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No Dia Mundial dos Oceanos, é essencial relembrar o papel vital que os ambientes marinhos desempenham na manutenção do equilíbrio da vida no planeta. Embora muitas vezes invisíveis em nosso cotidiano, os oceanos são verdadeiros sistemas reguladores da Terra, responsáveis por muito mais do que belas paisagens e biodiversidade.

De acordo com uma reportagem da National Geographic de 2024, os oceanos:

  • Produzem 70% do oxigênio que respiramos;
  • Armazenam 39 mil gigatoneladas de carbono, funcionando como um grande “pulmão azul” do planeta;
  • Fornecem 15% da proteína consumida no mundo;
  • E regulam a temperatura global, absorvendo e redistribuindo o calor da atmosfera.

Diante disso, fica fácil entender: proteger os oceanos é proteger a nós mesmos.

Como os oceanos regulam o clima?

Os oceanos são como um ar-condicionado natural da Terra. Eles absorvem parte significativa do calor emitido pelo Sol e das emissões de gases do efeito estufa (como o CO₂), evitando que a temperatura média global aumente de forma abrupta.
Quando essa capacidade de absorção é comprometida — devido ao aquecimento global e à poluição — o equilíbrio térmico do planeta começa a se desfazer.

O resultado? Fenômenos climáticos cada vez mais intensos: ondas de calor, furacões, secas e tempestades.
A WWF explica que o aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra, causado principalmente pelo excesso de gases do efeito estufa liberados por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.

E eu com isso?

A pergunta é legítima — e a resposta, direta: tudo está conectado.
Quando os oceanos aquecem, o gelo dos polos derrete, o nível do mar sobe e ecossistemas costeiros inteiros desaparecem. Espécies marinhas sensíveis à temperatura — como corais, peixes e crustáceos — sofrem com o branqueamento e a perda de habitat. E isso impacta diretamente a segurança alimentar, o clima das cidades e a economia global.

Além disso, com a acidificação dos oceanos — resultado da absorção de CO₂ — a fauna marinha perde sua capacidade de manter o equilíbrio químico necessário para sobreviver.
Sem oceanos saudáveis, o planeta perde um de seus principais aliados no combate ao aquecimento global.

Tanto as florestas quanto os oceanos são fundamentais para capturar os gases do efeito estufa e manter o equilíbrio climático.
Se as florestas funcionam como “filtros verdes”, os oceanos são “reservatórios azuis”, ambos trabalhando silenciosamente para mitigar os impactos do nosso modo de vida.

Cuidar dos oceanos é, portanto, cuidar da vida em todas as suas formas.
Cada ação, desde a redução do consumo de plásticos até o apoio a políticas públicas de conservação marinha, é um gesto que ajuda a garantir o futuro climático do planeta.

O que é Aquecimento Global?

O Aquecimento Global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra que pode ser consequência de causas naturais e atividades humanas.

Isto se deve principalmente ao aumento das emissões de gases na atmosfera que causam o efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

O convite para mudar

O aquecimento global não é um problema distante, é uma realidade presente. 
E ainda que os desafios sejam grandes, pequenas atitudes podem fazer a diferença:

  • Reduzir o consumo de produtos descartáveis;
  • Apoiar empresas com práticas sustentáveis;
  • Valorizar a economia circular;
  • E cobrar ações efetivas de governos e instituições.

Preservar os oceanos é preservar o lar que compartilhamos.

 

Já pensou no desenvolvimento de produtos que consumam menos energia ou reduzam a geração de lixo quando é pensado o seu design? Estes são alguns dos critérios do Ecodesign.

Fatores ecológicos são fundamentais para a concepção, fabricação, uso e descarte de produtos visando equilibrar as atividades produtivas e a preservação dos recursos naturais que mantém nossas cidades.

O método do Ecodesign é um caminho para que o mercado ofereça materiais com viés sustentável para a arquitetura e a construção.

A Casa Zero disponibiliza Palestras sobre este tema e outros que ainda vamos mostrar por aqui.

Na foto do Archdaily detalhe do elemento modular, tipo cobogó, concebido pelo artista austro-americano Erwin Hauer para a Casa Cobogó do Studio MK27 de Marcio Kogan e Carolina Castroviejo.

Você acredita que tem muita gente que ainda não sabe o quanto a arquitetura e os materiais usados em uma construção podem influenciar na saúde delas?

Quando bem escolhidos e aplicados, elementos construtivos podem favorecer o conforto das pessoas e ainda reduzir o consumo de energia de uma edificação. Um produto muito útil para favorecer a ventilação e iluminação naturais, dar privacidade, sombrear e ainda dispensar o uso de ar-condicionado é o Cobogó.

Este elemento vazado, que traz muita beleza na arquitetura, foi criado na década de 1920 em Recife para auxiliar na regulação térmica do calor nordestino. Porém deve sempre ser aplicado com técnica para garantia da eficiência. Não são indicados em condições de grandes cargas de compressão na estrutura e dependem da orientação solar e das correntes de ar. Neste último caso, para garantir o desempenho térmico e a iluminância recomendadas dos ambientes. E, lembrem-se, em regiões muito frias e com qualidade de ar imprópria, não são uma boa pedida.

O que você mais repara quando admira um edifício ou residência? Sua forma? Seu tamanho?

Olhando o conjunto de uma edificação as pessoas deveriam admirar muito além do seu porte ou volume arquitetônico. Uma construção de qualidade deve prezar aspectos relevantes para a saúde das pessoas que irão frequentá-la. Deve garantir o conforto ambiental a partir de boas escolhas de materiais e tecnologias. E, mais ainda, praticar gestos de sustentabilidade que promovam contribuições sociais para a comunidade envolvida e que minimizam impactos ambientais do processo construtivo.

Para isto, existem selos concedidos às edificações que cumprem estratégias de projeto e construtivas para a sustentabilidade. A Casa Zero é uma consultoria especialista em certificações para construções sustentáveis, incluindo o selo americano LEED da USGBC.

Por Luiza Franco, Fundadora Casa Zero.

Fotos Nelson Kon postadas no Archdaily e projeto arquitetônico Studio MK27.