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O IBSocial nasceu com o propósito de conectar o mercado, a sociedade e o meio acadêmico para criar e implementar soluções inovadoras de impacto social, além de promover o empreendedorismo com propósito. Sua atuação se estende a diferentes frentes, desenvolvendo ações em comunidades e projetos voltados a crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

No dia 5 de novembro de 2022, foi realizado o 1º Fórum IBSocial, evento que marcou o início de um importante espaço de diálogo sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa. O tema central foi a causa ESG — sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança).

O conceito ESG reúne um conjunto de critérios utilizados por investidores e analistas para avaliar o desempenho de sustentabilidade e responsabilidade de uma organização. Ele engloba aspectos como gestão de resíduos e mudanças climáticas (E), direitos humanos e satisfação dos colaboradores (S) e estrutura administrativa e ética empresarial (G). Cada vez mais, empresas de todos os portes — pequenas, médias e grandes — vêm adotando práticas alinhadas a esses princípios, reconhecendo sua relevância estratégica e social.

Durante o evento, o presidente do IBSocial, Bernardo Parolini, destacou a importância do tema e convidou nomes de referência em Belo Horizonte para compartilhar suas experiências e visões sobre ESG, entre eles: Francine Pena Póvoa, Matheus Pedrosa dos Reis, Rafael Cota Maciel, Luiza Franco, Emílio Parolini e Pedro Emboava.

Entre as participações, Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, trouxe uma abordagem inspiradora para o Fórum. A Casa Zero é um ecossistema de sustentabilidade e inovação social que atua na criação de soluções educativas, culturais e empresariais para transformar hábitos, fortalecer comunidades e ampliar a consciência ambiental.

Em sua fala, Luiza ressaltou o papel do ESG como um impulsionador do mercado, seja ele privado, do terceiro setor ou acadêmico. Segundo ela, essa abordagem amplia a visão das decisões corporativas, incentivando ações de impacto positivo e a mitigação dos impactos negativos, e se consolida como uma poderosa ferramenta de transformação cultural dentro das organizações.

Ela destacou ainda a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como guias práticos para orientar e mensurar essas ações — um compromisso que a Casa Zero adota em seus próprios projetos e metodologias.

Durante sua participação, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta reflexiva desenvolvida pela Casa Zero para inspirar práticas conscientes no ambiente corporativo. O baralho convida empresas e equipes a reconhecerem e valorizarem pequenas atitudes do dia a dia que geram grandes impactos positivos, promovendo a sustentabilidade de forma estratégica, humana e integrada à cultura organizacional.

Já Francine Póvoa, diretora da Legacy4Business, reforçou que temas como capitalismo consciente, Sistema B, ESG e governança são verdadeiras alavancas para o avanço das agendas ambientais e sociais, fundamentais para um desenvolvimento mais justo e responsável.

O 1º Fórum IBSocial consolidou-se, assim, como um marco de integração entre conhecimento, propósito e ação, reafirmando o compromisso do Instituto em promover uma transformação positiva e sustentável na sociedade. O protagonismo de iniciativas como a Casa Zero e a atuação de líderes como Luiza Franco evidenciam que a sustentabilidade e o ESG são um exercício não só dos negócios, mas também de empatia humana e planetária.

Ficou interessado em ver como foi esse encontro inspirador?

Acesse o link e confira os destaques do 1º Fórum IBSocial:

https://www.instagram.com/reel/Cl6ucN7DFR2/?igsh=MTM3aDRhZ2M2c2kxYQ==

A biofilia — termo derivado do grego bios (vida) e philia (amor, afinidade) — refere-se à conexão intrínseca do ser humano com a natureza. Na arquitetura e no design, esse conceito se traduz em soluções que aproximam as pessoas dos elementos naturais de forma sensível e orgânica. Foi a partir dessa perspectiva que a Casa Zero conduziu a consultoria para a reforma da Escola Infantil Jardim, unidade Sion, em Belo Horizonte.

