.

Ele é um convite para quem busca ou quer busca entender o presente e agir, afinal:

  • Não existe política climática sem adesão social;
  • Não existe transição justa sem mudança de cultura;
  • Não existe futuro sustentável sem participação das pessoas.

O clima não é sobre “eles”. É sobre todos nós!

Baixe o e-book gratuitamente!

O e-book Gestos Sutis de Sustentabilidade Pelo Clima já está disponível para leitura e download.

Quer ver como transformamos esses gestos em ação?

Assista ao vídeo com o compilado completo da campanha:

O clima não é só para especialistas

Desde sua criação, a Casa Zero tem um propósito claro: promover uma cultura mais sustentável por meio de uma comunicação acessível, aplicável e baseada em ciência. Para isso, trabalha para traduzir temas globais em práticas possíveis, com foco em:

  • Educação ambiental aplicada;
  • Consultoria e comunicação ESG para negócios;
  • Projetos para construções e arquitetura sustentáveis;
  • Metodologias participativas em escolas e instituições;
  • Conexão consistente entre comportamento, cultura e impacto socioambiental.

No centro dessa atuação existe uma convicção simples, mas transformadora:

Sem mudança de cultura, não há transição climática real.

Falar de educação ambiental é falar de um processo vivo, que vem do chão da escola, das salas de aula, dos pátios e está nos corredores e nas relações cotidianas entre alunos, professores e comunidade. É ali que devem surgir os primeiros gestos sutis de cuidado com o meio ambiente, muitas vezes simples, mas profundamente transformadores. Devendo ser expandidos para além dos muros escolares, alcançando famílias, bairros e territórios inteiros.

A educação ambiental é, antes de tudo, uma prática de cidadania. Ela conecta o conhecimento com o pertencimento, e desperta nas novas gerações a consciência de que cada atitude, por menor que pareça, tem impacto sobre o planeta. Haja vista a recente atualização da Política Nacional de Educação Ambiental feita em 2024, que inclui entre seus objetivos o estudo e participação das unidades educacionais nas ações de mitigação das mudanças do clima, proteção da biodiversidade e percepção dos riscos socioambientais.

Por isso, reconhecer os educadores, professores e estudantes que protagonizam ações em prol da sustentabilidade é essencial. São eles verdadeiros agentes de transformação, que podem fazer o que se aprende em ação, o que sentem em mobilização e o que sonham em legado.

4ª Edição do Festival LED – Luz na Educação

Foi esta a minha reflexão a partir da minha experiência profissional no setor educacional e participação no Festival LED – Luz na Educação, ocorrido no dia 03 de novembro de 2025 em Belo Horizonte. A 4ª edição do festival é promovido pela Globo.com e Fundação Roberto Marinho, e teve correalização da ArcelorMittal Brasil e parceria do Sebrae.

No evento, a Casa Zero realizou uma ativação com a ferramenta de “Gestos Sutis e Sustentabilidade”, com a seguinte provocação: Como a educação ambiental atravessa a vida, o dia a dia das pessoas? A ação trouxe luz a um aspecto fundamental: formar hábitos conscientes é premissa diante da urgência climática.

Durante o festival, a Liga STEAM da ArcelorMittal, promovida pela Fundação ArcelorMittal, premiou o protagonismo de professores e alunos que fazem da escola um laboratório vivo de soluções socioambientais.

São exemplos que mostram que a sustentabilidade não é uma disciplina isolada, mas um eixo que atravessa todas as áreas do conhecimento, da matemática à biologia, da geografia à arte. Tudo pode ser espaço de reflexão e de ação para o bem coletivo.

Valorizar essas iniciativas é fortalecer o compromisso com o futuro. Quando educadores e estudantes são reconhecidos por seus projetos, as ações locais ganham força, as comunidades se engajam e a transformação se multiplica.

Na Casa Zero, acreditamos que viver, projetar e empreender com sustentabilidade começa justamente nesse campo da educação, onde ideias viram gestos, e gestos cotidianos viram cultura. A educação ambiental é, portanto, uma das chaves para um planeta mais humano e resiliente.

