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Reformar um apartamento no Edifício JK é, antes de tudo, assumir um diálogo com a história, com a cidade e com uma obra emblemática da arquitetura moderna brasileira. No projeto do Apartamento GM, a Casa Zero, junto das arquitetas Luiza FrancoLuciana Castro, partiram desse entendimento para propor uma reforma transformadora e, ao mesmo tempo, sensível à estrutura original do edifício e conectada às formas contemporâneas de viver.

O projeto se insere no campo do retrofit, aquele que reconhece o valor do que já existe, potencializa suas qualidades e atualiza o espaço para responder às demandas ambientais, sociais e culturais do presente.

Integração espacial

Uma das principais decisões do projeto foi a integração dos ambientes, ampliando a percepção espacial e valorizando um dos grandes atributos do JK: a fachada envidraçada. Essa escolha permite maior entrada de luz natural, favorece a ventilação cruzada e reduz a dependência de iluminação artificial e sistemas mecânicos de climatização.

Ao abrir o apartamento para a fachada e eliminar barreiras desnecessárias, o espaço passa a dialogar de forma mais direta com a cidade, reforçando a relação entre interior, paisagem urbana e qualidade ambiental.

Estrutura aparente

No Apartamento GM, a arquitetura não esconde o edifício, mas sim o revela. A estrutura de concreto aparente é assumida como elemento central do projeto, reduzindo o uso de revestimentos e, consequentemente, o consumo de novos materiais. Essa decisão não é apenas estética: ela carrega um posicionamento ambiental claro, alinhado à reduzir uso de matéria-prima e gerar resíduos.

O mesmo cuidado se aplica à preservação do piso de madeira, um material natural, durável e conectado à biofilia, que reforça a sensação de aconchego e conforto.

Curadoria de materiais 

A escolha dos materiais segue uma lógica de equilíbrio. Seleção de técnicas produtivas mais artesanais, como o ladrilho hidráulico e o granilite, dialogam com os traços industriais do concreto e estrutura elétrica aparente, criando uma arquitetura que combina memória e contemporaneidade.

Elementos com acabamento em madeira e obras de arte equilibram o conjunto, resultando em um ambiente que não apenas tem funcionalidade, mas também acolhe. O banheiro, por exemplo, assume um caráter disruptivo, colorido e contemporâneo, mostrando que inovação e respeito ao patrimônio podem coexistir.

Funcionalidade do layout 

A área de serviço foi cuidadosamente embutida no espaço adjacente ao banheiro, mantendo a fluidez visual do apartamento e garantindo funcionalidade sem comprometer a estética. Essa solução reforça como decisões inteligentes de layout são capazes de elevar o aproveitamento do espaço ao seu máximo potencial.

Neste vídeo mostrando o antes e depois, podemos observar como esses detalhes fizeram toda a diferença:

O Edifício JK: patrimônio e infraestrutura urbana ativa

Projetado em 1950, o Edifício JK segue ensinando sobre o futuro das cidades. Sua proposta na diversidade de usos, inserção urbana e adaptação ao tempo o tornam um exemplo claro de como o patrimônio pode e deve ser parte da agenda de cidades resilientes.

O retrofit, nesse contexto, não é nostalgia ou resistência ao novo. É uma estratégia urbana que:

  • reduz resíduos da construção civil;
  • diminui emissões associadas a novas obras;
  • aproveita infraestruturas já implantadas;
  • estimula a reocupação de áreas centrais;
  • fortalece a economia urbana existente;
  • preserva o pertencimento coletivo.

Leia mais sobre o Edifício JK e a relação dele com a cidade clicando aqui.

Ao realizar esses projetos de reforma no Edifício JK, a Casa Zero reafirma esse entendimento. Mais do que reformar imóveis, essas intervenções representam a ativação do centro urbano, trazendo mais pessoas para viver a cidade e os centros urbanos. Este é o segundo projeto realizado pela Casa Zero no edifício, ambos levando projetos residenciais a um novo patamar da arquitetura sustentável. Conheça o outro projeto clicando aqui.

Veja a seguir, imagens do projeto:

Quando falamos sobre o futuro das cidades, é comum imaginarmos novas edificações, sistemas tecnológicos inovadores e soluções construtivas ainda não testadas. Mas, a partir da minha trajetória como arquiteta e urbanista, cheguei à compreensão de que: um dos caminhos mais eficientes para cidades mais resilientes frente às mudanças climáticas está justamente naquilo que já está construído.