Desenvolver um projeto sustentável e eficiente vai muito além do uso de produtos importados ou de soluções que se apresentam como ecológicas, mas não cumprem essa promessa. Trata-se de pensar de maneira estratégica e responsável: buscar alternativas que conciliem conforto, funcionalidade e custo-benefício, ao mesmo tempo em que se priorizam materiais de menor impacto ambiental, como a tinta mineral de terra.

Entre as soluções propostas, destacam-se os materiais com um ciclo de vida de menor impacto e com componentes menos sintéticos e mais naturais; e um paisagismo que amplia as oportunidades de contato com o verde. Ambos favorecendo a exploração sensorial.

Em entrevista, a diretora e sócio-fundadora da instituição, Letícia Martins, compartilhou sua experiência. O primeiro contato com a Casa Zero se deu por meio de Luiza, diretora e fundadora da empresa, que foi mãe de uma aluna da escola. Ao conhecer a proposta da consultoria e compreender como a sustentabilidade poderia transformar tanto o espaço educacional quanto a qualidade de vida das crianças, Letícia optou imediatamente pela parceria.

Ela ressalta que, após a consultoria, percebeu uma economia significativa. Antes, acreditava que inserir a natureza na escola exigiria grandes áreas gramadas e extensos recursos de manutenção. A Casa Zero demonstrou, porém, que a biofilia vai muito além disso, integrando elementos como ventilação cruzada e iluminação natural, que se tornaram protagonistas no projeto.

Principais soluções adotadas:

  • Piso drenante de seixos naturais – estímulo à exploração sensorial.
  • Uso de painel vertical – reuso de telas já existentes na escola.
  • Cobogó de solo-cimento – permeabilidade visual e ambiental, contribuindo também para a ventilação.
  • Paisagismo – ampliação do acesso das crianças ao verde.
  • Tinta mineral de terra – material sustentável de alta qualidade, com tonalidade que remete à terra.
  • Materiais naturais em substituição aos sintéticos – maior estímulo à interação das crianças com os espaços.
  • Pintura lúdica – recurso pedagógico que enriquece a experiência sensorial e criativa.

A seguir algumas imagens do projeto finalizado e um vídeo que mostra mais detalhes dessa consultoria:

Fotografias: Juliana Berzoine

Fala-se muito sobre empresas. Suas missões, visões e valores. São palavras que orientam e dão direção aos negócios. Mas, quando se trata de transformação verdadeira, é preciso ir além dos discursos e olhar para as pessoas que estão por trás das ideias e estratégias. Porque é nelas que nascem os propósitos que movimentam o mundo.

A Casa Zero tem essa proposta, trazer para além do que o próprio nome carrega:
CA.SA: lar, comunidade, lugar de pertencimento.
ZE.RO: ponto de partida promissor, caminho para reduzir impactos ambientais, sociais e econômicos.

Mais do que uma empresa, a Casa Zero é o entendimento de que sustentabilidade não é um destino, mas um percurso. Cada projeto, cada consultoria, é uma oportunidade de recomeço, de repensar o modo como criamos experiências, ocupamos os espaços e interagimos com o planeta.

É construir futuros mais equilibrados, nos quais a economia circular e o design sustentável são aplicados como necessidades humanas. Afinal, cada gesto, ação e estratégia, tem o poder de gerar impacto.

Como parte dessa história está Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, uma autêntica urbana que enxerga a cidade sobre a bicicleta, mas que desde criança sempre teve os pés na terra. Foi nesse contexto entre o concreto e o natural que nasceu seu desejo de proteger o meio ambiente e inspirar novos caminhos.