Reconhecimentos e prêmios que inspiram a transformação

A seguir, selecionei alguns programas que valorizam o protagonismo socioambiental nas escolas brasileiras e as próximas datas para inscrições:

• Liga STEAM ArcelorMittal da Fundação ArcelorMittal — Próxima edição prevista para junho de 2026.

Premia projetos de escolas que integram ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática com soluções para desafios ambientais e sociais.

• Prêmio Escolas Sustentáveis da Santillana Brasil — Próxima edição prevista para abril de 2026.

Valoriza instituições que desenvolvem práticas pedagógicas e de gestão voltadas à sustentabilidade e à transformação comunitária.

• Programa Escolas pelo Clima da Reconectta — Próxima edição prevista para outubro de 2026.

Mobiliza escolas e redes de ensino na construção de planos de ação climática, reconhecendo os projetos mais engajados na mitigação e adaptação às mudanças do clima.

Referências:

Política Nacional de Educação Ambiental: https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/secex/dea/pnea

Lei nº 9.795/1999: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm

Lei nº 14.926/2024: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14926.htm#art2

Em um tempo de incertezas, no auge da pandemia, lancei uma ideia simples, mas poderosa: transformar pequenos hábitos em grandes mudanças.

Assim surgiu o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade: um convite acessível para repensar a rotina e criar novos cotidianos que fazem a diferença.

São 31 cartas — cada uma com um gesto.
Um sorteio por dia.
Um desafio, uma reflexão, uma prática real.
Seja no cotidiano pessoal ou no ambiente de trabalho, cada carta é um impulso para construir novas possibilidades.

O Baralho pode ser usado individualmente, como inspiração para novos hábitos, ou em grupo, seguindo sete passos, como ferramenta de engajamento, educação, formação e troca de experiências.

Ele já é utilizado em escolas, empresas e instituições que apostam em práticas socioambientais de impacto positivo, bem como em organizações que assumem a pauta ESG como protagonista. Por pessoas e comunidades que acreditam que o futuro é presente e depende de cada escolha.

Afinal, a sustentabilidade é mais simples do que parece. E comunicar, inspirar e engajar pessoas é o caminho para cultivar uma verdadeira cultura de sustentabilidade.

Conheça mais sobre o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade:

O Baralho é para quem?

  • Escolas ou instituições que apostam em práticas sociais de impacto positivo.
  • Pessoas, famílias e comunidades que querem fazer diferença para ter um planeta melhor.
  • Vai servir para inspirar todos: adultos, colaboradores de empresas, crianças e a família toda!

O Baralho pode ser usado como?

  • Um presente inspirador.
  • Um brinde criativo.
  • Um material educativo.
  • Uma ferramenta processual inovadora.

Para conhecer mais sobre a ferramenta, acesse o vídeo a seguir com o tutorial que fizemos para instituições educacionais:

Por trás de cada empresa ou instituição há histórias que são movidas por pessoas. São elas que constroem, se dedicam, se relacionam e são impactadas pelo negócio. Líderes, colaboradores, clientes, parceiros, fornecedores, comunidades. Todos fazem parte de uma rede que dá vida a uma organização.

Mas não basta falar em capital humano, social ou em stakeholders dentro do modelo ESG. É preciso olhar para além. Porque a cultura não se resume a uma frase bonita no site, a práticas de RH ou a planos de comunicação. Cultura é o que atravessa a vida: está nas casas, nas relações, nas ruas, no meio ambiente e no trabalho.

Foi nesse ponto que me percebi refletindo sobre a Casa Zero e como ela carrega, inevitavelmente, uma parte da minha própria trajetória.

Eu nasci na cidade, mas cresci com os pés na terra. Quando criança, acompanhei a construção do sonho dos meus pais em um terreno vazio: tijolo a tijolo, nasceu uma casinha no campo. Ali aprendi a importância de poupar, cuidar e regar. Foi também ali que tive meu primeiro contato com a natureza, com a economia do dia a dia e com a ecologia que mais tarde se tornaria parte da minha formação profissional.

E teve mais: minhas primeiras experiências com a construção — literalmente em cima de um monte de britas. Vivências  que marcaram profundamente meu olhar.