O ambiente construído, especialmente os edifícios históricos e os centros urbanos consolidados, desempenham um papel central nas estratégias de mitigação e adaptação climática. E o Conjunto Governador Kubitschek, mais conhecido como Edifício JK, em Belo Horizonte, é um exemplo emblemático dessa reflexão.

O Edifício JK: uma cidade dentro da cidade

Projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950, a pedido de Juscelino Kubitschek e do empresário Joaquim Rolla, o Edifício JK nasceu com uma visão extremamente avançada para sua época. Ele foi concebido como um espaço de uso misto, integrando habitação, comércio, serviços, lazer e cultura em um único conjunto arquitetônico.

São dois edifícios perpendiculares, um de 36 e outro de 24 andares, contemplando mais de mil apartamentos e uma diversidade de tipologias que refletem um ideal de convivência, coletividade e diversidade social. Um conceito que pulsa até hoje e que continua sendo uma grande demanda no modo como projetamos e vivenciamos as cidades contemporâneas.

Tive a oportunidade de participar, como arquiteta urbanista, do grupo de trabalho do processo de tombamento do edifício, concluído em 2022. Esse processo foi, acima de tudo, uma chancela de algo que a cidade e seus moradores já reconheciam: a relevância histórica, cultural, arquitetônica e urbana do conjunto.

E destaco, o tombamento não deve ser entendido como um impedimento à transformação, mas sim como uma proteção contra a distorção. Ele preserva a identidade do edifício, sua volumetria, fachadas e relação com a cidade, mas ao mesmo tempo em que permite adequações internas essenciais para segurança, funcionalidade, conforto, eficiência energética, infraestrutura e sustentabilidade.

Preservar patrimônio não é olhar para trás e, sim, agir para um futuro com responsabilidade.

Requalificação urbana e mudanças climáticas

Cidades resilientes são aquelas capazes de se adaptar, resistir e se transformar diante de mudanças sociais, econômicas e climáticas. E essa resiliência passa, necessariamente, pela forma como lidamos com os edifícios existentes.

Reformar imóveis desocupados, promover retrofits em edificações abandonadas e requalificar áreas em centros urbanos são estratégias relevantes porque:

  • reduzem deslocamentos diários;
  • fortalecem a caminhabilidade;
  • ativam o espaço público;
  • promovem diversidade social;
  • diminuem emissões de gases do efeito estufa;
  • minimizam impactos socioambientais;
  • contribuem para a minimização das ilhas de calor;
  • reforçam a segurança urbana a partir do uso contínuo dos espaços.

O Edifício JK, como exemplo, está inserido no hipercentro de Belo Horizonte, em um território já servido por infraestrutura, transporte, equipamentos culturais e serviços. Valorizá-lo e qualificá-lo é potencializar tudo aquilo que a cidade já oferece, com menos impacto ambiental.

A experiência prática da Casa Zero

Nesse contexto, a atuação da Casa Zero foi especialmente significativa. Tivemos a oportunidade de realizar duas reformas de apartamentos no Edifício JK. Experiências que reforçaram minha convicção de que essa atuação no setor construtivo é um caminho essencial para cidades mais sustentáveis.

Mais do que reformar imóveis, essas intervenções representam a ativação do centro urbano, trazendo mais pessoas para viver a cidade. Além disso, quando docente, levei dezenas de estudantes para apresentar a história do edifício JK e sua inserção no Conjunto Urbano da Praça Raul Soares. Foi uma experiência extremamente enriquecedora, permitindo que futuros arquitetos, urbanistas e engenheiros compreendam, na prática, a relação entre arquitetura, patrimônio e cidades.

Conhecer o espaço é fundamental para viver, projetar e empreender melhor.

Quando falamos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, não podemos ignorar o papel da arquitetura, do urbanismo, da construção civil, dos negócios alinhados aos pilares ESG e das instituições educacionais na formação de uma cultura mais consciente.

O futuro das cidades não começa do zero. Ele começa com decisões responsáveis sobre o que já existe. Quero demonstrar, com esse recorte urbano, que é possível unir história, inovação e sustentabilidade para construir cidades mais resilientes.

Acesse, no link, uma entrevista que participei falando exatamente sobre este tema:

Em um tempo de incertezas, no auge da pandemia, lancei uma ideia simples, mas poderosa: transformar pequenos hábitos em grandes mudanças.