A seguir, fique com os vídeos que contamos um pouco mais sobre nós:

No dia 21 de junho de 2022, o Espaço Cultural da UEMG, na Praça da Liberdade, recebeu um encontro inspirador que reuniu profissionais de diferentes áreas para refletir sobre os novos rumos da sustentabilidade: o debate “Design e Economia Circular”. Mediado por Andreia Salvan e Cláudia Campos, o evento contou com as presenças de Luiza Franco, fundadora da Casa Zero; Marcella Mafra (Fundadora) e Dani Queiroga, do Libertese; e Dane Luz e Luísa Luz, fundadoras do Estúdio Veste.

O diálogo abordou temas que vão além das práticas sustentáveis convencionais, propondo uma reflexão sobre o capitalismo de stakeholders, as transformações nos modelos de produção e consumo e a urgência de integrar propósito, regeneração e responsabilidade social às estratégias de negócio. Dados alarmantes sobre o uso excessivo dos recursos naturais e o desequilíbrio ecológico — como os divulgados pelo Bank of America, que alerta que 99% de tudo o que é produzido se torna lixo em seis meses — reforçaram a necessidade de um reposicionamento global em direção à economia circular, baseada nos princípios de reduzir, reutilizar, reciclar e regenerar.

Nesse contexto, a Casa Zero contou sua abordagem sistêmica e prática em relação à economia circular e ao design regenerativo. A Casa Zero tem como essência projetar ambientes que não apenas reduzam impactos, mas também promovam saúde, bem-estar e reconexão com a natureza. A empresa integra em seus projetos o conceito de “casa saudável”, no qual os espaços são planejados para oferecer qualidade do ar, iluminação natural equilibrada, uso de materiais não tóxicos, reaproveitamento de recursos e incentivo a um estilo de vida mais consciente e conectado ao ambiente.

Para a arquiteta Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, “repensar o modo como produzimos e consumimos é também repensar a forma como habitamos o mundo”. Seus projetos e consultorias funcionam como ferramentas de educação ambiental, mostrando que a arquitetura pode — e deve — ser um agente de regeneração, estimulando novos hábitos e um olhar mais empático para o planeta.

O evento reforçou que design, economia e ecologia estão intrinsecamente ligados. A economia circular, quando aplicada ao campo criativo, propõe um ciclo contínuo de vida para os materiais, reduzindo o desperdício e promovendo o uso consciente dos recursos. Essa visão vai ao encontro da missão da Casa Zero: transformar o cotidiano das pessoas a partir de escolhas mais humanas, saudáveis e sustentáveis.

No dia 14 de abril, a Casa Zero, a convite da professora Renata Bacelar Teixeira, participou de uma conversa inspiradora com mais de 60 profissionais da Pós-graduação da Ânima Educação. O encontro teve como foco a abordagem integrada da Casa Zero para as especificações sustentáveis em diferentes áreas da arquitetura e do design: Processos Criativos e Inovação, Retrofit e Patologia nas Construções e Interiores, Tendências e Tecnologia.

Mais do que apresentar metodologias, o momento foi um convite à reflexão sobre como a sustentabilidade pode ser incorporada como essência de projeto, e não apenas como uma etapa técnica ou estética.

Processos Criativos e Inovação:

Os processos criativos são pautados pela busca de soluções regenerativas e conscientes, onde o “gesto sutil” se torna uma ferramenta de transformação. Essa abordagem incentiva a experimentação com propósito, unindo o olhar artesanal à pesquisa tecnológica. A inovação, portanto, não é vista como ruptura, mas como continuidade com o que é essencial — a harmonia entre o humano e o ambiente construído.

Retrofit e Patologia nas Construções:

O segundo pilar abordado foi o retrofit, uma prática que ganha cada vez mais relevância em tempos de urgência climática. Tratar patologias construtivas, nesse contexto, é também compreender o edifício como um organismo vivo — que precisa ser cuidado, diagnosticado e regenerado. Assim, o retrofit se torna um ato de responsabilidade ambiental e cultural, conectando passado e futuro em uma mesma narrativa arquitetônica.

