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Mais do que a satisfação estética do clássico “antes e depois”, uma reforma arquitetônica carrega, em sua essência, o potencial de contribuir para escolhas urbanas menos danosas ao meio ambiente e alinhadas à mitigação das mudanças climáticas. Ao intervir sobre uma edificação existente, partimos do princípio da redução dos impactos construtivos, ao valorizar estruturas, materiais e ocupações urbanas já consolidadas, evitando demolições em larga escala e a expansão sobre novos territórios.

O retrofit de edificações antigas e a reforma de imóveis abandonados são mais ambientalmente vantajosos do que a construção de novos edifícios, oferecendo uma redução de 50% a 75% nas emissões de carbono, considerando que até 70% dos edifícios atuais ainda existirão em 2050. Já a construção de novos edifícios em áreas não urbanizadas frequentemente resulta em maior carbono incorporado. Em contrapartida à expansão urbana descontrolada, a modernização de edificações, em centro urbanos consolidados, evita o desperdício numeroso decorrente de demolições.

Considerando que o ambiente construído é responsável por cerca de 37% das emissões globais, as frentes de atuação nesse setor tornam-se cruciais para o alcance das metas de redução de emissões de carbono, bem como para estratégias de mitigação e adaptação climática.

Na minha prática profissional à frente da Casa Zero, compreendo a reforma como um ato de responsabilidade com a cidade e com o meio ambiente. Para além da estética e da beleza, expectativas legítimas dos clientes, atuar de forma efetivamente comprometida com a arquitetura sustentável exige decisões conscientes desde o início do processo: da escolha de quais projetos captar e realizar à definição de premissas técnicas e estratégicas que orientam cada etapa do trabalho.

Sustentabilidade, nesse contexto, não é um atributo aplicado ao final do projeto, mas uma estratégia transversal. Ela se materializa em escolhas claras, critérios objetivos e em uma postura ética diante do que já existe. A seguir, compartilho os principais princípios e estratégias que norteiam a atuação da Casa Zero nessa vertente, e que ajudam a compreender como uma reforma pode gerar impacto socioambiental real e mensurável.

  • Demolição Assistida

A demolição assistida considera os elementos conectados como piso, paredes e teto de forma cuidadosa e estratégica. Ao contrário da remoção total, prioriza-se o reposicionamento sempre que possível, mesmo quando a integração de ambientes é o objetivo do projeto. Essa abordagem amplia as possibilidades de reaproveitamento de materiais existentes, como revestimentos, portas, esquadrias, marcos e alisares, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

  • Flexibilidade e Adaptabilidade dos Espaços

O projeto e a execução são orientados pelas reais necessidades dos clientes e usuários, considerando os recursos disponíveis e o modo de uso dos espaços. A funcionalidade do ambiente construído é priorizada, respeitando a identidade própria do local, ao invés de seguir padrões ou tendências puramente estéticas, que muitas vezes desconsideram durabilidade, uso cotidiano e eficiência ao longo do tempo.

  • Curadoria de Materiais e Tecnologias

A seleção de materiais é feita com foco na redução do impacto ambiental, considerando critérios como ciclo de vida, durabilidade e origem. Sempre que possível, priorizam-se materiais, técnicas construtivas e soluções de design de caráter social e local, valorizando cadeias produtivas mais responsáveis.

  • Qualidade Ambiental Interna

A especificação de produtos leva em conta a qualidade do ar interno e a saúde das pessoas. São priorizados materiais com baixa emissão de poluentes atmosféricos e substâncias nocivas, como a análise dos compostos orgânicos voláteis (VOC), comuns em tintas, vernizes e seladores convencionais.

  • Princípios Bioclimáticos

A aplicação de estratégias passivas de projeto como ventilação natural, iluminação natural e correta orientação dos espaços, mobiliários e componentes. Esses princípios bioclimáticos são adotadas para maximizar o uso dos recursos naturais e reduzir a dependência de iluminação artificial e sistemas mecânicos.

  • Modularidade Integrada à Infraestrutura 

A modularidade parte de uma leitura e proposta criteriosa do layout, alinhada à infraestrutura existente, não apenas estrutural, mas também elétrica e hidráulica, considerando dutos e tubulações. Essa abordagem contribui para a minimização de recursos e de intervenções ocultas, muitas vezes invisíveis para clientes e usuários leigos, mas determinantes em custo e impacto. O detalhamento modular permite futuras adaptações, dialogando diretamente com os princípios da economia circular e com a longevidade do edifício.

  • Funcionalidade e Praticidade

A funcionalidade nasce de uma leitura precisa das demandas do cliente, compreendendo hábitos, rotinas e formas de uso dos espaços. Esse entendimento orienta soluções que tornam o ambiente mais prático, eficiente e adequado ao cotidiano, evitando excessos formais e priorizando conforto e usabilidade.

Projetos que materializam o “antes e depois”

Veja, a seguir, reformas de autoria da Casa Zero, nas quais esses princípios e estratégias foram aplicados de forma concreta, revelando como é possível transformar o existente com qualidade arquitetônica, responsabilidade ambiental e impacto social positivo.

Sede Grupo Partners

No ambiente corporativo, o “antes e depois” evidencia como a biofilia pode transformar a relação entre pessoas e espaço de trabalho. A inserção de elementos naturais, o aproveitamento da luz naturais e a criação de ambientes flexíveis demonstram o alinhamento da produtividade com a saúde e bem-estar dos funcionários. Clique aqui para conhecer mais sobre este projeto!

Apartamento GM: Edifício JK

No icônico Edifício JK, a reforma do Apartamento GM evidencia como o retrofit pode elevar o desempenho ambiental e espacial sem romper com a identidade modernista do edifício. A integração dos ambientes valoriza a fachada de vidro, potencializando a entrada de luz natural e a ventilação cruzada, enquanto a preservação da estrutura de concreto aparente e do piso de madeira reduz o consumo de novos materiais. O projeto demonstra como patrimônio e sustentabilidade podem coexistir. Clique aqui para conhecer mais sobre este projeto!

Apartamento LF: Edifício JK

Também no Edifício JK, o projeto reafirma a permanência e a valorização dos elementos originais, evitando revestimentos desnecessários e reduzindo a remoção de materiais, o que impacta diretamente a diminuição de resíduos e o uso de novos insumos. Além disso, estratégias de conforto e de design demonstram que escolhas conscientes fortalecem tanto o desempenho ambiental quanto a identidade do edifício. Clique aqui para conhecer mais sobre este projeto!

Apartamento Cristina

A reforma foi uma revisão crítica do layout original, especialmente da lógica do quarto de serviço. Ao transformar esse espaço em área integrada, iluminada e ventilada, o projeto não apenas melhora o conforto ambiental, mas também questiona modelos arquitetônicos herdados de um passado desigual. O “depois” revela uma planta mais justa, fluida e alinhada a modos de viver contemporâneos, mostrando que arquitetura também é posicionamento social. Clique aqui para conhecer mais sobre este projeto!

Sítio Bela Vista

O processo de requalificação mostrou como a arquitetura sustentável se constrói a partir do respeito ao território. O reaproveitamento da estrutura existente, a valorização de materiais locais e a melhoria do desempenho ambiental do conjunto revelam que o “depois” não precisa ser um rompimento, mas uma evolução consciente do que já estava ali. Clique aqui para conhecer mais sobre este projeto!

A série “Um bom antes e depois” nasce do desejo de ir além do impacto visual. Ela convida a olhar para o processo, para as decisões técnicas, para os critérios ambientais e para as escolhas éticas que sustentam cada transformação. 

Assista à série completa “Um bom antes e depois” no canal da Casa Zero no YouTube e acompanhe nossos canais para ver os próximos projetos que estão a caminho:

Referências:

World Economic Forum. (2024, February 7). Deep retrofits: How repurposing old buildings can mitigate climate change. https://www.weforum.org/stories/2024/02/deep-retrofit-buildings-carbon-emissions-climate-change/

Rosenbloom, E., Magwood, C., Clark, H., & Olgyay, V. (2023). Transforming existing buildings from climate liabilities to climate assets. Rocky Mountain Institute. https://rmi.org/insight/transforming-existing-buildings-from-climate-liabilities-to-climate-assets

Reformar um apartamento no Edifício JK é, antes de tudo, assumir um diálogo com a história, com a cidade e com uma obra emblemática da arquitetura moderna brasileira. No projeto do Apartamento GM, a Casa Zero, junto das arquitetas Luiza FrancoLuciana Castro, partiram desse entendimento para propor uma reforma transformadora e, ao mesmo tempo, sensível à estrutura original do edifício e conectada às formas contemporâneas de viver.

O projeto se insere no campo do retrofit, aquele que reconhece o valor do que já existe, potencializa suas qualidades e atualiza o espaço para responder às demandas ambientais, sociais e culturais do presente.

Integração espacial

Uma das principais decisões do projeto foi a integração dos ambientes, ampliando a percepção espacial e valorizando um dos grandes atributos do JK: a fachada envidraçada. Essa escolha permite maior entrada de luz natural, favorece a ventilação cruzada e reduz a dependência de iluminação artificial e sistemas mecânicos de climatização.

Ao abrir o apartamento para a fachada e eliminar barreiras desnecessárias, o espaço passa a dialogar de forma mais direta com a cidade, reforçando a relação entre interior, paisagem urbana e qualidade ambiental.

Estrutura aparente

No Apartamento GM, a arquitetura não esconde o edifício, mas sim o revela. A estrutura de concreto aparente é assumida como elemento central do projeto, reduzindo o uso de revestimentos e, consequentemente, o consumo de novos materiais. Essa decisão não é apenas estética: ela carrega um posicionamento ambiental claro, alinhado à reduzir uso de matéria-prima e gerar resíduos.

O mesmo cuidado se aplica à preservação do piso de madeira, um material natural, durável e conectado à biofilia, que reforça a sensação de aconchego e conforto.

Curadoria de materiais 

A escolha dos materiais segue uma lógica de equilíbrio. Seleção de técnicas produtivas mais artesanais, como o ladrilho hidráulico e o granilite, dialogam com os traços industriais do concreto e estrutura elétrica aparente, criando uma arquitetura que combina memória e contemporaneidade.

Elementos com acabamento em madeira e obras de arte equilibram o conjunto, resultando em um ambiente que não apenas tem funcionalidade, mas também acolhe. O banheiro, por exemplo, assume um caráter disruptivo, colorido e contemporâneo, mostrando que inovação e respeito ao patrimônio podem coexistir.

Funcionalidade do layout 

A área de serviço foi cuidadosamente embutida no espaço adjacente ao banheiro, mantendo a fluidez visual do apartamento e garantindo funcionalidade sem comprometer a estética. Essa solução reforça como decisões inteligentes de layout são capazes de elevar o aproveitamento do espaço ao seu máximo potencial.

Neste vídeo mostrando o antes e depois, podemos observar como esses detalhes fizeram toda a diferença:

O Edifício JK: patrimônio e infraestrutura urbana ativa

Projetado em 1950, o Edifício JK segue ensinando sobre o futuro das cidades. Sua proposta na diversidade de usos, inserção urbana e adaptação ao tempo o tornam um exemplo claro de como o patrimônio pode e deve ser parte da agenda de cidades resilientes.

O retrofit, nesse contexto, não é nostalgia ou resistência ao novo. É uma estratégia urbana que:

  • reduz resíduos da construção civil;
  • diminui emissões associadas a novas obras;
  • aproveita infraestruturas já implantadas;
  • estimula a reocupação de áreas centrais;
  • fortalece a economia urbana existente;
  • preserva o pertencimento coletivo.

Leia mais sobre o Edifício JK e a relação dele com a cidade clicando aqui.

Ao realizar esses projetos de reforma no Edifício JK, a Casa Zero reafirma esse entendimento. Mais do que reformar imóveis, essas intervenções representam a ativação do centro urbano, trazendo mais pessoas para viver a cidade e os centros urbanos. Este é o segundo projeto realizado pela Casa Zero no edifício, ambos levando projetos residenciais a um novo patamar da arquitetura sustentável. Conheça o outro projeto clicando aqui.

Veja a seguir, imagens do projeto:

Localizado no condomínio Parque das Águas de Serra Morena, em Jaboticatubas, o Projeto J&M nasceu do encontro com clientes que valorizam uma arquitetura comprometida com qualidade, conforto e sustentabilidade. Para além da beleza, esta residência foi concebida para refletir escolhas conscientes: materiais de excelência, integração com a natureza e soluções projetuais que promovem bem-estar no dia a dia.

Cada decisão foi guiada pelo cuidado em criar uma casa eficiente, saudável e acolhedora. Estratégias como terraço verde, iluminação zenital e ventilação cruzada foram incorporadas para garantir uma vivência equilibrada entre interior e exterior, reduzindo impactos ambientais e ampliando o conforto dos moradores.

Planta 1º pavimento:

Planta 2º pavimento:

Assim, o Projeto J&M traduz um jeito de morar que valoriza o essencial: o equilíbrio entre pessoas, espaço construído e natureza.

As diretrizes adotadas neste projeto foram:

  •  Terraço verde:

Permite conexão dos moradores com o exterior e com os elementos da natureza.

  •  Iluminação zenital:

Escolher por esse mecanismo permite que lugares que não seriam iluminados sejam, permitindo que esse espaço se torne mais saudável e tirando a necessidade de utilizar iluminação artificial mesmo sendo dia. 

  • Ventilação cruzada:

Essa escolha permite que a casa tenha internamente um melhor fluxo de ar e que o ar quente saia com mais facilidade. Dessa forma, a residência obtém conforto ambiental.

  •  Aquecimento solar passivo

É sempre necessário a análise da edificação em relação a radiação solar, pois assim os Arquitetos decidem pela posição dos ambientes e para que se tome outras decisões projetuais que aproveitem a iluminação e o calor natural. 

  • Intervenção mínima na topografia:

É necessário compreender que as construções intervêm no solo onde se é edificado. Assim, quanto menor for a intervenção, melhor será para o meio ambiente.

  • Tamanho e fluxo dos ambientes:

Esses permitem que o espaço seja mais acessível. Além disso, ao pensar nos fluxos dos moradores a residência se torna mais inteligente e agradável para se viver.

  • Indicação dos materiais construtivos:

Materiais esses que pensam na saúde dos moradores e que são sustentáveis na sua cadeia produtiva.

  • Conexão dos espaços internos com o exterior:

A cozinha e o lavabo atendem a casa internamente e por estarem bem localizados a arquitetura permite que esses espaços também sejam utilizados pelos ambientes externos. 

Dessa forma, a escolha projetual reduziu a necessidade de construir mais espaços e tornou os ambientes mais úteis em diferentes condições de uso.

A seguir vídeo completo do projeto:

Projeto: Luiza Franco e Luciana Castro

Imagens: Roberta Lima

Mais um projeto no município de Moeda, em Minas Gerais, onde buscamos equilibrar a beleza da Serra da Moeda com os sonhos dos clientes e os princípios da bioclimatologia. Afinamos intenções com conhecimento técnico para alcançar uma arquitetura sustentável, capaz de dialogar com o clima local e com a paisagem natural.

Para isso, realizamos uma análise bioclimática minuciosa, que orientou a implantação com mínima intervenção topográfica e a distribuição dos cômodos e aberturas, aproveitando ao máximo a iluminação e a ventilação naturais da região. A escolha dos materiais para paredes e cobertura também foi feita de forma criteriosa, garantindo o desempenho térmico adequado conforme as normas e favorecendo a qualidade ambiental interna.

Entre as estratégias aplicadas, destacam-se:

  • Ventilação cruzada, que proporciona conforto ambiental nos dias mais quentes.
  • Iluminação zenital, reduzindo o uso de energia elétrica e promovendo aquecimento solar passivo.
  • Materiais de envoltória adequados ao clima, trazendo conforto térmico em todas as estações.

Essas escolhas resultaram em benefícios concretos: economia na construção, eficiência energética no uso futuro, qualidade ambiental interna e valorização do imóvel. Mas, mais do que números, o que confirma o sucesso do projeto é a experiência do cliente. Ouvir de quem habita o espaço que “a casa é muito confortável — fresca nos dias de calor e acolhedora no frio” reforça o impacto positivo de uma arquitetura feita para o bem-estar.

Vale ressaltar também que a gestão da obra foi fundamental. A parceria com clientes e gestores de obra transformou o processo em uma troca rica de conhecimentos, possibilitando a compatibilização precisa dos projetos complementares e garantindo que as estratégias construtivas fossem executadas com excelência.

O filme feito por Roberta Lima nos apresenta novas perspectivas e percepções sobre esse lindo projeto:

Projeto arquitetônico:

Luiza Franco e Paula Carvalho

Análises bioclimáticas:

Luiza Franco

Vídeo e imagens:

Roberta Lima

No dia 19 de novembro de 2020, aconteceu o She’s Tech Conference, o maior evento do Brasil dedicado a fortalecer a presença feminina no setor da tecnologia. O movimento She’s Tech tem como missão inspirar, engajar e capacitar mulheres a se destacarem em carreiras e negócios de base tecnológica, construindo uma rede de apoio que une inovação e propósito.

Durante o evento, Ana Luiza Tunes, Luiza Franco e Paula Cardoso compartilharam suas trajetórias e reflexões sobre como a tecnologia pode impulsionar a responsabilidade compartilhada e contribuir para o desenvolvimento das cidades sustentáveis, em alinhamento com o Objetivo 11 da Agenda 2030 da ONU.

Paula Cardoso, fundadora da Leal Sustentabilidade, destacou como a transição de carreira e a maternidade a inspiraram a repensar o legado que deixaria para o filho, transformando desafios em propósito. Hoje, ela aplica soluções tecnológicas, como por exemplo usar o biodigestor que transforma matéria orgânica em biofertilizante. Esse sistema contribui de forma significativa para a sustentabilidade, oferecendo destinação adequada aos resíduos, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa e promovendo dignidade a comunidades sem acesso ao saneamento básico, ao evitar o descarte irregular em rios. O biogás gerado pode ainda ser aproveitado em fogões e sistemas de aquecimento, reduzindo custos e estimulando a economia circular.

Ana Luiza Tunes, engenheira ambiental e cofundadora do Tunes Ambiental, ressaltou a importância do olhar técnico aliado à sensibilização social. Em sua vivência profissional — sendo muitas vezes a única mulher em campo —, ela reforça a necessidade de ampliar o espaço feminino na ciência e na tecnologia, mostrando que conhecimento e inovação não têm gênero.

Luiza Franco, arquiteta e urbanista, fundadora da Casa Zero, trouxe uma visão integradora entre arquitetura, engenharia e sustentabilidade. Ela apresentou como utiliza simulações computacionais, tecnologias vernaculares e consultorias técnicas para otimizar o desempenho ambiental das edificações e fortalecer a relação entre a natureza e o espaço construído. Para ela, a sustentabilidade é o agora — e cada gesto conta.

Durante a conversa, Luiza também apresentou o Baralho de Gestos Sutis de Sustentabilidade, uma ferramenta educativa criada pela Casa Zero que traduz ações simples e aplicáveis em empresas e na vida cotidiana, estimulando pequenas atitudes que, somadas, geram grandes transformações.

O She’s Tech Conference e as palestrantes reforçaram como a tecnologia e soluções baseadas na natureza são um campo de colaboração socioambiental. Quando mulheres ocupam esse espaço com propósito, inovação e sensibilidade, elas ajudam a redesenhar o futuro — mais inclusivo, inteligente e sustentável.

Assista à conversa completa e inspire-se com as vivências dessas mulheres que estão transformando o mundo através da tecnologia:

Você já ouviu falar do tripé da sustentabilidade?
O discurso de que projetos e negócios devem ser:

  • economicamente viáveis,
  • ambientalmente corretos e
  • socialmente justos.

Na Casa Zero acreditamos muito nisso, mas falta algo imprescindível:
ser culturalmente aceito.

É por isso que tanto falamos dos Gestos Sutis de Sustentabilidade. É preciso
tocar as pessoas, é preciso entender os hábitos para transformar uma nova
cultura pela sustentabilidade a partir de agora.

A seguir, trazemos algumas provocações de quais seriam os três elementos
desse tripé.

Sustentabilidade Econômica

Não é o bastante oferecer o projeto, produto ou serviço ao seu cliente. Hoje,
mais do que nunca, o consumidor quer ver claramente as vantagens, valores a
longo prazo e, mais especificamente, as economias do que investe.
No mercado da construção civil e da arquitetura não é diferente. Você já
conseguiu mensurar a economia energética do seu projeto? E as vantagens de
uma economia de água?

Sustentabilidade Ambiental

Rios e oceanos limpos para garantir água potável nos encanamentos das
edificações.
Florestas e matas preservadas para garantir ar puro passando pelas janelas
dos edifícios.
O quanto vocês acham que a gestão hídrica, energética e de resíduos das
construções podem influenciar nossa sustentabilidade ambiental?

Sustentabilidade Social

Priorizar a mão de obra local, selecionar produtos regionais, respeitar hábitos
comunitários saudáveis, criar espaços públicos gentis e democráticos. 
Estas são algumas ações que potencializam uma arquitetura e urbanismo
universais, mais inclusivas e duráveis. 
E você também acredita que o âmbito social é importante para a
sustentabilidade das nossas cidades e construções?

A Casa Zero está aqui para produzir ações, projetos e consultorias nesta área
junto com vocês.

Estética e Conforto

Você sempre ouve que a arquitetura tem que ser bela?
Nós sempre ouvimos isto e concordamos, mas um grande projeto é aquele que associa o conforto ambiental à estética do projeto.

A arquitetura deve ir além da forma, das cores e texturas, associando escolhas de materiais e tecnologias para a garantia do conforto térmico e luminoso, por exemplo.

O Projeto EM foi construído em parceria com a construtora Hadronac e teve como propósito alinhar uma arquitetura que agradece esteticamente o cliente e ainda considerando todos os aspectos técnicos de conforto ambiental.

Funcionalidade e Eficiência

Você sempre ouve que a arquitetura tem que ser funcional?
A Casa Zero acha que sim, mas acreditamos ainda ter que ir muito além de espaços flexíveis ou fluidos.

Uma arquitetura com funcionalidade deve promover mais, como a eficiência energética e gestão hídrica para economia no seu uso dando à edificação mais perenidade na sua função. No Projeto L&A , feito em parceria com a arquiteta Natália Nascentes, foram adotadas estratégias que potencializam a eficiência da residência ao longo do seu uso, mantendo as condições necessárias para sua boa funcionalidade.

Expectativa e Técnica Sustentável

Você sempre ouve que a arquitetura tem que a cara do cliente?
Por aqui esta premissa é fundamental baseada sempre em estratégias para uma arquitetura bioclimática com aproveitamento máximo dos recursos naturais e tecnologias que minimizem os impactos ambientais da sua construção.

O Projeto MM construído em parceria com a construtora Brick, adotou muitos destes conceitos para uma arquitetura que verdadeiramente empregasse gestos de sustentabilidade.

Para tudo isso a Casa Zero presta consultoria em arquitetura para a sustentabilidade de pessoas e negócios que desejam projetos com este propósito. Ainda faz parcerias com arquitetos e construtoras para assessorar em estratégias verdadeiramente sustentáveis. Veja o vídeo a seguir para entender mais:

Por Luiza Franco, Fundadora Casa Zero.

Mais um projeto da Casa Zero, este em parceria com a arquiteta Natalia Nascentes, feito em 2014. Localizado em condomínio fechado na cidade de Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), a residência foi implantada em terreno de acentuada topografia e com respeito à preservação de vegetação remanescente de Mata Atlântica. O projeto foi desenvolvido com o escalonamento da edificação em planos diferentes para reduzir a movimentação de terra e ao mesmo tempo valorizar a vista panorâmica.

Principais estratégias para uma arquitetura mais sustentável empregadas e no vídeo apresentamos o resultado final da construção:

  • Estratégias para uma maior ventilação e iluminação naturais
  • Preservação de espécies de vegetação nativa do tipo Mata Atlântica
  • Escalonamento da edificação com mínima alteração da topografia
  • Aplicação de elementos de sombreamento considerando as condições do clima local
  • Instalação de sistema de aquecimento solar da água sem a necessidade de sistema de bombeamento minimizando gasto com energia
  • Conexão interior e exterior da construção com o entorno
  • Criação de ventilação cruzada para potencializar a entrada de ventilação natural
  • Previsão de plataforma para acessibilidade na longevidade do moradores
  • Valorização da paisagem do entorno

Por Luiza Franco, Fundadora da Casa Zero.

Alguns registros do Final de Semana Verde para falar de gestos sutis de sustentabilidade na CasaCor Minas.

Conectamos a beleza da arquitetura, do design e do paisagismo com painéis de debates sobre a experiência de pessoas, profissionais e negócios ligados a ações sustentáveis.

A Casa Zero, junto à @beeco.brasil, planejou e produziu o evento com a seleção de temas e profissionais para falar de gestos de sustentabilidade.

Nosso agradecimento pela confiança de toda a equipe da CasaCor e diretamente à Luisa Jorda (@lujorda), Eduardo Faleiro (@efaleiro_) e Juliana Grillo (@grillo.juliana) que idealizaram juntos a nós este evento. E com muito entusiasmo apresentamos os convidados, reforçando nossa admiração a cada atuação que desempenham.

A Casa Zero acredita que a sustentabilidade só é possível com compartilhamento de conhecimento das diversas especialidades envolvidas para a construção de uma cultura mais sustentável.

@souminha.sou @pattsilver @babii_flopes @julima.global @prrontooficial
@dicoulon  @vilajoaodebarro @faleiro.ph @carolpachamama @ecomaterioteca

@joaodiniz @arquitetosassociados @alexandrebrasil @lavemcasa @vila_iapo
@aterra_ambiental @rodrigo.wn @waycarbon www.optpower.com.br
@jasmmin_startup @massalasprojetos @prefeiturabh @jjarquitetura

Ainda estendemos o nosso varal de inspirações em gestos sutis de sustentabilidade na @casacominas e agora queremos estender para os seguidores da Casa Zero.

Acesse aqui e baixe o ebook Gestos Sutis de Sustentabilidade feito pela Casa Zero. Ele é um guia para inspirar práticas mais sustentáveis em casa e no dia a dia das pessoas.

Para uma cultura da sustentabilidade nas cidades, nas construções e na arquitetura precisamos de uma sociedade praticando e inspirando hábitos mais saudáveis para o meio ambiente.

Registro da inauguração da CasaCor Minas deste ano realizada no Palácio das Mangabeiras em Belo Horizonte.

A maior mostra de arquitetura, design e paisagismo das Américas terá, nos dias 20, 21 e 22 de setembro, um final de semana verde para falar de gestos de sustentabilidade.

Promovidos pela Casa Zero e @beeco.brasil, exclusivamente para a edição Planeta Casa da amostra, serão realizados debates com agentes e influenciadores para buscarmos respostas aos seguintes questionamentos:

O que cada um está fazendo pela sustentabilidade?

Existe um caminho de equilíbrio entre afeto e tecnologia para alcance da sustentabilidade?

Além de ver, vamos ouvir e falar?

Para temas tão relevantes – Tecnologia, Afeto e Sustentabilidade – idealizados na @casacorminas de 2019, vamos conversar com influenciadores e agentes sobre estes e outros assuntos relacionados em um fim de semana verde na edição Planeta Casa.

Ao todo são 59 espaços na edição especial que está acontecendo no Palácio das Mangabeiras para ver arquitetura, design e paisagismo. Para ouvir e falar sobre Arquitetura Sustentável, Eficiência Energética, Materiais e Tecnologias Sustentáveis, Pegada de Carbono, Empreendedorismo Feminino, Negócios de Impacto e mais, te esperamos nos dias 20, 21 e 22 no Espaço Minas em Cena da CasaCor / Minas Gerais.

Foto: @barbaradutra