Assim surgiu o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade: um convite acessível para repensar a rotina e criar novos cotidianos que fazem a diferença.

São 31 cartas — cada uma com um gesto.
Um sorteio por dia.
Um desafio, uma reflexão, uma prática real.
Seja no cotidiano pessoal ou no ambiente de trabalho, cada carta é um impulso para construir novas possibilidades.

O Baralho pode ser usado individualmente, como inspiração para novos hábitos, ou em grupo, seguindo sete passos, como ferramenta de engajamento, educação, formação e troca de experiências.

Ele já é utilizado em escolas, empresas e instituições que apostam em práticas socioambientais de impacto positivo, bem como em organizações que assumem a pauta ESG como protagonista. Por pessoas e comunidades que acreditam que o futuro é presente e depende de cada escolha.

Afinal, a sustentabilidade é mais simples do que parece. E comunicar, inspirar e engajar pessoas é o caminho para cultivar uma verdadeira cultura de sustentabilidade.

Conheça mais sobre o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade:

O Baralho é para quem?

  • Escolas ou instituições que apostam em práticas sociais de impacto positivo.
  • Pessoas, famílias e comunidades que querem fazer diferença para ter um planeta melhor.
  • Vai servir para inspirar todos: adultos, colaboradores de empresas, crianças e a família toda!

O Baralho pode ser usado como?

  • Um presente inspirador.
  • Um brinde criativo.
  • Um material educativo.
  • Uma ferramenta processual inovadora.

Para conhecer mais sobre a ferramenta, acesse o vídeo a seguir com o tutorial que fizemos para instituições educacionais:

Por trás de cada empresa ou instituição há histórias que são movidas por pessoas. São elas que constroem, se dedicam, se relacionam e são impactadas pelo negócio. Líderes, colaboradores, clientes, parceiros, fornecedores, comunidades. Todos fazem parte de uma rede que dá vida a uma organização.

Mas não basta falar em capital humano, social ou em stakeholders dentro do modelo ESG. É preciso olhar para além. Porque a cultura não se resume a uma frase bonita no site, a práticas de RH ou a planos de comunicação. Cultura é o que atravessa a vida: está nas casas, nas relações, nas ruas, no meio ambiente e no trabalho.

Foi nesse ponto que me percebi refletindo sobre a Casa Zero e como ela carrega, inevitavelmente, uma parte da minha própria trajetória.

Eu nasci na cidade, mas cresci com os pés na terra. Quando criança, acompanhei a construção do sonho dos meus pais em um terreno vazio: tijolo a tijolo, nasceu uma casinha no campo. Ali aprendi a importância de poupar, cuidar e regar. Foi também ali que tive meu primeiro contato com a natureza, com a economia do dia a dia e com a ecologia que mais tarde se tornaria parte da minha formação profissional.

E teve mais: minhas primeiras experiências com a construção — literalmente em cima de um monte de britas. Vivências  que marcaram profundamente meu olhar.

Fotografia: acervo pessoal da Luiza

Hoje, essa memória me acompanha na vida urbana. Gosto de ver a cidade da bicicleta, mas sempre trazendo comigo a conexão com a natureza. Há quase 10 anos estou à frente da Casa Zero, como fundadora e gestora. Sou arquiteta urbanista, mestre em engenharia e especialista em sustentabilidade e tecnologia.
Com essa bagagem entrego projetos e consultorias para pessoas e negócios que buscam projetar e empreender com estratégias e práticas sustentáveis.

Fotografia: Camila Rocha

Acredito que é na trajetória de fundadores, lideranças e equipes — guiada por ética, transparência, justiça e consciência socioambiental — que um negócio realmente mostra sua alma.

Veja a seguir um vídeo breve contando mais dessa boa história que faz parte da Casa Zero:

O projeto EcoUrb, vinculado ao Departamento de Engenharia Urbana (Deurb) da UFOP e apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex), promoveu, nos dias 15, 22 e 29 de julho de 2021, o IV Encontro & Diálogos Ecológicos, com o tema “Cidades criativas e sustentáveis”.

O evento teve como objetivo fomentar discussões sobre estratégias para garantir uma convivência harmoniosa com o planeta, promovendo o consumo consciente e incentivando ações que melhorem a qualidade de vida urbana. A proposta do encontro ultrapassou a abordagem da redução do consumo, abordando também formas de adotar práticas sustentáveis que contribuam para o bem-estar coletivo e individual.