Interiores, Tendências e Tecnologia:

Ao falar de interiores, a Casa Zero propõe um olhar que ultrapassa tendências passageiras. O foco está na criação de ambientes saudáveis, confortáveis e emocionalmente equilibrados, que dialogam com o conceito de Casa Saudável.

A tecnologia, nesse contexto, aparece como aliada da percepção humana: sistemas de automação que otimizam recursos, simulações computacionais de conforto térmico e lumínico, e o uso de materiais de baixo impacto e alta durabilidade.

Mais do que acompanhar tendências, o desafio é reinterpretá-las de forma consciente, priorizando o bem-estar e o ciclo de vida dos materiais e produtos escolhidos.

Um olhar integrado e sistêmico

A participação da Casa Zero na Pós-graduação da Ânima Educação reforça a importância da formação de profissionais que compreendam a sustentabilidade como um eixo transversal — que une criatividade, técnica e propósito.

A conversa reafirmou que o futuro do setor não está apenas em novas tecnologias, mas na reconexão com os valores humanos e ecológicos que guiam cada projeto.

No dia 19 de novembro de 2020, aconteceu o She’s Tech Conference, o maior evento do Brasil dedicado a fortalecer a presença feminina no setor da tecnologia. O movimento She’s Tech tem como missão inspirar, engajar e capacitar mulheres a se destacarem em carreiras e negócios de base tecnológica, construindo uma rede de apoio que une inovação e propósito.

Durante o evento, Ana Luiza Tunes, Luiza Franco e Paula Cardoso compartilharam suas trajetórias e reflexões sobre como a tecnologia pode impulsionar a responsabilidade compartilhada e contribuir para o desenvolvimento das cidades sustentáveis, em alinhamento com o Objetivo 11 da Agenda 2030 da ONU.

Paula Cardoso, fundadora da Leal Sustentabilidade, destacou como a transição de carreira e a maternidade a inspiraram a repensar o legado que deixaria para o filho, transformando desafios em propósito. Hoje, ela aplica soluções tecnológicas, como por exemplo usar o biodigestor que transforma matéria orgânica em biofertilizante. Esse sistema contribui de forma significativa para a sustentabilidade, oferecendo destinação adequada aos resíduos, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa e promovendo dignidade a comunidades sem acesso ao saneamento básico, ao evitar o descarte irregular em rios. O biogás gerado pode ainda ser aproveitado em fogões e sistemas de aquecimento, reduzindo custos e estimulando a economia circular.

Ana Luiza Tunes, engenheira ambiental e cofundadora do Tunes Ambiental, ressaltou a importância do olhar técnico aliado à sensibilização social. Em sua vivência profissional — sendo muitas vezes a única mulher em campo —, ela reforça a necessidade de ampliar o espaço feminino na ciência e na tecnologia, mostrando que conhecimento e inovação não têm gênero.

Luiza Franco, arquiteta e urbanista, fundadora da Casa Zero, trouxe uma visão integradora entre arquitetura, engenharia e sustentabilidade. Ela apresentou como utiliza simulações computacionais, tecnologias vernaculares e consultorias técnicas para otimizar o desempenho ambiental das edificações e fortalecer a relação entre a natureza e o espaço construído. Para ela, a sustentabilidade é o agora — e cada gesto conta.

Durante a conversa, Luiza também apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta educativa criada pela Casa Zero que traduz ações simples e aplicáveis em empresas e na vida cotidiana, estimulando pequenas atitudes que, somadas, geram grandes transformações.

O She’s Tech Conference e as palestrantes reforçaram como a tecnologia e soluções baseadas na natureza são um campo de colaboração socioambiental. Quando mulheres ocupam esse espaço com propósito, inovação e sensibilidade, elas ajudam a redesenhar o futuro — mais inclusivo, inteligente e sustentável.