Fotografia: acervo pessoal da Luiza

Hoje, essa memória me acompanha na vida urbana. Gosto de ver a cidade da bicicleta, mas sempre trazendo comigo a conexão com a natureza. Há quase 10 anos estou à frente da Casa Zero, como fundadora e gestora. Sou arquiteta urbanista, mestre em engenharia e especialista em sustentabilidade e tecnologia.
Com essa bagagem entrego projetos e consultorias para pessoas e negócios que buscam projetar e empreender com estratégias e práticas sustentáveis.

Fotografia: Camila Rocha

Acredito que é na trajetória de fundadores, lideranças e equipes — guiada por ética, transparência, justiça e consciência socioambiental — que um negócio realmente mostra sua alma.

Veja a seguir um vídeo breve contando mais dessa boa história que faz parte da Casa Zero:

No dia 31 de agosto, o evento ExperiMentes, promovido pela Escola Balão Vermelho, reuniu famílias, crianças e educadores em uma celebração de descobertas, trocas e experiências que valorizam o aprender fazendo.

Foi um dia para ver, sentir e experimentar — um verdadeiro convite à curiosidade, à inovação e ao cuidado com o mundo.

Representando a Casa Zero, Luiza Franco esteve presente ao lado de Diego Lara, da Brandt Meio Ambiente, em nome do Instituto Serra do Curral, oferecendo uma vivência inspiradora voltada para o compartilhamento de conhecimento e práticas sustentáveis.

Durante o encontro, os participantes foram convidados a conhecer a Candeia, uma espécie nativa que integra os biomas Mata Atlântica e Cerrado, e que representa a força e a resiliência das nossas florestas.

Com suas sementes aladas, a Candeia se tornou o ponto de partida de uma atividade simbólica: cada família recebeu sementes e um adubo rico em nutrientes, preparado em parceria com o Massalas, negócio de impacto voltado para a gestão de resíduos orgânicos.

A proposta era simples, mas poderosa — plantar uma muda, cuidar dela e multiplicar esse gesto sutil de sustentabilidade em casa.

Um pequeno ato capaz de gerar conexões profundas entre pessoas, território e natureza.

A experiência ganhou ainda mais significado com a entrega da Carteirinha de Guardião da Serra do Curral, um símbolo de pertencimento e responsabilidade ambiental.

Cada participante levou consigo não apenas uma muda, mas também o compromisso de proteger um dos patrimônios naturais mais importantes de Belo Horizonte.

O evento contou com o apoio da Construtora Altti, responsável pelas obras de revitalização das edificações de apoio da travessia da trilha da crista da Serra do Curral, reforçando a importância da parceria entre instituições comprometidas com o desenvolvimento sustentável do território.

O encontro contou também com a presença de Ana Paula Assunção, Educadora Ambiental e atual Diretoria de Educação Ambiental da Prefeitura de Belo Horizonte.

A arquitetura corporativa desempenha um papel fundamental na vida das empresas. Mais do que organizar espaços físicos, ela é uma ferramenta estratégica para criar ambientes que estimulam a eficiência, fortalecem a colaboração e promovem o bem-estar de quem trabalha ali.

No projeto desenvolvido para o Grupo Partners, adotamos esse olhar ampliado, em que a arquitetura vai além da estética ou da técnica construtiva. Partimos do princípio da biofilia, integrando elementos naturais em diferentes escalas: da ventilação cruzada à valorização da luz natural, do paisagismo integrado à escolha consciente dos acabamentos e mobiliários. Estudos mostram que essa abordagem reduz o estresse, melhora o humor e amplia a criatividade.

Para que essa transformação fosse real, unimos eficiência, estética e sustentabilidade por meio de soluções de baixo impacto e alto significado:

  • Layout flexível, capaz de se adaptar às mudanças e incentivar a colaboração.
  • Pé-direito generoso, ampliando a sensação de conforto e leveza.
  • Intervenção mínima em prumadas hidráulicas, reforçando a racionalidade técnica e a responsabilidade ambiental durante a obra.
  • Curadoria de materiais conscientes, como tintas minerais sem compostos orgânicos voláteis (COVs), que asseguram qualidade do ar e ambientes mais saudáveis.
  • Valorização de elementos originais, preservando o piso em pedra natural e reutilizando montantes metálicos e portas de madeira maciça, reduzindo a necessidade de novos recursos.