Nesse contexto, o conceito de cidades criativas foi explorado como um eixo de inovação e difusão de conhecimento, destacando-se a sustentabilidade como elemento central para o desenvolvimento urbano contemporâneo.

A Casa Zero integrou a mesa de debate com o tema “Cidades ecológicas: inspiração, motivação e tecnologias para construção de comunidades sustentáveis”. Durante a participação, Luiza Franco apresentou conceitos e práticas que fazem parte da essência da Casa Zero, destacando como os Gestos Sutis de Sustentabilidade, as ações cotidianas que muitas vezes passam despercebidas, podem gerar transformações significativas no mundo. Ao apresentar essas atitudes do dia a dia, ela evidenciou a escala disso, como estratégias arquitetônicas e urbanas são essenciais para um impacto coletivo e planetário. Luiza reforçou a importância de agir com consciência no presente, sem delegar para as futuras gerações.

Mais detalhes sobre as mesas temáticas a seguir:

Mesa 1 – Cidades humanas: da escala individual à sustentabilidade coletiva urbana

15 de julho de 2021

Palestrantes:

  • Luciana Bragança – Plantas, animais, água e humanos como agentes da cidade
  • Natália Garcia – Cidades para pessoas e pessoas para cidades
  • Cláudia Visoni – Agricultura urbana: um “respiro” à pandemia

Mesa 2 – Cidades ecológicas: inspiração, motivação e tecnologias para construção de comunidades sustentáveis

22 de julho de 2021

Palestrantes:

  • Luiza Franco – Gestos sutis de sustentabilidade
  • Mariane Zambelli – Certificações ambientais no Brasil
  • Francisco Assis – Uso do IPTU Verde como instrumento socioambiental

Mesa 3 – Cidades criativas: viver de forma criativa dentro dos limites planetários

29 de julho de 2021

Palestrantes:

  • Rose Meusburger – Cidade Criativa como possibilidade de desenvolvimento local
  • João Victor Teixeira – Economia circular
  • Ricardo Fiorotti – Inovações tecnológicas construtivas com reaproveitamento de resíduos

O IV Encontro & Diálogos Ecológicos reafirma o compromisso com a construção de cidades mais conscientes, integrando conhecimento acadêmico, práticas inovadoras e responsabilidade socioambiental.

A Casa Zero é um ponto de partida promissor para quem acredita na força dos gestos sustentáveis no ambiente construído. Somos uma empresa que promove a cultura da sustentabilidade de forma simples e acessível a partir de consultorias, palestras e realização de projetos para pessoas e negócios. Acreditamos que a sustentabilidade é possível com economia e rentabilidade integradas à aplicação de gestos ambientais e sociais.

Auxiliamos pessoas, negócios e profissionais da arquitetura e construção na seleção de produtos, serviços e tecnologias que potencializam a minimização de impactos e o caminho para uma sustentabilidade. Este apoio contempla a análise da qualidade técnica, o investimento e os benefícios.

Funcionamos como um radar de mapeamento contínuo e não temos exclusividade em nenhuma marca, empresa ou fornecedor. Com este apoio os clientes têm acesso ao que tem de mais inovador e eficiente no mercado para auxiliar na sua decisão de aquisição.

Para apoiar boas escolhas de tecnologias na aplicação, em projetos ou edificações existentes, oferecemos nossa experiência para os clientes fazerem as melhores escolhas. 

  • O conhecimento especializado, que se torna pertinente em um mercado cada vez mais inovador e com o lançamento frequente de novas tecnologias, produtos e serviços.
  • A otimização, podendo ser feita em um projeto arquitetônico existente ou a partir da realização de um desde o início. Com nosso conhecimento em tecnologia e sustentabilidade, indicamos estratégias arquitetônicas e construtivas que geram mais rentabilidade, qualidade e saúde para as pessoas.
  • Assessoria de clientes que já tenham um arquiteto escolhido para apoiar a introdução destas estratégias.

Abaixo um feeback! Essa foi para apoiar uma pessoa da área de arquitetura que queria embasamento em estratégias mais eficientes e de baixo impacto no seu projeto.

A Casa Zero desmistifica a sustentabilidade. Gestos sustentáveis para reduzir custos e dar rentabilidade para sua empresa e ainda aproximar as pessoas da natureza.

Vamos começar juntos a descomplicar?