Assista à conversa completa e inspire-se com as vivências dessas mulheres que estão transformando o mundo através da tecnologia:

Em uma conversa repleta de trocas inspiradoras, a Casa Zero participou de uma live com o Projeto Ciliar, de Sete Lagoas, Iniciativa criada por um grupo de voluntários em 2019, que atua na regeneração ambiental por meio de plantios de árvores e ações de conscientização sobre o papel essencial das abelhas na manutenção da vida. O encontro foi uma verdadeira aula sobre como a sustentabilidade começa nas pequenas ações.

Durante a conversa, Luiza Franco, fundadora da Casa Zero, destacou que a sustentabilidade não precisa ser vista como algo complexo ou distante.

“A sustentabilidade é simples. E só teremos uma sustentabilidade global quando fizermos a sustentabilidade local.”

Entre os temas abordados, um dos pontos que mais se destacou foi o (Desem)Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta de educação criada pela Casa Zero para traduzir o conceito de sustentabilidade em gestos acessíveis.

Com cartas que convidam à ação e à reflexão, o baralho propõe uma nova forma de aprendizado — não pela imposição, mas pela experimentação. Cada carta traz um gesto, uma ideia ou um desafio que pode ser aplicado tanto em casa, nas escolas e empresas, envolvendo pessoas de todas as idades.

“A sustentabilidade é o agora”, reforça Luiza.

Ela lembra que pequenas atitudes — como o descarte correto de resíduos, o uso consciente dos recursos e a compostagem doméstica — são ferramentas poderosas de transformação.

Já a botânica, Izabela Braga, comentou sobre o documentário Solo Fértil, que mostra como alguns países já possuem leis rigorosas sobre o descarte de resíduos orgânicos. Inspirada por isso, ela apresentou seu minhocário doméstico, onde o lixo orgânico é transformado em adubo pelas minhocas, fechando o ciclo natural da decomposição.

Luiza complementou mostrando a composteira da Casa Zero, instalada no escritório, além de outros pontos de descarte responsáveis, como o recipiente específico para medicamentos vencidos — resíduos que contêm compostos tóxicos e exigem atenção especial.

O encontro entre a Casa Zero e o Projeto Ciliar reforça um princípio essencial: cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade coletiva. Pequenos gestos, quando multiplicados, se transformam em grandes mudanças.

Ficou curioso para ver a live? Assista acessando o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CGYb1obpvvS/?utm_medium=copy_link

No dia 25 de agosto, a Casa Zero participou de uma conversa inspiradora com o Studio Becus, mediada pelo arquiteto Flávio Negrão, arquiteto e urbanista, fundador do Studio Becus, sobre o tema “O que precisa ser reinventado na sustentabilidade?”. A live promoveu uma reflexão sobre o papel da arquitetura e do design em um momento de grandes transformações — tanto ambientais quanto sociais.

Durante o encontro, Luiza Franco, arquiteta e fundadora da Casa Zero, compartilhou sua trajetória e experiências, destacando o projeto Casa Moeda, finalista do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Sustentável, em que ficou entre os 10 finalistas na categoria Profissional. O projeto é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser aplicada de forma técnica, utilizando taipa de pilão como principal sistema construtivo — um método ancestral que alia conforto térmico, baixo impacto ambiental e estética natural.

Mesmo sendo a única fundadora da Casa Zero, Luiza ressaltou a importância da rede colaborativa e multidisciplinar que a Casa Zero possui, reunindo profissionais de diferentes áreas que contribuem para soluções integradas.

Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto da pandemia na forma de projetar e habitar. Para Luiza, o lar passou a ser reconhecido novamente como espaço de acolhimento e saúde, e a arquitetura precisa refletir essa nova consciência. “A casa se tornou um abrigo físico e emocional. Hoje, projetar é pensar em bem-estar, qualidade do ar, iluminação natural e materiais saudáveis”, destacou.

Ela também ressaltou que sintomas como alergias e desconfortos podem estar ligados à escolha inadequada de materiais e que é essencial compreender a composição de tudo o que usamos em nossas construções.

A conversa trouxe ainda discussões sobre a mudança de comportamento no pós-pandemia, como a busca por casas em regiões mais afastadas dos centros urbanos, o interesse crescente por espaços abertos e ventilados, e a valorização de hábitos mais saudáveis — como o uso da bicicleta e o contato com a natureza. “Esses movimentos mostram uma transformação profunda na relação entre pessoas, cidade e moradia”, comentou Luiza.

Outro destaque foi o debate sobre incentivos à sustentabilidade, como o Crédito Verde (antigo IPTU Verde), que oferece benefícios fiscais para edificações que adotam práticas sustentáveis. Iniciativas como essa reforçam que sustentabilidade é também uma questão de política urbana e consciência coletiva.

No encerramento, Luiza apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, ferramenta educacional criada pela Casa Zero que traduz atitudes do cotidiano em ações de impacto real — como reutilizar materiais de obra em nova função e design, reduzir o desperdício e repensar hábitos de consumo. “Cada gesto importa”, reforçou Luiza, lembrando que pequenas atitudes são capazes de gerar grandes transformações.

Quando questionada sobre o que ainda precisa ser reinventado na sustentabilidade, Luiza foi direta: “Precisamos olhar para o ciclo de vida das coisas. Criar senso crítico em relação ao consumo e sair dos falsos rótulos verdes. Sustentabilidade não é um produto — é uma postura”.

A live reafirmou que a arquitetura e o design têm o poder de regenerar e inspirar novos modos de vida. Reinventar a sustentabilidade é, acima de tudo, reaprender a construir com propósito, consciência e cuidado.

Ficou curioso para ver um pouco mais sobre os temas debatidos?

Acesse o link a baixo:

https://www.instagram.com/tv/CEVAqnklEe9/?igsh=aWdyY2VtZ2E0cmJu

O debate sobre as mudanças climáticas se tornou urgente e essa foi a abordagem do webinar da @pactoglobalbr realizado em 21 de maio de 2020. Nele, especialistas destacaram um dado alarmante: até o final do século, a humanidade só pode emitir 770 gigatoneladas de CO₂ equivalente (Gt CO₂e) se quiser ter 50% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C até 2100. Esse número representa o limite do que ainda podemos lançar na atmosfera sem ultrapassar o ponto de não retorno do clima.

Mas o que realmente significa esse “limite”?

Podemos pensar no planeta como um copinho de vidro: cada emissão de gás do efeito estufa é uma gota dentro dele. Estamos, lentamente, enchendo esse copo — e, se ele transbordar, os impactos serão irreversíveis.

Entendendo os gases do efeito estufa e os combustíveis fósseis:

Os gases do efeito estufa (GEEs) — como o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O) — formam uma espécie de cobertor invisível ao redor da Terra, que retém o calor do Sol e mantém o planeta habitável.
O problema é que, ao queimar combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), colocamos camadas extras nesse cobertor, tornando-o cada vez mais espesso e aquecendo o planeta além do equilíbrio natural.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os combustíveis fósseis são responsáveis por cerca de 90% das emissões globais de gases do efeito estufa.

Por sorte, florestas e oceanos ainda absorvem aproximadamente um quarto dessas emissões, funcionando como os “pulmões” e o “coração” do planeta. Porém, mesmo esses ecossistemas têm limites de regeneração.

COVID-19: o experimento involuntário do planeta

A pandemia da COVID-19 foi, de certa forma, um “experimento involuntário” sobre o impacto das atividades humanas no clima.

Com a desaceleração global, a União Europeia registrou uma redução de 8% nas emissões por queima de combustíveis fósseis. O portal Carbon Brief estimou uma queda global de 6%, e a revista Nature Climate Change chegou a 7% em 2020.

