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A biofilia — termo derivado do grego bios (vida) e philia (amor, afinidade) — refere-se à conexão intrínseca do ser humano com a natureza. Na arquitetura e no design, esse conceito se traduz em soluções que aproximam as pessoas dos elementos naturais de forma sensível e orgânica. Foi a partir dessa perspectiva que a Casa Zero conduziu a consultoria para a reforma da Escola Infantil Jardim, unidade Sion, em Belo Horizonte.

Desenvolver um projeto sustentável e eficiente vai muito além do uso de produtos importados ou de soluções que se apresentam como ecológicas, mas não cumprem essa promessa. Trata-se de pensar de maneira estratégica e responsável: buscar alternativas que conciliem conforto, funcionalidade e custo-benefício, ao mesmo tempo em que se priorizam materiais de menor impacto ambiental, como a tinta mineral de terra.

Entre as soluções propostas, destacam-se os materiais com um ciclo de vida de menor impacto e com componentes menos sintéticos e mais naturais; e um paisagismo que amplia as oportunidades de contato com o verde. Ambos favorecendo a exploração sensorial.

Em entrevista, a diretora e sócio-fundadora da instituição, Letícia Martins, compartilhou sua experiência. O primeiro contato com a Casa Zero se deu por meio de Luiza, diretora e fundadora da empresa, que foi mãe de uma aluna da escola. Ao conhecer a proposta da consultoria e compreender como a sustentabilidade poderia transformar tanto o espaço educacional quanto a qualidade de vida das crianças, Letícia optou imediatamente pela parceria.

Ela ressalta que, após a consultoria, percebeu uma economia significativa. Antes, acreditava que inserir a natureza na escola exigiria grandes áreas gramadas e extensos recursos de manutenção. A Casa Zero demonstrou, porém, que a biofilia vai muito além disso, integrando elementos como ventilação cruzada e iluminação natural, que se tornaram protagonistas no projeto.

Principais soluções adotadas:

  • Piso drenante de seixos naturais – estímulo à exploração sensorial.
  • Uso de painel vertical – reuso de telas já existentes na escola.
  • Cobogó de solo-cimento – permeabilidade visual e ambiental, contribuindo também para a ventilação.
  • Paisagismo – ampliação do acesso das crianças ao verde.
  • Tinta mineral de terra – material sustentável de alta qualidade, com tonalidade que remete à terra.
  • Materiais naturais em substituição aos sintéticos – maior estímulo à interação das crianças com os espaços.
  • Pintura lúdica – recurso pedagógico que enriquece a experiência sensorial e criativa.

A seguir algumas imagens do projeto finalizado e um vídeo que mostra mais detalhes dessa consultoria:

Fotografias: Juliana Berzoine

Vim aqui falar de dois temas: Meio Ambiente e Dinheiro.

E já pergunto: Você acha que eles são incompatíveis?

Para apresentar a clara relação entre recurso financeiro e recurso ambiental trouxe dados relevantes da comparação entre edifícios que adotam estratégias reais na arquitetura e na construção para uma maior sustentabilidade e aqueles projetados e construídos de forma convencional.

Vejam os benefícios econômicos:

  • Redução do consumo de energia em 26% ou mais;
  • Redução do consumo de água em 30% ou mais;
  • Redução dos custos com manutenção em 13%;
  • Valorização do imóvel em 10%.

Isso significa, por exemplo:

  • Que um apartamento de R$800.000,00 passa a valer R$880.000,00;
  • Que um condomínio de R$1.000,00 passa a custar R$870,00;
  • Que uma conta de água de R$500,00 passa a custar R$350,00;
  • Que uma conta de energia de 700,00 passa a custar R$518,00.

Agora vai calculando estes benefícios ao longo dos meses.

E diga: Investir em sustentabilidade gera ou não gera dinheiro?

Contribuições ambientais

E não precisaria citar as contribuições ambientais e humanas como:

  • Redução dos níveis de emissões de CO2 em 33%;
  • Ambientes internos mais saudáveis proporcionando qualidade de vida e bem-
    estar aos ocupantes;
  • Aumento do índice de satisfação do usuário em 27%, o que representa maior
    produtividade;
  • Maior conservação de recursos naturais como energia e água;
  • Redução da geração de resíduos enviados para os aterros sanitários;
  • Incentivos fiscais e subsídios concedidos pelo poder público.

Se você já acreditava ou ficou convencido de que existe rentabilidade financeira com gestos ambientais, conecte-se com a Casa Zero. 

As estatísticas são baseadas em pesquisa realizada pela USGSA que identificou uma média de custos bem como dados do USGBC da certificação LEED.

Por @luizafranco , fundadora Casa Zero.

Já pensou no desenvolvimento de produtos que consumam menos energia ou reduzam a geração de lixo quando é pensado o seu design? Estes são alguns dos critérios do Ecodesign.

Fatores ecológicos são fundamentais para a concepção, fabricação, uso e descarte de produtos visando equilibrar as atividades produtivas e a preservação dos recursos naturais que mantém nossas cidades.

O método do Ecodesign é um caminho para que o mercado ofereça materiais com viés sustentável para a arquitetura e a construção.

A Casa Zero disponibiliza Palestras sobre este tema e outros que ainda vamos mostrar por aqui.

Na foto do Archdaily detalhe do elemento modular, tipo cobogó, concebido pelo artista austro-americano Erwin Hauer para a Casa Cobogó do Studio MK27 de Marcio Kogan e Carolina Castroviejo.

Você acredita que tem muita gente que ainda não sabe o quanto a arquitetura e os materiais usados em uma construção podem influenciar na saúde delas?

Quando bem escolhidos e aplicados, elementos construtivos podem favorecer o conforto das pessoas e ainda reduzir o consumo de energia de uma edificação. Um produto muito útil para favorecer a ventilação e iluminação naturais, dar privacidade, sombrear e ainda dispensar o uso de ar-condicionado é o Cobogó.

Este elemento vazado, que traz muita beleza na arquitetura, foi criado na década de 1920 em Recife para auxiliar na regulação térmica do calor nordestino. Porém deve sempre ser aplicado com técnica para garantia da eficiência. Não são indicados em condições de grandes cargas de compressão na estrutura e dependem da orientação solar e das correntes de ar. Neste último caso, para garantir o desempenho térmico e a iluminância recomendadas dos ambientes. E, lembrem-se, em regiões muito frias e com qualidade de ar imprópria, não são uma boa pedida.

O que você mais repara quando admira um edifício ou residência? Sua forma? Seu tamanho?

Olhando o conjunto de uma edificação as pessoas deveriam admirar muito além do seu porte ou volume arquitetônico. Uma construção de qualidade deve prezar aspectos relevantes para a saúde das pessoas que irão frequentá-la. Deve garantir o conforto ambiental a partir de boas escolhas de materiais e tecnologias. E, mais ainda, praticar gestos de sustentabilidade que promovam contribuições sociais para a comunidade envolvida e que minimizam impactos ambientais do processo construtivo.

Para isto, existem selos concedidos às edificações que cumprem estratégias de projeto e construtivas para a sustentabilidade. A Casa Zero é uma consultoria especialista em certificações para construções sustentáveis, incluindo o selo americano LEED da USGBC.

Por Luiza Franco, Fundadora Casa Zero.

Fotos Nelson Kon postadas no Archdaily e projeto arquitetônico Studio MK27.

Propósito

Fundadora da startup @casazero, @luizafranco é formada em Arquitetura e Urbanismo ‪há 10‬ anos com atuações profissionais sempre ligadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. Durante a sua vida acadêmica como professora na graduação e pós- graduação, Luiza percebeu que, além das imposições de novos modelos de mercado, uma cultura sustentável e de transformação social ocorre através de atitudes inspiradoras. Foi assim que descobriu que o seu propósito profissional já estava projetado nas suas ações pessoais, no que ela considera ser os seus gestos sutis de sustentabilidade.

Gestos Sutis de Sustentabilidade

A Casa Zero é um ponto de partida promissor para quem acredita na força dos gestos de sustentabilidade no ambiente construído. Acreditamos que projetar e construir é possível com economia e rentabilidade financeira sem faltar a aplicação de gestos ambientais e sociais. Apostar na arquitetura e construção com esta sensibilidade
é um caminho sem volta, direcionado para o desenvolvimento sustentável. Nosso papel é inspirar cada vez mais pessoas e negócios com #gestossutisdesustentabilidade e assessorar quem quer projetar ou construir.


Consultoria em Arquitetura e Construção Sustentável

Como Articuladora de Sustentabilidade, @luizafranco presta consultoria, ministra palestras e realiza projetos para pessoas e negócios. Pela Casa Zero ainda assessora escritórios de arquitetura e construtoras para alcance de eficiência, conforto e qualidade ambiental no ambiente construído. Seja projeto ou construção a consultoria tem por propósito a disseminação de uma arquitetura mais sustentável.