No dia 19 de novembro, a RKM Engenharia recebeu Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, para uma live sobre o tema “Saúde em Casa: gestos sutis podem melhorar a saúde e a sustentabilidade do seu ambiente”. A conversa, mediada por Juliana Maioli, arquiteta e gestora de Novos Negócios da RKM, trouxe uma reflexão profunda sobre como os espaços em que vivemos impactam diretamente nossa saúde física, mental e emocional.

Segundo dados da Environmental Protection Agency (EPA) — agência ambiental norte-americana — passamos, em média, 90% do tempo em ambientes internos, e o ar desses espaços pode ser de duas a cinco vezes mais poluído do que o ar externo. Essa constatação revela um ponto essencial: cuidar das edificações é também cuidar das pessoas.

O que é uma Casa Saudável?

Uma Casa Saudável é aquela planejada e construída para promover o bem-estar integral de quem a habita. Ela considera fatores como qualidade do ar, conforto térmico, iluminação natural, acústica equilibrada e escolha consciente de materiais. Tudo é pensado para reduzir a exposição a agentes nocivos, melhorar a vitalidade e proporcionar uma vida mais equilibrada.

Mais do que um conceito técnico, trata-se de uma nova forma de viver — onde arquitetura, engenharia e comportamento se unem em torno do propósito de gerar ambientes que cuidam de quem cuida.

Luiza explica que sintomas como fadiga constante, irritação nos olhos, dores de cabeça e alergias podem estar relacionados à chamada Síndrome do Edifício Doente. Essa condição surge em locais com pouca ventilação, uso de produtos químicos tóxicos e acúmulo de umidade, demonstrando o quanto os ambientes podem afetar diretamente o corpo e a mente.

Pequenas Ações, Grandes Transformações

A Casa Zero acredita que a sustentabilidade começa com gestos sutis — pequenas atitudes diárias que, somadas, produzem grandes mudanças. Durante a live, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta de educação criada para inspirar práticas, como:

  • abrir janelas diariamente para renovar o ar interno;
  • usar tintas e revestimentos com baixo VOC (compostos orgânicos voláteis);
  • preferir materiais naturais e respiráveis, como madeira certificada e fibras vegetais;
  • introduzir plantas no interior dos ambientes, que ajudam a filtrar poluentes;
  • valorizar a iluminação natural e reduzir o uso de luz artificial durante o dia.

Essas ações não exigem grandes reformas nem investimentos altos, mas transformam a percepção de conforto e qualidade de vida.

Arquitetura, Tecnologia e Sustentabilidade

Ao longo do bate-papo, Luiza Franco também destacou como a tecnologia é uma aliada essencial para criar edificações mais saudáveis e eficientes. O uso de simulações computacionais permite prever o comportamento térmico e lumínico dos espaços, enquanto o resgate de tecnologias vernaculares, como taipa de pilão e pau a pique, ajuda a equilibrar tradição e inovação com uma menor pegada de carbono.

“Assim como escolhemos alimentos mais naturais, precisamos aprender a escolher construções mais saudáveis”, comenta Luiza. “A casa é um reflexo de quem somos — e quando cuidamos dela, estamos cuidando de nós mesmos.”

Um Novo Olhar para o Viver

A parceria entre a Casa Zero e a RKM Engenharia reforça o compromisso de repensar o papel da construção civil na promoção de saúde e bem-estar. Ao trazer o conceito de Casa Saudável para o centro das discussões, o setor passa a enxergar o edifício não apenas como produto, mas como parte ativa de um ecossistema que precisa ser equilibrado e regenerativo.

Quer entender ainda mais sobre o que torna um ambiente “doente”?

Confira este artigo completo da Casa Zero: O que é Edifício Doente? – Casa Zero

Como se reinventar com mais sustentabilidade neste momento desafiador? Esta pergunta, que surge em um momento difícil de Pandemia pode ser uma grande oportunidade para pessoas e negócios.

Criamos um baralho com 31 gestos sutis sustentáveis no dia a dia para trazer mais inspiração e transformação para um modelo de vida e uma economia mais consciente.

Este produto da Casa Zero foi lançado no momento crítico do isolamento social e, como uma ferramenta para para adultos e crianças, convida a todos a jogarem em família e se desafiarem em novos hábitos no dia a dia.

Além disso, ele também se tornou brinde para interações com colaboradores, clientes ou fornecedores.

Vejam as possibilidades:

Para quem é?

