Residências modelos em sustentabilidade: esta é a Vila Sustentável que está em construção na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. As unidades habitacionais concebidas a partir de muita pesquisa científica foram foco de um dos temas apresentados no VI Congresso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora que a ocorreu em maio deste ano (2019). Luiza Franco, consultora da Casa Zero, foi autora principal do artigo sobre este projeto publicado para o evento, no qual abordou técnicas da arquitetura bioclimática, estratégias para maior eficiência energética e ainda a análise do desempenho térmico a partir do uso de materiais construtivos de concreto com conteúdo reciclado de resíduos siderúrgicos.

O projeto analisou, sob a perspectiva da redução dos impactos ambientais dos setores siderúrgico e da construção civil, a aplicação da escória de aciaria – resíduo sólido industrial da siderurgia – como agregado para a fabricação de produtos moldados in-loco e pré-fabricados de concreto e, ainda, verificar o grau de desempenho e a eficiência ambiental destes produtos para a arquitetura e o ambiente construído. Para avaliar a viabilidade de uso de argamassa, concreto, blocos de pavimento e blocos de alvenaria com conteúdo de escória de aciaria como insumo destes elementos construtivos, foi verificada a conformidade dos parâmetros da Norma de Desempenho – NBR 15575 (ABNT, 2013) – para edificações habitacionais e, adicionalmente, o atendimento aos requisitos para certificações de edificações sustentáveis. O desenvolvimento da pesquisa atestou o cumprimento aos parâmetros técnicos e ambientais da Norma de Desempenho sobre o projeto da Vila Sustentável, além de indicar a viabilidade econômica do emprego da escória de aciaria em substituição aos agregados naturais (brita e areia), convencionalmente utilizados construção civil.

Neste sentido, a Vila Sustentável é uma alternativa promissora de habitação social para os países situados em regiões de clima tropical, buscando reduzir o déficit habitacional, propiciar melhor conforto térmico para o ocupantes, bem como mitigar os impactos ambientais do depósito de resíduos da cadeira da indústria
siderúrgica.

O artigo completo, intitulado Viabilidade Técnica e Desempenho Térmico de um Modelo de Habitação de Interesse Social Construído com Escória de Aciaria – A Vila Sustentável encontra-se a partir da página 668 dos anais do congresso clicando aqui.

Por Luiza Franco, fundadora da Casa Zero.

Dentre tantas estratégias e tecnologias que promovem a sustentabilidade e geram efetivo retorno financeiro, a startup @casazero arrisca dizer que a área de Eficiência Energética é a grande promissora.

E ainda, se te dissermos, dentro deste contexto, que o setor de energia voltado para a indústria e as edificações crescerá até 5 vezes nos próximos 12 anos se comparado ao estado atual? Essa abordagem e muitas outras de alta relevância para o crescimento econômico tem direta relação com as possibilidades de cumprimento do papel do Brasil no Acordo de Paris frente às reduções dos gases do efeito estufa para limitar o aquecimento global.

O estudo intitulado “Potencial de empregos gerados na área de Eficiência Energética no Brasil de 2018 até 2030” desenvolvido pela @mitsidi_projetos e, no qual a Casa Zero foi uma das organizações que apoiaram por meio da contribuição nos questionários, aponta o quanto a diversificação das fontes de energia, potencializando as de fontes renováveis, são essenciais para esse crescimento.

Para atingir a meta firmada pelo Brasil no Acordo de Paris em alcançar 10% de ganhos em eficiência energética no setor elétrico, o Brasil precisará ainda de investimentos em profissionais qualificados, equipamentos, tecnologias e estratégias de projeto mais eficientes para edificações. Estes apontamentos indicam o quanto o setor de Eficiência Energética poderá contribuir para uma maior sustentabilidade das cidades gerando retorno financeiro para pessoas e empresas.

Para ver o estudo completo, clique aqui.

Por Luiza Franco, fundadora Casa Zero.

Foto: Mariana Proença via Unsplash

A alta geração de resíduo plástico está sendo bastante questionada nos dias atuais e, conforme matéria feita no programa Justiça em Questão, com transmissão no dia 03 de junho de 2019 pela Rede Minas, a startup Casa Zero teve a oportunidade de apresentar a contribuição do seu trabalho dentro deste cenário.

De acordo com a reportagem, o plástico surgiu na década de 1950 como uma inovação e a promessa de trazer praticidade para a vida das pessoas. Porém, ao longo do tempo, a quantidade de lixo gerada pelo material virou motivo de preocupação. Dados relevantes apontam que, se as tendências de consumo e descarte continuarem como é hoje, em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

Diante deste panorama de desequilíbrio ambiental frente ao plástico e ainda por tantos outros aspectos incorporados ao hábito de vida das pessoas e dos negócios, a Casa Zero inova o mercado ao  ajudar pessoas e empresas a adotarem práticas sustentáveis que trazem economia com valor ambiental e social.