Essas escolhas não apenas qualificaram os espaços, como também reforçaram o compromisso com uma arquitetura que respeita o meio ambiente e coloca as pessoas no centro.

A presença de elementos naturais como a presença de plantas e da ventilação natural trouxe para o escritório a atmosfera biofílica que buscávamos: um lugar vivo, em que o trabalho acontece em harmonia com o natural.

Ao final, reafirmamos uma convicção: a arquitetura vai além da forma. Ela é cultura, saúde e sustentabilidade traduzidas em espaço. É estratégia que gera impacto positivo nas pessoas e nos resultados de uma organização.

Projeto e Assessoria: Casa Zero
Arquitetas: Luiza Franco e Luciana Castro
Gestão Obra: Construtora Acaiaca
Fotografias: Dentro Fotografia e Nelson Almeida

No Dia Mundial dos Oceanos, é essencial relembrar o papel vital que os ambientes marinhos desempenham na manutenção do equilíbrio da vida no planeta. Embora muitas vezes invisíveis em nosso cotidiano, os oceanos são verdadeiros sistemas reguladores da Terra, responsáveis por muito mais do que belas paisagens e biodiversidade.

De acordo com uma reportagem da National Geographic de 2024, os oceanos:

  • Produzem 70% do oxigênio que respiramos;
  • Armazenam 39 mil gigatoneladas de carbono, funcionando como um grande “pulmão azul” do planeta;
  • Fornecem 15% da proteína consumida no mundo;
  • E regulam a temperatura global, absorvendo e redistribuindo o calor da atmosfera.

Diante disso, fica fácil entender: proteger os oceanos é proteger a nós mesmos.

Como os oceanos regulam o clima?

Os oceanos são como um ar-condicionado natural da Terra. Eles absorvem parte significativa do calor emitido pelo Sol e das emissões de gases do efeito estufa (como o CO₂), evitando que a temperatura média global aumente de forma abrupta.
Quando essa capacidade de absorção é comprometida — devido ao aquecimento global e à poluição — o equilíbrio térmico do planeta começa a se desfazer.

O resultado? Fenômenos climáticos cada vez mais intensos: ondas de calor, furacões, secas e tempestades.
A WWF explica que o aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra, causado principalmente pelo excesso de gases do efeito estufa liberados por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.

E eu com isso?

A pergunta é legítima — e a resposta, direta: tudo está conectado.
Quando os oceanos aquecem, o gelo dos polos derrete, o nível do mar sobe e ecossistemas costeiros inteiros desaparecem. Espécies marinhas sensíveis à temperatura — como corais, peixes e crustáceos — sofrem com o branqueamento e a perda de habitat. E isso impacta diretamente a segurança alimentar, o clima das cidades e a economia global.

Além disso, com a acidificação dos oceanos — resultado da absorção de CO₂ — a fauna marinha perde sua capacidade de manter o equilíbrio químico necessário para sobreviver.
Sem oceanos saudáveis, o planeta perde um de seus principais aliados no combate ao aquecimento global.

Tanto as florestas quanto os oceanos são fundamentais para capturar os gases do efeito estufa e manter o equilíbrio climático.
Se as florestas funcionam como “filtros verdes”, os oceanos são “reservatórios azuis”, ambos trabalhando silenciosamente para mitigar os impactos do nosso modo de vida.

Cuidar dos oceanos é, portanto, cuidar da vida em todas as suas formas.
Cada ação, desde a redução do consumo de plásticos até o apoio a políticas públicas de conservação marinha, é um gesto que ajuda a garantir o futuro climático do planeta.

O que é Aquecimento Global?

O Aquecimento Global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra que pode ser consequência de causas naturais e atividades humanas.

Isto se deve principalmente ao aumento das emissões de gases na atmosfera que causam o efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

O convite para mudar

O aquecimento global não é um problema distante, é uma realidade presente. 
E ainda que os desafios sejam grandes, pequenas atitudes podem fazer a diferença:

  • Reduzir o consumo de produtos descartáveis;
  • Apoiar empresas com práticas sustentáveis;
  • Valorizar a economia circular;
  • E cobrar ações efetivas de governos e instituições.

Preservar os oceanos é preservar o lar que compartilhamos.

 

No dia 10 de dezembro, a Casa Zero marcou presença na Semana da Engenharia, promovida pela Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), em Belo Horizonte. O evento reuniu profissionais, especialistas e lideranças dos setores da engenharia, arquitetura e urbanismo para discutir os caminhos da Engenharia ESG e o papel das cidades diante da urgência climática.

A fundadora da Casa Zero, Luiza Franco, foi uma das palestrantes convidadas do painel “Na estrada da Smart City e ESG”, apresentando o tema “O Projeto Casa Zero”, uma reflexão inspiradora sobre o futuro dos negócios e das cidades em tempos de transição ambiental e social.

Fotografia: Fábio Batista

Um olhar regenerativo para o futuro da construção

Durante sua fala, Luiza destacou como como a Casa Zero se tornou atuante e referência em Construção Sustentável, unindo inovação, conforto e responsabilidade ambiental. A atuação de quase 10 anos do escritório/consultoria propõe uma nova forma de projetar o espaço construído — onde cada decisão é também, além da estratégia técnica-científica, um gesto dos clientes e lideranças que escolhem esse caminho.

A Casa Zero tem se posicionado como um caminho colaborativo de conhecimento e prática, conectando profissionais de diferentes áreas — arquitetura, engenharia, design e comunicação — para desenvolver soluções integradas que alinham estética, técnica e propósito.

Cidades inteligentes e humanas

A palestra reforçou que o urbanismo sustentável precisa integrar mobilidade limpa, eficiência energética, reaproveitamento de recursos e conexão com a natureza.

Sustentabilidade como estratégia e propósito

O debate promovido pela SME trouxe à tona questões essenciais sobre o papel das empresas e da engenharia na redução da pegada de carbono e na transição para modelos construtivos mais responsáveis.

Eventos como esse são oportunidades valiosas para ampliar o diálogo entre tecnologia, sustentabilidade e impacto social, demonstrando que engenharia e arquitetura são pilares essenciais da transição ecológica.

Vivemos um momento histórico em que os impactos da humanidade sobre o planeta se tornaram inegáveis e cada vez mais urgentes. Nossa forma de produzir, consumir e habitar o mundo tem transformado profundamente os ecossistemas, a biodiversidade e o clima. Em 2020, um estudo publicado na revista Nature revelou um marco que simboliza essa nova realidade: pela primeira vez na história, a massa dos objetos construídos pela humanidade ultrapassou o peso total da biomassa de todos os seres vivos da Terra.

Esse ponto de virada foi nomeado como o início da Era do Antropoceno — termo derivado do grego anthropos (humano) e kainos (novo), que designa uma nova época geológica marcada pela influência direta das atividades humanas sobre o planeta. O conceito foi popularizado em 2000 pelo químico holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1995, e desde então vem sendo discutido amplamente por cientistas.

Causas e Consequências do Antropoceno

Os fatores que nos trouxeram até aqui estão ligados ao avanço da Revolução Industrial, ao progresso tecnológico, ao crescimento populacional e ao aumento acelerado da produção e do consumo. Essas transformações intensificaram a exploração de bens naturais, minerais, fósseis, além do uso da água e do solo em escala sem precedentes. Como consequência, observamos também a elevação das emissões de carbono e o acúmulo de poluição em todas as esferas ambientais.

Esse desequilíbrio gera impactos profundos no ecossistema planetário: mudanças climáticas cada vez mais extremas, com enchentes, queimadas, tempestades e ondas de calor intensas. Mas os efeitos não param por aí — desastres ambientais também desencadeiam crises sociais e econômicas, pois todos nós dependemos de um meio ambiente saudável para viver e prosperar.

Uma Reflexão Necessária

O marco de 2020 parece quase inacreditável, mas é real e já sentimos seus efeitos. Mais do que um dado científico, ele nos convida a repensar nossa forma de consumir, de construir, de nos alimentar e até de nos deslocar no dia a dia. Do nível individual ao coletivo, é urgente refletir, dialogar e agir para amenizar os impactos que causamos e, sempre que possível, buscar formas de regenerar o planeta.

A seguir é apresentado o gráfico de evolução da massa antropogênica ao longo dos anos e a sua superação à massa de origem natural.

E você, já conhecia esse dado? De que forma essa reflexão mexe com você?

O que tem feito, em sua vida pessoal ou profissional, para reduzir os impactos ambientais?

Conecte-se com a Casa Zero para ampliar seus gestos de sustentabilidade.

Fontes:

https://www.ibdr.la/99r8Lw2FyhdEZGdZ6

https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106

O IBSocial nasceu com o propósito de conectar o mercado, a sociedade e o meio acadêmico para criar e implementar soluções inovadoras de impacto social, além de promover o empreendedorismo com propósito. Sua atuação se estende a diferentes frentes, desenvolvendo ações em comunidades e projetos voltados a crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

No dia 5 de novembro de 2022, foi realizado o 1º Fórum IBSocial, evento que marcou o início de um importante espaço de diálogo sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa. O tema central foi a causa ESG — sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança).

O conceito ESG reúne um conjunto de critérios utilizados por investidores e analistas para avaliar o desempenho de sustentabilidade e responsabilidade de uma organização. Ele engloba aspectos como gestão de resíduos e mudanças climáticas (E), direitos humanos e satisfação dos colaboradores (S) e estrutura administrativa e ética empresarial (G). Cada vez mais, empresas de todos os portes — pequenas, médias e grandes — vêm adotando práticas alinhadas a esses princípios, reconhecendo sua relevância estratégica e social.

Durante o evento, o presidente do IBSocial, Bernardo Parolini, destacou a importância do tema e convidou nomes de referência em Belo Horizonte para compartilhar suas experiências e visões sobre ESG, entre eles: Francine Pena Póvoa, Matheus Pedrosa dos Reis, Rafael Cota Maciel, Luiza Franco, Emílio Parolini e Pedro Emboava.

Entre as participações, Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, trouxe uma abordagem inspiradora para o Fórum. A Casa Zero é um ecossistema de sustentabilidade e inovação social que atua na criação de soluções educativas, culturais e empresariais para transformar hábitos, fortalecer comunidades e ampliar a consciência ambiental.

Em sua fala, Luiza ressaltou o papel do ESG como um impulsionador do mercado, seja ele privado, do terceiro setor ou acadêmico. Segundo ela, essa abordagem amplia a visão das decisões corporativas, incentivando ações de impacto positivo e a mitigação dos impactos negativos, e se consolida como uma poderosa ferramenta de transformação cultural dentro das organizações.

Ela destacou ainda a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como guias práticos para orientar e mensurar essas ações — um compromisso que a Casa Zero adota em seus próprios projetos e metodologias.

Durante sua participação, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta reflexiva desenvolvida pela Casa Zero para inspirar práticas conscientes no ambiente corporativo. O baralho convida empresas e equipes a reconhecerem e valorizarem pequenas atitudes do dia a dia que geram grandes impactos positivos, promovendo a sustentabilidade de forma estratégica, humana e integrada à cultura organizacional.

Já Francine Póvoa, diretora da Legacy4Business, reforçou que temas como capitalismo consciente, Sistema B, ESG e governança são verdadeiras alavancas para o avanço das agendas ambientais e sociais, fundamentais para um desenvolvimento mais justo e responsável.

O 1º Fórum IBSocial consolidou-se, assim, como um marco de integração entre conhecimento, propósito e ação, reafirmando o compromisso do Instituto em promover uma transformação positiva e sustentável na sociedade. O protagonismo de iniciativas como a Casa Zero e a atuação de líderes como Luiza Franco evidenciam que a sustentabilidade e o ESG são um exercício não só dos negócios, mas também de empatia humana e planetária.

Ficou interessado em ver como foi esse encontro inspirador?

Acesse o link e confira os destaques do 1º Fórum IBSocial:

https://www.instagram.com/reel/Cl6ucN7DFR2/?igsh=MTM3aDRhZ2M2c2kxYQ==