  • Empresas e instituições que apostam em práticas sociais e ambientais positivas e de impacto.
  • Pessoas, famílias e comunidades que querem fazer a diferença para o planeta. O que é o baralho?

Um jogo para inspirar gestos sutis de sustentabilidade em:

  • um final de semana descontraído em família
  • uma experiência criativa in-company com colaboradores
  • um brinde instigante para chegar até seus parceiros e clientes
    Como você já está usando ou planejando usar o (desem)baralho de gestos sustentáveis da Casa Zero?

Nosso baralho de gestos sutis de sustentabilidade pode ganhar uso das formas mais criativas possíveis.

  • um presente inspirador 🎁🌱
  • um brinde criativo 📦♻️
  • uma ferramenta processual inovadora 🔎💡
  • um material educativo 📚🍃

Acreditamos no primeiro passo para uma mudança cultural com hábitos mais saudáveis e sustentáveis. Para aquisição e mais informações, entrem em contato.

A seguir um vídeo da nossa fundadora Luiza Franco apresentando e explicando o surgimento desta produto.

Fotografia: Luiza Villarroel

Em eventos, em casa e com você.

Quem nos acompanha sabe que a Casa Zero é uma empresa recém criada, formalizada há 1 ano, com um propósito forte: promover a cultura da sustentabilidade em pessoas e negócios. Acreditamos que podemos gerar impacto social e ambiental com o que fazemos.

Em um momento marcado pelo movimento digital, muitos negócios estão tendo que inovar ou se adaptar em seu posicionamento de marketing. Para isso é preciso uma comunicação verdadeira com as pessoas, mostrando disposição para enfrentar a crise que vivemos.

Conforme pesquisa da KantaOfficial, 87% das pessoas acham que as marcas devem, principalmente, comunicar seus esforços frente à pandemia e como o negócio pode ser útil na crise atual. Ainda 25% dos entrevistados esperam que as empresas sirvam de exemplo e guiem para uma mudança positiva.

Vamos juntos construir um novo mundo com mais gestos sutis de sustentabilidade? Aqui vão algumas dicas:

  • MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Você já parou para pensar que a bicicleta é um item muito versátil? Ela é muito prática, pois pode ser um instrumento de lazer, de auxílio nos deslocamentos e uma forma de exercitar-se. Além disso, não gasta combustível e não é poluente – o uso dela diminui as emissões de gases poluentes em quase 400 mil toneladas por ano*.

No trânsito, as bicicletas podemos contribuir com a redução do trânsito e também humanizam as relações urbanas. Nas cidades, o cidadão que pedala exerce um verdadeiro ato cívico, mas atualmente apenas 7% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte principal**. Precisamos de mais bons exemplos para termos cidades mais sustentáveis e a mudança pode começar com o seu pedal.

[*] Economia da Bicicleta no Brasil: Aliança Bike e
Laboratório de Mobilidade Sustentável, da UFRJ

[**] IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

  • GESTÃO DE RESÍDUOS

Para a gestão do seu lixo, é importante saber os tipos existentes de resíduos. Assim você sabe o que pode ser reciclado, ou não, o que vai para a composteira e o que vai para a coleta municipal. 

Fizemos um resumo para você:

RESÍDUO RECICLÁVEL: Plásticos, papelão, papel, vidro, metais e alumínio. Deve ser encaminhado para a coleta seletiva de sua cidade ou para uma associação de catadores. Mantenha-o seco e sem sujeira impregnada, para que não atraia bichos até terem o destino correto. 

RESÍDUO ORGÂNICO: Cascas de frutas, verduras e legumes crus, além de alguns outros resíduos como borra de café e folhas secas do quintal. Tudo isso vira fonte de adubo se for feito o processo de compostagem.

RESÍDUO ESPECIAL: Embalagens de aerossol, óleos de cozinha, lâmpadas, eletrônicos, seringas, remédios, produtos de beleza, louças e vidros quebrados. Providencie um local para colocar guardar em segurança (podem ser perigosos para nossa saúde) e descarte em farmácias, hospitais, supermercados e outros comércios que disponibilizam pontos próprios de coleta. 

RESÍDUO NÃO RECICLÁVEL: Papel higiênico e guardanapos usados, além de fraldas, adesivos e outros elementos que não se enquadram em nenhum outro tipo mencionado. Somente este tipo que deve efetivamente ir para a coleta municipal.

Existe algo mais que posso fazer para diminuir seu impacto no mundo?