Veja a seguir a reportagem completa com a entrevista dada pela Luiza Franco, fundadora da Casa Zero.

Como já nos apresentamos no nosso site, somos um hub de criação compartilhada. Estamos aqui para inspirar e ser inspirados para uma cultura mais sustentável nos negócios e no meio urbano.

Há menos de 2 meses de casa nova, a startup Casa Zero, no dia 10 de abril de 2019, abriu as portas para um bate papo com futuros arquitetos urbanistas da @unaoficial . Falamos sobre o papel desses profissionais em transformar o ambiente construído de forma mais sustentável. E questionamos que nem sempre o que é habitual no projetar e construir é o mais eficiente.


Reinventar e compartilhar foram palavras que ressoaram neste encontro. No nosso espaço junto à @casajardina realizamos palestras, eventos e oficinas. Venha falar com a gente sobre sustentabilidade, estamos de portas abertas!

Fotos: @estaticozero e acervo pessoal

No dia 07 de maio de 2019, a fundadora da Casa Zero, @luizafranco , ministrou palestra para os alunos de engenharia do Centro Universitário @unaseteoficial . Tendo como tema: Sustentabilidade – Rejeitos da Mineração e Resíduos da Siderurgia como matérias-primas para o Ambiente Construído, ela falou sobre a viabilidade de uso dos rejeitos de barragem de mineração e da escória de aciaria da produção do aço da siderurgia como componentes para a fabricação de artefatos de concreto para a construção civil.

Mestre em Engenharia Civil e Arquiteta Urbanista, ela contou sobre pesquisas científicas que desenvolveu e apresentou as atuações da startup @casazero . Destacou o quanto a viabilidade de uso destes “resíduos” é mais do que comprovada cientificamente em diversas pesquisas nacionais e internacionais.

O ponto forte, que foi tema do seu mestrado, é a avaliação do desempenho dos materiais construtivos, compostos por estas tecnologias, ao longo da vida útil das edificações. Sua pesquisa científica avançou na implementação de um modelo habitacional de interesse social, em escala real, na cidade de Ouro Preto.

Denominado Vila Sustentável, a construção do modelo já teve todas as alvenarias estruturais erguidas com blocos de concreto contendo como agregados estes resíduos.

Fotos: Acervo pessoal

Dia 30 de abril de 2019, véspera de feriado do dia do trabalho, foi o momento de falar sobre temas relacionados à tragédia de Brumadinho. Os cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil do Centro Universitário UNA receberam a arquiteta urbanista @luizafranco e o engenheiro civil Jamil, para falarem sobre aproveitamento de rejeitos da mineração e construção de barragens, respectivamente. 


3 meses após o rompimento da barragem de Brumadinho, do qual houveram 233 mortes e 37 desaparecidos, o convite da @unabdarqurb deu a oportunidade de tentar impactar positivamente a mesma proporção de alunos, futuros engenheiros e arquitetos.


Luiza, além de afirmar a viabilidade de uso destes “resíduos”, comprovada cientificamente por pesquisas nacionais e internacionais, destacou o papel fundamental da avaliação de desempenho dos materiais construtivos, compostos por estas tecnologias, ao longo da vida útil das edificações. Sua pesquisa científica avançou na implementação de um modelo habitacional de interesse social, em escala real, na cidade de Ouro Preto.


Denominado Vila Sustentável, a construção do modelo já teve todas as alvenarias estruturais erguidas com blocos de concreto contendo como agregados estes resíduos.

Fotos: Educadores Centro Universitário UNA

Hoje eu quero falar com você que toma banho de chuveiro em casa, que tem garrafa de água na geladeira ou que leva seu carro para lavar. Se você vivência essas coisas, te convido a refletir. Estamos em pleno século XI e o acesso a água potável ainda é um privilégio. Somente para 20% da população de áreas rurais e 68% de áreas urbanas(*). Se a água é um recurso natural renovável, ou seja, inesgotável, está tudo errado. Precisamos aprimorar a gestão hídrica urbana.

Precisamos de gestão hídrica inovadora nas edificações. Temos que extrair menos água dos nossos lençóis e fazer mais reuso de água tratada. Temos que usar mais tecnologias construtivas para reduzir o consumo e fazer mais uso de água pluvial. Quantas vezes já me questionei o impressionante fato de ao dar descarga ser uma água potável [limpa e própria para beber] o meio de descarte do meu xixi e do meu cocô. Isso não faz o menor sentido sabendo que tem pessoas que não tem um gole de água.

Convido você, no dia mundial da água, a pensar o que pode fazer daqui para frente para melhorar o seu hábito e inspirar positivamente as pessoas à sua volta. Pense também no que você pode investir em sua casa, no seu trabalho e no seu negócio. O que se paga por isso é impacto positivo no mundo e economia financeira futura para você. 

Por Luiza Franco, fundadora Casa Zero.

(*)Fonte: UN Women
Foto: unsplash

Se essa imagem é impactante para você, seja mais um a se juntar a milhões de jovens de todo o mundo pela greve mundial do clima. 

Esse é um movimento que surgiu pela iniciativa de uma estudante sueca que ganhou força em 1325 cidades e 98 países. Denominado #FridaysForFuture , a iniciativa quer alertar governos e sociedade sobre a dramática realidade de mortalidades em consequência das mudanças climáticas. 

Amanhã, dia 15/03, às 11h de Brasília, será simbólico e em #belohorizonte o encontro será na Praça da Liberdade. 

O homem está jogando contra o meio ambiente e, se não mudarmos nosso comportamento em todos os níveis – social, ambiental, político, industrial – estamos fadados a lutar contra a mãe natureza. 

A Casa Zero apoia o movimento e convida você a se juntar à @gretatunberg e a toda uma geração mundial de jovens que espera ter um futuro próspero. 


Por Luiza Franco, fundadora Casa Zero.

Foto: @karptein

A arquiteta e urbanista, Luiza Franco, sócia da Casa Zero, foi proponente e participou da mesa de debate sobre as intervenções sociais por meio da extensão universitária no II Colmeia – Colóquio sobre Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local ocorrido nos dias 26 e 27 de outubro de 2017. Foi levantada a importância do amplo diálogo interdisciplinar sobre a intervenção social para promoção de desenvolvimento urbano comunitário entre pesquisadores, estudantes e sociedade.

Além do debate, foi realizada a apresentação do LEIA – Laboratório Ecossistêmico Interdisciplinar de Aprendizagem na Arquitetura, projeto de extensão também coordenado pela Luiza, que é professora no Centro Universitário UNA. Realizado desde 2016, as ações realizadas no projeto visam promover o desenvolvimento de tecnologias construtivas aplicáveis à sociedade urbana, possibilitando o acesso a métodos alternativos de construção e gestão de resíduos, provocando uma melhoria da qualidade de vida da sociedade.

   

A partir de atividades no terraço de um dos campi universitários, o Projeto de Extensão LEIA – Laboratório Ecossistêmico Interdisciplinar de Aprendizagem da a oportunidade de educadores e alunos participarem de ações de mitigação aos impactos sociais e ambientais urbanos fora da sala de aula e relacionar, diretamente, com a comunidade externa. O projeto estimula a produção de hortas urbanas com o desenvolvimento de produtos, tecnologias e métodos alternativos de construção e gestão de resíduos, além de carregar o valor à soberania alimentar.

Em entrevista à Globo, para o programa Terra de Minas, alguns participantes relataram pontos de alto valor social e ambiental: alimentar-se bem, estar em contato com a natureza, ter alimentos frescos, se apropriar de algum lugar, gastar menos, gerar renda, dar vida a um lugar, promover a socialização e a inclusão.

Ainda houve a realização de um concurso, aonde muitas foram as possibilidades em destaque nos projetos de hortas urbanas ganhadores. Promovido pelo Projeto LEIA na arquitetura coordenado pela professora Luiza Franco, também sócia da Casa Zero, dentro do Centro Universitário UNA para toda a comunidade, foi uma oportunidade de colocar a mão na massa e desenvolver protótipos que poderiam depois ser reproduzidos. Estimulando toda a sociedade a também se conectar a causa.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Em evento gratuito, aberto ao público, divulgado aqui e ocorrido no terraço do campus UNA João Pinheiro em 29 de novembro de 2016, sociedade e comunidade acadêmica tiveram a oportunidade de avaliar mais de 20 projetos pilotos de hortas urbanas construídos pelos alunos da arquitetura com o apoio interdisciplinar da instituição e votar naquele que mais se destacou.

Os projetos dos três primeiros lugares, incluindo cartilha explicativa sobre a concepção do projeto, os métodos construtivos, a forma de uso e manutenção, além de dicas de cultivo, você pode conferir a seguir:

1º lugar: Horta Portal

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Cartilha Horta Portal

2º lugar: Horta Bambulê

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Cartilha Horta Bambulê

3º lugar: Canteiro no Cantinho

Canteiro no Cantinho 2

Cartilha Canteiro no Cantinho

Mais notícias da mídia sobre a repercussão do evento você confere nos links a seguir:

Vídeo You Tube – Extensão UNA

Notícia – Jornal Contramão

Cobertura – BH Eventos

 

Para mais informações, dicas, consultoria e projeto entre em contato conosco.