É como se o planeta tivesse, por um breve momento, respirado aliviado.
As cidades ficaram silenciosas, o ar mais limpo, e céus antes encobertos por poluição se tornaram visíveis novamente. No entanto, essa “pausa ambiental” mostrou mais do que alívio: ela evidenciou como nossa rotina é intensamente conectada à emissão de carbono.

Podemos comparar a economia global a uma máquina em funcionamento constante — o vírus apertou o botão de “pausa”, e de repente, vimos o que acontece quando ela desacelera. O curioso é que, mesmo com uma paralisação sem precedentes, a queda nas emissões não foi suficiente para reverter o aquecimento global. Isso revela o tamanho do desafio que temos pela frente: não basta frear momentaneamente; é preciso mudar o combustível da máquina.

Os maiores emissores de gases do efeito estufa são China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Brasil.

Os setores que mais contribuem para essas emissões são:

  • Produção de energia,
  • Indústrias,
  • Transporte terrestre,
  • Edificações e
  • Aviação.

No caso do Brasil, há uma diferença marcante: aqui, o peso maior está no uso da terra e na agropecuária, que representam cerca de 70% das emissões nacionais.

Ou seja, desmatamento, queimadas e a criação intensiva de gado são nossas maiores fontes de desequilíbrio climático.

O que aprendemos com tudo isso?

A pandemia nos ensinou que é possível transformar hábitos em escala global quando existe urgência.

Durante o isolamento, vimos menos carros nas ruas, mais trabalho remoto e uma redescoberta do valor dos espaços naturais.

Essas mudanças mostraram caminhos possíveis: mobilidade sustentável, eficiência energética e preservação ambiental não são utopias, são escolhas concretas.

Por outro lado, também aprendemos que as soluções precisam ser estruturais e permanentes, não apenas reações temporárias a crises.

Assim como uma febre é o sintoma de algo mais profundo, o aquecimento global é o sintoma de um sistema que precisa ser repensado — na forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com o planeta.

Referências:

O que são as mudanças climáticas? | As Nações Unidas no Brasil

Mudanças Climáticas e Meio Ambiente | UNICEF Brasil

Você sabe como os gases de efeito estufa aquecem o planeta?

Combustíveis fósseis são maiores responsáveis pelo efeito estufa — Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

A palavra sustentabilidade tem sido muito usada, mas, além de falar, você tem buscado caminhos para colocar em prática o que o termo verdadeiramente carrega?

  • O quanto de eficiência energética uma tecnologia pode realmente oferecer?
  • Qual a economia um sistema de água pode proporcionar no seu uso?
  • Qual é a verdade por traz da etiqueta de um produto que se diz reciclável ou ter uma %
    de conteúdo reciclado?

Para além dos gestos de sustentabilidade no dia a dia das pessoas, os negócios e projetos devem estar empenhados em elevar ações sustentáveis. Para aplica-las, seja em um local, negócio ou empreendimento, é preciso ter sinergia na relação das pessoas, sistemas e processos que os compõem. Ou seja, ter conhecimento de que, por trás da intenção ambiental muitos, se não todos os envolvidos, tem uma parcela de colaboração. Ter acesso a uma rede de produtos, serviços e tecnologias com esse viés socioambiental e econômico é fundamental para viabilizar a aplicação de gestos sustentáveis no ambiente construído.

Por que a consultoria em sustentabilidade?

Com tantos aspectos que envolve a sustentabilidade, sua interdisciplinaridade demanda
um apoio especializado. Uma método essencial para definir os gestos sustentáveis mais
adequados, seja em projeto, negócio ou empreendimento.
Este vídeo ilustra caminhos para:

  • Você que quer começar com gestos sutis de sustentabilidade onde mora ou trabalha.
  • Sua empresa que acredita o quanto investimentos sustentáveis geram retorno
    financeiro.
  • O profissional que precisa de assessoria para aplicar gestos de sustentabilidade no
    espaço construído.

Conte com a Casa Zero para acertar este caminho.