Por menor que possa parecer, mudar um pequeno hábito pode ser muito relevante para o desenvolvimento sustentável. ⠀

A cultura da sustentabilidade em uma sociedade começa quando alguém passa a inspirar ações positivas a partir de uma mudança de comportamento.

Te convido a ver, ouvir e participar do pré-lançamento da trilogia de ebooks sobre Gestos Sutis de Sustentabilidade feita pela Casa Zero.

Fotografia: Magê Monteiro

Localizado em Sete Lagoas, Minas Gerais, o Sítio Bela Vista celebrou seus 35 anos com uma reforma transformadora que o reposicionou como um verdadeiro case de arquitetura sustentável. O projeto teve como ponto de partida o desejo de reduzir os impactos ambientais da edificação existente, tornando-a mais autossuficiente, eficiente e alinhada com práticas construtivas conscientes.

Mais do que uma simples renovação estética, a reforma foi guiada por estratégias que combinam tecnologia acessível, conforto e respeito ao meio ambiente. Tudo isso foi feito considerando os desejos do cliente e a funcionalidade dos espaços, promovendo acessibilidade, bem-estar e harmonia com o entorno natural.

Antes X Depois

Veja como a reforma otimizou a iluminação e a ventilação, criando um ambiente mais leve, integrado e funcional:

Veja a seguir o vídeo sobre o antes e depois:

Principais Estratégias Sustentáveis Adotadas

Confira algumas das soluções implementadas que tornaram o Sítio Bela Vista uma referência de sustentabilidade na arquitetura residencial:

  • Energia Solar Fotovoltaica

A instalação de um sistema fotovoltaico permitiu a geração de energia limpa e renovável necessária para toda a resistência, alimentando ainda o consumo de energia de outro imóvel do proprietário em outra cidade.

  • Aquecimento de Água por Termossifão dos Chuveiros

Além do sistema elétrico, os chuveiros passaram a contar com um sistema de aquecimento de água por termossifão, que utiliza a diferença de temperatura para circular a água sem o uso de bombas, resultando em menor gasto energético.

  • Aquecimento Solar para Piscina

A água da piscina passou a ser aquecida por meio de um sistema solar, promovendo conforto térmico de forma sustentável e com menor consumo energético.

  • Captação e Reuso da Água da Chuva

Foi implantado um sistema de captação, armazenamento e distribuição da água da chuva, utilizada para irrigação dos jardins e limpeza de áreas externas. Essa medida contribui para a conservação dos recursos hídricos e redução do consumo de água potável.

  • Ventilação e Iluminação Naturais

O projeto arquitetônico foi repensado para otimizar a entrada de luz e ventilação naturais. Uma das soluções de destaque foi a inclusão de uma iluminação zenital na escada de acesso ao terceiro pavimento, proporcionando luz natural abundante durante o dia e economia de energia.

  • Compostagem Doméstica e Cultivo Sustentável

A compostagem dos resíduos orgânicos passou a ser realizada em escala familiar, gerando insumos para o cultivo de uma horta, pomar e jardins no próprio sítio. Essa prática fecha o ciclo dos alimentos e contribui para a redução do lixo orgânico enviado a aterros.

  • Valorização do paisagismo com jardim vertical e orquidário 

O jardim vertical contribui para a melhoria da qualidade do ar, auxilia no isolamento térmico das paredes e promove um microclima mais agradável, reforçando a sensação de frescor mesmo nos dias mais quentes. Já o orquidário se tornou um espaço contemplativo, capaz de aproximar os moradores da biodiversidade e estimular a conexão cotidiana com a natureza.

  • Inventário das Espécies Arbóreas

Um levantamento detalhado das espécies arbóreas presentes nas áreas verdes foi realizado, promovendo o manejo consciente e valorizando a biodiversidade do sítio.

O Sítio Bela Vista é um exemplo concreto de como é possível aliar tradição, funcionalidade e sustentabilidade em uma residência já existente. Através da adoção de estratégias acessíveis e inteligentes, a reforma trouxe benefícios ambientais, econômicos e de qualidade de vida para os moradores — além de servir como inspiração para quem deseja transformar seu espaço de maneira mais consciente e sustentável.

Ficou interessado em ver mais um pouco sobre o Sítio Bela Vista? Assista abaixo a nossa playlist no canal do YouTube da Casa Zero, onde mostramos mais um pouco sobre ele:

Veja a seguir algumas imagens do sítio: